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2.9.05
COMUNICADO IMPORTANTE PRA CARAI
O negócio aqui morgou. Sempre foi um saco postar nesse blogger.com.br. Então eu mudei o blog para HTTP://WILLIAMPAIVA.BLOGSPOT.COM. Atualizem seus bookmarks que esse aqui vai voar no pau em breve.
Obrigado
W
williampelomundo@hotmail.com 9:43 AM [+]
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27.8.05
Sabia que a galera do Radiohead tem um blog? Quem escreve mais é Thom Yorke, inclusive. Veja em Dead Air Space.
williampelomundo@hotmail.com 2:39 AM [+]
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24.8.05
O céu vai ser um lugar muito melhor.
williampelomundo@hotmail.com 10:26 PM [+]
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Estou quase mudando esse blog pro blogspot. Só falta o saco de fazer um template lá.
williampelomundo@hotmail.com 8:56 PM [+]
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21.8.05
Fodeu a tabaca
Nine Inch Nails no Claro Que É Rock. Aí eu sou obrigado a ir.
williampelomundo@hotmail.com 9:48 PM [+]
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17.8.05
A sábia sabedoria popular
Agosto é mesmo um mês desgraçado. Nem bem começou e já caíram dois aviões, celebridades dos meios artístico e político morreram e Maradona estreou um programa de tv.
williampelomundo@hotmail.com 6:14 PM [+]
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Ao chegar ao teatro da UFPE para o segundo dia do Festival Coquetel Molotov, duas coisas me chamaram a atenção. Primeiro, a cerveja estava bem pior que na sexta, com aquele gostinho de segunda-feira de Carnaval, quando todas as bebidas já congelaram e esquentaram várias vezes. A outra coisa que eu notei foi que os alto-falantes do saguão do teatro repetiam incessantemente a musiquinha do programa A Voz do Brasil, seguida de uma séria de conselhos sobre como se comportar dentro do teatro. A princípio eu achei que isso só ia ficar rolando antes do primeiro show, mas depois constatei que a tentativa de educação subliminar persistia durante os shows e também nos intervalos. O povo já não sabia mais o que era pior: se ficar dentro do teatro durante os intervalos ao som de Jeniifer Lopes ou se sair pra tomar cerveja gorada e ouvir O Guarani. Mas vamos ao que interessa.
A Mellotrons abriu os trabalhos da noite com um show impecável, mas que foi muito prejudicado pelo som, que estava tão ou até pior que no dia anterior. A guitarra de Ênio estava ensurdecedoramente alta e mal equalizada, assim com oa escaleta de Haymone. Nessas horas só dava pra ver o show com o dedo no ouvido. Mas a banda estava muito de cima e, mesmo com o som lamentável, conseguiu fazer um show muito bacana.
Aí veio Lulina, que pra mim foi a segunda boa surpresa do festival. Pena que o que se via no palco não era o que se ouvia no som. Da banda inteira, que era composta por duas guitarras, bateria, baixo, teclado e vibrafone, só se ouvia uma guitarra (desafinada pra carai), o baixo e o bumbo da bateria. Teve até um momento na última música que eu comentei que o teclado finalmente apareceu e estava fazendo uma linha muito legal. Quando todos que estavam por perto concordaram, o operador de som baixou o teclado para que ninguém ouvisse. Mesmo com todos esses percalços, o que realmente importa se sobressaiu: a música de Lulina é bacana mesmo. Engraçado foi uma menina trajada de alternativa da Rua da Moeda comentando desapontada que achava que seria um show de Lenine.
Os franceses da Berg Sans Niples entraram no palco como ilustres desconhecidos e saíram, na minha opinião, como a maior bola dentro da organização do festival. A banda faz um som que não me lembrou nada que eu já tenha ouvido. Se o Air fizesse um som mais macho, talvez lembrasse a Berg Sans Nipples. O que importa é que os dois caras constroem as camadas musicais na hora, loopando tudo que tocam. Na mistura entra bateria, bases eletrônicas, steel drums, xilofone, gaita, escaleta, piano Rhodes, um Vox Jaguar e mais umas coisas que eu não sei o que são. Gostei muito dessa, inclusive porque foi só o técnico de som deles botar a mão na mesa que, como num passe de mágica, o mesmo som que foi uma droga pra todos se transformou numa maravilha.
Pra encerrar o festival, botaram a banda The Kills, que é formada por uma americana e um inglês e que de tanto falarem que era super radical acabou não correspondendo às minhas expectativas. No palco, apenas a cantora e o guitarrista, que além de mandar bem nos riffs, ainda faz passinhos de dança engraçados. Teve até uma versão atualizada daquele passo de Michael Jackson em que ele anda pra trás. O resto do instrumental vinha de um gravador que o guitarrista operava ali mesmo no palco. Talvez se eu tivesse me dado ao trabalho de escutar o disco da banda antes de ver o show eu tivesse gostado. Mas pra um show de uma banda que eu nunca tinha ouvido falar, eu achei coxinha.
williampelomundo@hotmail.com 6:12 PM [+]
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14.8.05
Fui e gostei
Acho que os comentários que vão rolar durante essa semana sobre o Festival Coquetel Molotov só levarão a uma conclusão: no próximo ano vai ter que ser num lugar maior. Não que o teatro da UFPE estivesse super lotado sexta e ontem, mas tenho certeza de que quem deixou de ir vai se arrepender ao ouvir o que rolou por lá, e vai esperar ansiosamente pela próxima edição. Vou fazer a minha parte e dizer o que eu achei de cada atração que vi:
A Rádio de Outono subiu ao palco do teatro da UFPE às 9 da noite da sexta-feira, com a missão de abrir o festival. Como de praxe, lá estava a legião de fãs fiéis da Rdo, que cuidaram de quebrar a frieza proporcionada pelo formato do festival. Para quem não sabe, o festival Coquetel Molotov acontece como uma peça de teatro tradicional, onde a atração se apresenta no palco e o público assiste confortavelmente acomodado nas poltronas, com direito a ar-condicionado e a escurinho de cinema. Eu, que já vi uma cacetada de shows da Rádio de Outono, acabei gostando desse. A banda tava de cima, o repertório foi bem distribuído e, para uma banda que foi a primeira a tocar, até que o som estava razoável. Eu, que não entendo nada de fazer som ao vivo, imagino que deva ser bem complicado de se fazer som num teatro. De qualquer forma, eu já comecei gostando.
Aí entrou a Mombojó, que, assim como a Rádio de Outono, leva uma reca de fãs assíduos aos shows. A banda fez um show praticamente só com músicas novas, o que pra mim foi excelente, mas pra muita gente foi frustrante. Parece que o povo só aceita ouvir música inédita no disco, e que show é pra cantar e pular o tempo todo. A Mombojó viu nesse show no teatro o formato perfeito para apresentar as músicas novas e explorou isso muito bem. Pena que o som estava muito pior que o da Rádio de Outono, com momentos em que a voz de Felipe parecia uma broca que furava impiedosamente o tímpano do público. Mas aí já não é culpa da banda mesmo.
Em seguida veio a Hurtmold, que eu queria ver há tempos. Eu conhecia as músicas e Zé Guilherme disse que eu não ia gostar da banda ao vivo. Resultado: a Hurtmold foi a minha primeira boa surpresa do festival. Bacana mesmo o som desses caras. Melhor ao vivo do que no cd, eu diria até. Teve gente que dormiu e teve gente que saiu durante o show, mas eu curti. Talvez tenha ajudado o fato de ninguém cantar na banda.
E para fechar a primeira noite, vieram os suecos do Dungen. A galera viajou, mas eu não. Talvez por causa do som sofrível, talvez pelo fato da banda cantar em sueco ou talvez porque a cerveja estava péssima durante a noite inteira e não era permitido beber dentro do teatro. Seja como for, trazer essa banda foi uma dentro do pessoal do Coquetel Molotov, já que a moçada parecia estar curtindo.
Amanhã, as minhas impressões sobre o segundo e melhor dia do festival.
williampelomundo@hotmail.com 4:21 PM [+]
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Quem já gravou um disco sabe que estúdio, em geral, é um lugar aconchegante. E no Mr. Mouse não é diferente. É sempre assim: as pessoas gravam e a gente ajeita. O trabalho de picotar e consertar o que foi gravado é tão tedioso que a galera invariavelmente puxa um ronco durante o processo. E é esse o tema da minha mais nova exposição de fotografias tiradas no celular: celebridades tirando uma soneca enquanto os produtores trabalham. Está tudo lá na seção de fotos.
williampelomundo@hotmail.com 1:32 PM [+]
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7.8.05
Noite passada senti saudades da Inglaterra. Senti saudades da cerveja Carling e da Stela Artois. Aí não pensei duas vezes: fui ao UK, o pub londrino em Recife. O lugar é bem bacana, com decoração super moderna e transada e iluminação ideal para o camarada que dar uns catracos nos sofazinhos.
Claro que a primeira coisa que eu ia reparar num lugar desses era a música. E durante o tempo que eu fiquei lá não rolou nenhuma música britânica. O dj era Salvador (aquele que cantava no Dona Margarida Pereira), que me contou que toca lá desde que inaugurou. Ele rolou black music setentona americana, e depois a coisa descambou para Maroon 5, Evanessence, U2 (mmm... a Irlanda faz parte do Reino Unido, eu sei) e coisas do tipo. Mas aí já foi mais tarde, quando eu estava indo embora. Engraçado é que não tem um lugarzinho lá pra o dj tocar. Ele toca com um laptop, sobre o mesmo balcão em que os clientes pedem as bebidas. Pelo lado de fora, inclusive.
No cardápio há preços em real e em libra. Essa última opcão é de mentirinha, conforme o próprio cardápio informa. É só pra o cara se sentir mais num pub inglês. Mas eles nem precisavam dessa gracinha, já que o preço das bebidas é uma facada que faz qualquer um se sentir em Londres mesmo. A birita mais barata é o chopinho Brahma, que sai por R$ 3,30. E é verdade que eles têm uma cacetada de marcas de cervejas importadas, mas não tem nem Carling, nem Stela Artois e nem Kronemberg, que são as que eu gostava mais. E o preço da Guiness é o mesmo cobrado num pub da Inglaterra, só que lá eles servem em copos de 600ml, enquanto aqui eles servem mais ou menos a metade disso.
E pub pra ser inglês mesmo tem que ter o negão africano ilegal refugiado vendendo pirulito, chiclete e borrifada de perfume no banheiro masculino. Tirando essas coisinhas, e também o fato de que a entrada e a saída são pela mesma porta, o que acaba casando um transtorno se você quiser sair na hora de pico, o bar é um lugar bacana para pessoas bonitas e bombadas. E que, de preferência, nunca tenham ido a um pub inglês de verdade.
williampelomundo@hotmail.com 12:44 PM [+]
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6.8.05
Como é que querem combater o turismo sexual se no nosso aeroporto internacional há uma grande vagina apontada para o céu, dando boas-vindas a quem chega de avião?
williampelomundo@hotmail.com 10:18 AM [+]
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4.8.05
1) Eu ando meio sem tempo;
2) Eu também ando meio sem idéias;
3) Eu não fiz isso no photoshop:
williampelomundo@hotmail.com 11:39 PM [+]
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24.7.05
Esses tradutores de filmes e sua genialidade sem fim
ÁUDIO: "See you later, alligator!"
LEGENDA: "Tchau, bacurau!"
williampelomundo@hotmail.com 3:05 AM [+]
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19.7.05
Ali ao lado nos links tem uma nova seção, chamada fotos. O título já é auto-explicativo.
williampelomundo@hotmail.com 1:28 PM [+]
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15.7.05
Hoje em dia todo mundo tem celular com câmera e internet banda larga. Se o mundo fosse um lugar mais bacana, o resultado dessa mistura seria a proliferação de vídeos caseiros de putaria na internet. Mas, como o mundo está longe de ser um lugar bacana, a moda que está pegando lá no Reino Unido é a Happy Slapping. Happy Slapping consiste em sair pela rua agredindo gente inocente e filmar no celular, pra depois mandar para os amigos. Uma simples pesquisa no Google sobre o termo e você verá a proporção que a coisa está tomando. O número de sites onde você pode baixar esses videozinhos é quase igual ao número de notícias sobre o caso que aparecem na imprensa Britânica. Tudo começou com alguns Hooligans fazendo arruaça e mandando os vídeos para os amigos, mas pelo que eu pude constatar, a malocada londrina tá se lombrando em dar porrada em qualquer tipo de gente e em qualquer lugar, até mesmo nas escolas.
williampelomundo@hotmail.com 9:19 PM [+]
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14.7.05
Como os mais atentos devem ter notado, o layout desse blog mudou. Espero que para melhor. Vocês é que vão dizer. Pode ser que o blog fique meio doido em alguns browsers, mas isso é normal, visto que eu não sou lá nenhuma maravilha de programador em HTML. Aqui no meu computador o layout ficou lindo no Internet Explorer e no Firefox. No Safari ele ficou meio doido. E ainda tenho que resolver a sessão de arquivos. Se não der certo, há sempre como voltar ao bom e velho template azul e cinza.
williampelomundo@hotmail.com 6:09 PM [+]
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10.7.05
Top 10 fotos que eu tirei no celular, aqui. As palavras foram colocadas sobre as fotos na esperança de dar algum sentido a elas.
williampelomundo@hotmail.com 1:52 AM [+]
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9.7.05
Trash. É a única palavra que existe para descrever a eliminatória do programa Fama, que tá passando agora na tv. Eu, que nunca havia assistido a nenhum capítulo de nenhuma edição anterior do Fama, fiquei impressionado com a tosqueira que é a coisa. O programa é uma cópia piorada, sob todos os aspectos, do Amrican Idol, que eu assistia porque eles têm capítulos dedicados apenas aos candidatos mais toscos e ridículos. Nem pra isso o Fama se presta. As imagens da pré-seleção só mostram as pessoas falando emocionadas da sua relação com a música. Tem também depoimentos de pessoas que venceram as edições anteriores, mas que ninguém lembra mais quem são. A que apareceu na etapa daqui de Recife teve a audácia de cantar versões dance-trash de O Amor E O Poder e de O Xote Das Meninas, ao mesmo tempo em que fazia coreografias altamente libidinosas com quatro bailarinos. Pelo menos ela tinha uns peitões massa. Já o repertório dos candidatos, que vinham de todo Nordeste ia de versões românticas de Carla, do LS Jack até o melhor (ou pior) da mpb de barzinho, sempre acompanhados por um intrumental digno de videokê. O nível, em geral, era de música de barzinho (já falei de barzinho duas vezes nesse post!), com direito a todos aqueles cacoetes que já conhecemos, incluindo as desafinações. Acho, inclusive, que o cara que estava mixando o áudio para tv estava achando a mesma coisa que eu e resolveu botar a voz da galera quase inaudível em relação ao instrumental. Ah, e a única pernambucana que eu vi era uma tal de Silmara, cantora da banda Gatinha Manhosa.
williampelomundo@hotmail.com 5:25 PM [+]
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Acho que eu já falei aqui do cara que pegou o Black Album do Jay-Z e misturou com o White Album dos Beatles, criando assim o Grey Album. É óbvio que uma prezepada dessas nunca poderia ser viabilizada legalmente, por causa da quantidade de copyrights envolvida. Mas, graças à esculhambação que é a internet e ao avanço tecnológico dos computadores, estamos vivendo numa era em que qualquer mané pode fazer o que quiser com a obra de quem quiser e distribuir o resultado pra todo mundo, via P2P, email, msn ou qualquer coisa do gênero. Para quem se anima com o assunto, há um site chamado http://www.bannedmusic.org, dedicado à tarefa de tornar impossível a censura de obras musicais por parte das grandes gravadoras. Em outras palavras, eles dão todos os canais para a propagação da música ilegal, e, principalmente, da recriação musical com base na obra dos outros, como é o caso do Grey Album. Aliás, nesse site há o Grey Album completo pra baixar, assim como o bizarro Hippocamp Ruins Pet Sounds que, como o nome sugere, é uma versão electro muito doida que fizeram do disco clássico de Brian Wilson.
williampelomundo@hotmail.com 2:29 AM [+]
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5.7.05
Acho que todo mundo devia ser como Trent Reznor. Além de ser ele próprio o Nine Inch Nails e fazer discos sensacionais, Trente Reznor também libera todas as pistas de suas músicas para que qualquer pessoa faça o que quiser com elas. E ele não dá só o áudio. Ele dá as sessões do seu software preferido já com os audio clips arrumadinhos, cada um com seus efeitos e no volume certo. É só abrir o arquivo e apertar o play que a música vai tocar exatamente como está no disco. Tem versões pra Logic, Garage Band, Live, Pro Tools e Acid. Depois de fazer seus remixes, você pode colocá-los lá no site do Nine Inch Nails pra todo mundo ouvir e até ganhar comentários do próprio Trent Reznor. Clique nos links abaixo e baixe os masters abertos no formato do software de sua preferência.
Nine Inch Nails - Only
Nine Inch Nails - The hand That Feeds (esse é só pra mac)
williampelomundo@hotmail.com 8:04 PM [+]
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Muito bacana a revista Coquetel Molotov, lançada na semana passada. Além de bonita ela é bem informativa também. E de graça, pelo menos nessa primeira edição. Bote logo a mão na sua antes que acabe.
williampelomundo@hotmail.com 7:59 PM [+]
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Não recomendo (parte 1)
O Pântano é um filme de arte. Pelo menos devia ser, já que foi exibido na sessão de arte. Diz a lenda que só existe uma cópia desse filme no Brasil, e aqui em Recife ele só foi exibido em duas sessões. Eu fui a uma delas e posso garantir que esse é, sem dúvida alguma, o pior filme que eu já vi. E olhe que eu já vi muito filme ruim.
Pra começar, o filme é argentino e não tem roteiro. O que se passa na tela são coisas banais, sem qualquer ligação entre si, sem qualquer tipo de narrativa ou linha de raciocínio. Nem sei pra quê fizeram um filme que sequer tem um tema.
O filme mostra a vida de uma família que vive num tipo de sítio decadente. Não há romance, nem intriga, nem nudez, nem violência, nem ódio, nem mentira, nem nada. Há um telefone que toca várias vezes durante o filme e a dona da casa fica gritando pra alguém atender. Há uma tal de Mercedes que passa a primeira metade do filme ligando e dizendo que vai visitar a família, aí lá pelas tantas ela liga e diz que não vai mais. Há as duas velhas que combinam de ir à Bolívia comprar material escolar porque lá é mais barato. Aí o marido de uma delas compra o material escolar lá perto mesmo e elas não precisam mais ir à Bolívia. Aí a criançada vai a um açude e toma banho. E não passa disso. Essas histórias não se interligam nem influem em nada. Há até um momento que falta um pedaço do filme e uma cena é cortada bruscamente, mas não prejudica o imprejudicável. Eu diria até que qualquer cena do filme pode ser eliminada que o resultado final é o mesmo.
E sempre que alguém está assistindo tv, é um programa sobre um lugar que dizem que a Virgem Maria aparece. Aí chega uma hora em que uma das meninas que moram na casa chega junto da outra, na beira da piscina. Dá-se então o seguinte diálogo:
Menina 1: Onde você estava?
Menina 2: Fui lá onde a Virgem Maria aparece.
E aí o filme acaba. É lixo argentino da pior qualidade, que não merece ser visto nem pelo Maradona.
williampelomundo@hotmail.com 7:58 PM [+]
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Não recomendo (parte 2)
Um dos fatores que mais contribuem para eu gostar ou não de um filme é a expectativa. Ou a falta dela. Quanto menos eu esperar de um filme, melhor, porque aí eu posso me surpreender com qualquer merda. Tem também o fator tragédia. Filmes com grandes catástrofes estão entre os meu prediletos. E, por fim, gosto muito também de filmes com naves. Acho que uma navezinha voando pode tornar qualquer filme assistível. Até a Noviça Rebelde.
Partindo desses princípios, fui ver Guerra dos Mundos ressabiado e em cima do muro. Eu já tinha visto a versão original e já tinha lido o livro até a metade. Em compensação, o filme tem Tom Cruise, que só faz o mesmo papel desde Top Gun. A galera que eu conheço e que assistiu antes de mim achou Guerra dos Mundos uma porcaria só por causa do final. Pra quem não sabe, os aliens que pilotam os tripods respiram o nosso ar e contraem nossas doenças. É assim que a humanidade se salva do extermínio. Era um final de livro criativo e impactante na época em que foi escrito, mas tenho que concordar que hoje a coisa perigava soar mal resolvida.
De qualquer forma, o que transformou Guerra dos Mundos em uma grande farofada foi outro motivo: Spielberg. Mais uma vez a adversidade vem para unir uma família. Foi assim em ET, e foi assim em Contatos Imediatos do Terceiro Grau. Só que esses filmes tinham outros elementos além da farofice da família destruída que se une para superar os problemas. Em Guerra dos Mundos, nem o som espetacular e nem as cenas de catástrofe, por melhores que sejam, conseguem tirar o filme da pasmaceira. Não importa se a humanidade vai se acabar. O que importa é que Tom Cruise deciciu ser um bom pai quando viu a merda virar boné.
williampelomundo@hotmail.com 7:58 PM [+]
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4.7.05
Estou com uma cacetada de coisas pra escrever, mas estou sem tempo. Por enquanto fiquem com o site da Celebration Fantasias
williampelomundo@hotmail.com 11:55 PM [+]
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30.6.05
South Park Studio é um site em flash que permite que você monte pessoas no estilo do desenho homônimo. Você vai navegando por intens como roupas, cabelos, bocas e olhos, aí é só clicar nos escolhidos que o boneco vai aparecendo. Eu fiz uma versão South Park de mim mesmo e não ficou lá essas coisas. Já a versão do prefeito João Paulo ficou muito bacana.
williampelomundo@hotmail.com 10:43 PM [+]
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29.6.05
Eu não vou gastar meu espaço no servidor com isso, mas vale a pena vocês baixarem Talk, música do novo disco do Coldplay e sacarem o maior caso de plágio de todos os tempos. Mais do que Jorge Ben contra Rod Stewart. Mais até que Front 242 contra Bonde do Tigrão. Chris Martin, não satisfeito em se auto-plagiar em Speed Of Sound, música também do disco novo, mas que é igual a Clocks, do disco anterior, resolveu copiar em tom, andamento e em qualquer outro elemento musical a obra-prima Computer Love, do Kraftwerk. Eu, que apesar de curtir o Parachutes e o A Rush Of Blood To The Head, achava que as idéias do Coldplay não iriam muito longe, só precisei escutar duas faixas do disco novo deles pra ter certeza disso.
williampelomundo@hotmail.com 9:20 PM [+]
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28.6.05
Uma nova reviravolta está para acontecer na indústria musical. Depois do cd tomar o lugar do vinil e do mp3 tomar o lugar do cd, eis que mais mais um grande momento chegou. Hoje eu consegui fazer um toque polifônico para celular! A música foi Última Fase, da Diversitronica, e está disponível no site http://wap41.com/williampaiva para todos aqueles que possuem celular que aceita arquivo midi como toque polifônico. Quando você acessar o site através do seu celular, vai aparecer o nome da música. Aí é só dar open link e salvar o toque no seu aparelho. Testado e aprovado em aparelhos Nokia, mas deve rolar em outras marcas também.
williampelomundo@hotmail.com 4:20 PM [+]
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Esse ano eu não vou ao Festival de Inverno de Garanhuns. Sempre achei que o FiG deve ser mais interessante pra quem vai fazer aquelas oficinas, curtir teatro ou dançar forró. Aliás, eu só fui ao tal Festival duas vezes, e pra tocar. Não que o Festival de Inverno seja ou esteja ruim esse ano. Pelo contrário. A predileção pelo ano do Brasil na França na hora de dividir a verba pública destinada à cultura teve uma conseqüência boa e uma ruim no Festival de Inverno de Garanhuns desse ano.
A conseqüência boa é que, com a verba drasticamente reduzida por causa das turnês de nossos conterrâneos no velho continente, só restou à organização do FIG uma saída para realizar a edição desse ano: encher a programação com bandas independentes. Esse ano então teremos Rádio de Outono, Volver, terceira Edição, Superoutro, Parafusa, Democratas, Devotos, Paulo Francis Vai Pro Céu, Academia da Berlinda, Carfax, Del Rey e mais uma porrada de bandas, todas no mesmo festival. A conseqüência ruim é que, como era de se esperar, os cachês caíram drasticamente. Mas ainda assim é um negócio da China para essas bandas. Afinal, eu estou pra ver um show de qualquer uma delas por aqui por Recife em que o cachê foi mais de mil reais. Sem contar que o Festival de Inverno deve proporcionar uma estrutura de palco e som melhorzinha que o Maurício de Nassau ou o Barramundo.
Aí vai ter sempre aquele que vai dizer que essas bandas tocam aqui em Recife todo fim de semana, de graça, e que só vai ao FIG pelas grandes atrações. E é aí que a falta de verba se faz mais presente. Os nomes de maior peso que estarão no Festival de Inverno são Alceu Valença, Djavan e Kid Abelha. E só. Acho que dava até pra fazer uma Trashdance de inverno esse ano, aproveitando as já confirmadas presenças de Gilliard, Wando, Adilson Ramos, Elymar Santos e o incrível Agnaldo Timóteo.
williampelomundo@hotmail.com 2:16 AM [+]
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Descobri assistindo tv uma coisa que nem meus anos de autoanálise me revelaram: o meu maior pesadelo é ter que fazer um disco da Fat Family. Fat Family é a síntese de tudo que eu mais abomino, musicalmente falando. Domingo passado eles estavam num programa de tv vagabundo, dublando uma música igualmente vagabunda do disco novo. Como tentativa de piorar o inpiorável, a produção do programa deixou os microfones funcionando durante a dublagem, o que fez a desgraceira dobrar de proporção, pois eles gritavam e gemiam ao vivo sobre as próprias vozes do playback. Foi nesse momento que pensei: "caralho, o cara tem que ter um culhão de aço pra produzir um troço desses".
Refletindo mais profundamente sobre o assunto, cheguei à seguinte conclusão: Fat Family é chato porque todos eles fazem tudo que sabem com a voz de uma vez só, ao mesmo tempo e em todas as sílabas. É como se aquele casal que dança forró resolvesse fazer todas as manobras que sabem a cada passo que dessem. Dois pra lá, dois pra cá já seria suficiente para eles demonstrarem todas as piruetas e requebros, só que incessantemente, até o final da música. Ou como se o mágico de festinha infantil fizesse todos os truques que sabe no momento que tira o coelho da cartola. Os rolha de poço da Fat Family fazem exatamente isso. A cada sílaba, cada um deles eles vai da nota mais grave à mais aguda, ao mesmo tempo em que faz um vibrato, rasga na garganta, canta em falsete, modula, geme e assobia. Se uma pessoa só fazendo tudo isso já é digna de fuzilamento, imagine sete fazendo ao mesmo tempo e durante uma música inteira.
Se eu fosse produzir um disco da Fat Family eu ia cobrar um super cachê. Não que eu faça qualquer coisa por dinheiro, mas pelo menos daria pra encomendar à nasa um material mais resistente que o aço pra blindar o meu saco.
williampelomundo@hotmail.com 2:14 AM [+]
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17.6.05
O prêmio de scrap mais tosco do Orkut vai para um fulano, que escreveu:
"Uhmmm jah ti falei que vc perderam uma festa sabado! ehehe É verdadi festa VIP (Particular) Eheheheh
Bjs! e ve se estala o MSN né!
Bjs"
williampelomundo@hotmail.com 9:38 PM [+]
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15.6.05
Estou começando a considerar seriamente a compra de um exemplar do que vem a ser um dos objetos mais chatos da história da humanindade: um guarda-chuva. Sei que vou perdê-lo em questão de dias. E sei também que ficarei puto quando tiver que guardá-lo todo molhado dentro do carro, mas acho que há benefícios a se considerar, visto que essa chuvinha constante já está enchendo o saco. Sem contar que eu moro numa casa, o que me proporciona banhos memoráveis ao sair ou entrar.
De uma coisa eu não posso reclamar. Ainda não precisei entrar em nenhuma rua alagada daquelas que o carro passa boiando, quando não morre no meio e aí ou você sai pela janela ou abre a porta e transforma seu carro numa piscina. Lembro que o maior cagaço que eu passei por causa de uma chuva foi num ano que eu toquei no Abril Pro Rock e tive que trafegar com o carro cheio de equipamentos e com a água dando no meio da porta.
Aliás, além de eu ainda não ter afogado o carro em nenhuma poça, outros fatos estão tornando os últimos dias inesquecíveis. Pela primeira vez as acões da Google estiveram mais valorizadas que as do grupo Time/Warner. Isso me lembrou desse profético link que eu já havia postado há alguns meses, mas que está se tornando mais verdadeiro a cada vez que eu entro na internet.
Ao mesmo tempo que as ações da Google subiram, as da Apple caíram, depois do anúncio de que a partir de 2006 todos os computadores Macintosh usarão processadores Intel. Eu, usuário de Macintosh, fiquei chocado a princípio, mas imagino que os computadores da Apple ficarão mais baratos ao adotarem os chips da Intel. A bronca é que eles ficarão tecnicamente mais parecidos com os PCs e aí eu me lembrei de que um dia eu tive um pesadelo em que Bill Gates comprava a Apple e fazia o computador da Microsoft. Espero que quando isso acontecer, aqueles malucos fanáticos por Macintosh comecem a pagar fortunas no meu Powerbook com o velho e bom processador IBM. E já que o assunto é computador, aí vai um parágrafo que não interessa a quase ninguém:
As novas versões do dois programas que eu mais uso para trabalhar estão se mostrando um tanto bugadas. Resolvi atualizar o sistema operacional do Mac, mais as versões do Reason e do Logic. Resultado: uma confusão do carai. O Reason 3 é definitivamente mais instável, menos configurável e devora mais processamento que o Reason 2.5. O Mac OS Tiger também não facilitou a minha vida em nada. Pelo contrário: o computador ficou um pouco mais lento e algumas fontes (inclusive as desse blog) ficaram mais grossas, mesmo usando o font smoothing. E o Logic Pro 7... bem, pra quem estava na versão 4.6, a atualização foi um grande avanço. Mas nem bem instalamos e já existe um DVD de update pra comprar que promete resolver um monte de bugs que a gente ainda nem descobriu.
E aí vem um outro lado dessa frenética onda de atualizações de softwares: o espaço no HD vai sumindo como mágica. Só pra mudar do Panther para o Tiger eu perdi quase um giga de espaço. O Reason 3 também é bem maior que a versão anterior. E cada update de sistema lançado pela Apple consome facilmente uns 300 mega. Moral da história: só atualize se precisar. Principalmente se você paga pelo software que você usa.
williampelomundo@hotmail.com 10:04 AM [+]
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12.6.05
Acreditem se quiser: esse não foi o momento que deu mais gente lá no estúdio durante a gravação da Profiteroles. E olhe que eu acho que teve gente da banda que ainda nem apareceu por lá. Estão na foto (da esquerda pra direita): Zé Guilherme (em pé, de branco), eu (de vermelho), Lara (de Chapolim), Jarmeson (com a cabeça caindo pro lado), Mateus (indiferente), Julia (de preto), um cara que não é da banda mas vai todo dia como se fosse e que eu não sei o nome (de branco, atrás), Tita e Leonardo. Agachados estão Tomaz, Fabão e Cecilia.
williampelomundo@hotmail.com 1:21 AM [+]
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O Orkut é mesmo um site muito doido. Imaginem que já faz uma semana que eu não consigo entrar nele. Quando eu boto o meu login e senha, aparece invariavelmente aquela tela dizendo "bad server". Já tentei em diversos computadores, mas em nenhum rolou. Resultado: fiz uma conta nova no Orkut pra mim, o que significa que o William que vocês têm nas suas redes de amigos agora não passa de um fantasma. Para me adicionarem, é só clicar em http://www.orkut.com/Home.aspx?xid=9075206499827586126.
williampelomundo@hotmail.com 1:06 AM [+]
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7.6.05
Se você não agüenta emoções fortes, não clique na foto e não visite o incrível site da Eclipse Models.
williampelomundo@hotmail.com 10:18 PM [+]
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28.5.05
Encerrando a semana de comemorações e reflexões pelos dois anos do acidente que quase quase levou Cecília, Leonardo, Pero, Denildo e eu dessa para uma melhor, estou colocando no ar uma versão em mpeg do documentário "O Acidente Que Quase nos Fodeu". Este documentário narra tudo que aconteceu nas horas antes e depois do fatídico evento. Clique aqui com o botão direito, salve no hd e assista.
williampelomundo@hotmail.com 1:14 PM [+]
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23.5.05
O prêmio de chupação de estilo mais descarada da atualidade vai para a banda Moptop (www.moptop.com.br), que consegue soar igual aos Strokes, se vestir igual aos Strokes, cortar o cabelo igual aos Strokes e ainda assim não passar de uma cópia barata dos Strokes. Só escutei uma música até agora na MTV, mas já foi o suficiente pra sacar que os caras roubam muito.
williampelomundo@hotmail.com 10:33 AM [+]
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22.5.05
Essa foi Enio que mandou.
www.storewars.org
williampelomundo@hotmail.com 11:10 PM [+]
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Só completando o post anterior
Também reparei uma coisa nesses episódios novos. O design das máquinas é muito mais sofisticado do que nos episódios antigos. Os episódios novos foram produzidos sob o domínio da mais avançada tecnologia em computação gráfica, então nada mais justo que o desing dos computadores e máquinas fosse igualmente sofisticado. Só que os episódios novos acontecem antes dos antigos. E as máquinas dos episódios antigos são bem toscas, pois sem computação gráfica, o jeito era fazer de isopor e papelão mesmo. O resultado é que, ao final do episódio 3, a tosqueira daqueles interruptores no peito de Darth Vader ou da nave branca que também aparece no início do episódio 4 fica bem evidente. E com George Lucas eu aprendi que: em batalha com música pra cima e cenas na velocidade normal, o mocinho está vencendo. Já em cenas de batalha com música dramática e imagens em câmera lenta, o mocinho certamente tá tomando no papeiro.
Já Queda é um filme muito, muito, muito longo. Ele narra os últimos dias de resistência de Hitler, antes dos russos tomarem Berlim. Pois eu saí do filme com a sensação de que a história tava rolando em tempo real, de tão devagar que as coisas acontecem. O filme tenta mostrar o lado prático e humano da vida de quem estava lá dentro do bunker com Hitler. Então o que acontece é o seguinte: todo mundo saca que a guerra já está perdida, e aí os soldados começam a beber pra cacete e a fazer festas, com direito a mulherada pelada e tudo. Alguns generais tentam convencer Hitler de que a guerra está perdida, mas ele se recusa a acreditar e dá muitos chiliques. Nessas horas a dramaticidade vai por água abaixo e muitas pessoas riem no cinema, apesar de não ter nada de comédia no filme. Acho que se o filme fosse condensado em uma hora e meia, seria mais fácil entender a tensão do ambiente e da situação. Mas num filme tão longo, a mensagem que fica é que era um tédio ser nazista.
williampelomundo@hotmail.com 9:44 PM [+]
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Se tem uma coisa que contribui decisivamente para eu gostar ou não de um filme, essa coisa é a falta de expectativas. Parece, inclusive, que George Lucas entendeu bem que isso poderia ser usado a seu favor. Foi o que fez: lançou dois filmes péssimos (A Ameaça Fantasma e O Ataque Dos Clones) e guardou o filme legalzinho pro final. Assim, o episódio 3 acaba sendo um filme muito bacana, justamente porque o cidadão vai ao cinema esperando uma paspalhada igual aos filmes anteriores. Eu tenho que admitir que gostei do episódio 3, mesmo sabendo de tudo que estava pra acontecer. Só fiquei achando que dava perfeitamente para encaixar mais um filme entre o episódio 3 e o 4. Afinal, são vinte anos de distância entre um e outro, em que muita coisa acontece. Como Han Solo conheceu Chewbacca? O que Darth Vader fez esse tempo todo, além de construir a Estrela da Morte? Se algum fã tiver alguma explicação para essas coisas, pode escrever aí nos comments, já que eu não entendo muito de Star Wars.
williampelomundo@hotmail.com 12:04 PM [+]
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20.5.05
Quando encontrarem com Gleisson Jones agradeçam por esse achado:
http://www.sucessoemailing.com.br/music/neisa.asp
williampelomundo@hotmail.com 2:31 AM [+]
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17.5.05
Volto já.
williampelomundo@hotmail.com 11:24 PM [+]
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10.5.05
O Aldo Rebelo que há em nós
Estamos em 2005, e já não há mais como evitar o uso de palavras estrangeiras no nosso dia-a-dia. Principalmente se essas palavras forem neologismos gerados por um movimento como o avanço tecnológico, por exemplo. Então acho que já está na hora de a galera começar a se ligar e não dar mancadas escrevendo as palavras estrangeiras inevitáveis. Vez por outra algum jornalista vai fazer alguma resenha musical e tropeça no mesmo erro de sempre: o sample e o sampler. Vejam abaixo a foto que tirei de um trecho do jornal de hoje.
De uma vez por todas: sampler é um instrumento musical, um aparelho, e sample é um trecho de áudio qualquer que a pessoa coloca dentro do sampler e aí toca como quiser. No exemplo da foto, o cara quis dizer que o músico usou um trecho da voz de uma cantora em uma de suas músicas. Então ele fez um sample da voz da cantora, usando um sampler. Do jeito que está escrito no jornal, o músico pediu emprestado o aparelho (sampler) à cantora para usar em sua música. Muito simples, mas eu ainda não vi ninguém usar isso certo nas resenhas musicais de jornais locais.
williampelomundo@hotmail.com 1:30 AM [+]
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7.5.05
Unidos venceremos a servente do mal
O Ancoradouro ontem lotou com mais uma edição da Trashdance. Com o tema O Papa É Pop, a festa mais uma vez provocou uma catarse coletiva entre as milhares de pessoas que lotaram o lugar e cantaram todos os sucessos trash de todos os tempos. Engraçado era ver que grande parte do público nem chegou a ver Chacrinha vivo e já conheceu Simony como a esposa do presidiário. Passei um monte de tempo sacando como as pessoas perdem completamente o controle e se deixam levar pela comoção geral que o saudosismo proporciona.
A banda Discípulos de Bozo se apresentou logo no começo da noite e fez tudo o que uma banda não devia fazer. Entre uma música e outra, berravam perguntando se o público estava gostando. Também não se deram ao trabalho de aprender as letras ou os acordes das músicas. Resultado: destroçaram um repertório que era infinitamente mais engraçado e animado quando tocado pelos botadores de som Da Maia e Balaio. Acho que trash devia ser só o repertório, mas parece que eles não entenderam isso e estenderam o conceito à execução também. Nem Luiz Halley escapou e teve também suas músicas destruídas pela banda. Uma revistinha daquelas de músicas cifradas seria um bom presente para essa banda.
Teve também uma aparição da deusa Rosana, que teve que se virar pra passar aquele tempo todo no palco se apoiando num único hit. Ela cantou sobre um playback e até errou a entrada em o Amor E O Poder, mas depois que a música engatou, ela resolveu relaxar e dexar a multidão cantar por ela. Depois de três músicas ela começou com aquele discurso batido de dizer que Recife é a segunda casa dela e tal, aí eu fui embora. Me contaram que ela ainda cantou outra vez O Amor E O Poder, desta vez sem errar, mas isso eram mais de duas e meia da manhã e uma galera já tinha dispersado. Acho até que a festa só engatou mesmo depois de Rosana, quando os botadores de som assumiram de vez o comando.
Confesso que senti falta de algumas coisas que rolavam nas Trashdances menores, mas isso é o preço do tamanho que a festa assumiu. De qualquer forma, comoção geral como aquela eu só tinha visto em show dos Los hermanos. Parabéns à galera que faz a Trashdance e bora trazer logo Babau do Pandeiro pra a próxima edição, antes que o véio bata as botas.
williampelomundo@hotmail.com 2:58 PM [+]
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6.5.05
Eu posso não ter visto o homem pisar na Lua, mas a espera valeu a pena. Hoje eu fui testemunha ocular de um grande evento da atualidade. Eu vi um ferro cair sobre a cabeça da apresentadora do NE TV, da Rede Globo. Foi uma lapada, mas como a barra era flexível e a apresentadora, mesmo atordoada, retomou a notícia no mesmo momento, eu pude concluir que não deve ter machucado muito. Mas foi punk ver a cara da moça.
williampelomundo@hotmail.com 9:07 PM [+]
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4.5.05
A melhor piada dos últimos tempos
williampelomundo@hotmail.com 11:42 PM [+]
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Mais de sete notas já é plágio
O que a Rádio de Outono e o Weezer têm em comum? A resposta é muito simples: as duas bandas têm duas faixas parecidas demais para ser obra do acaso. Antes que escrevam comments desaforados, vou logo dizendo que quando produzi a faixa Além da Razão para a Rádio de Outono eu ainda não era amigo de Rivers Cuomo. Continuo não sendo, inclusive, mas se eu dissesse que sou, talvez as pessoas que ouviram o disco novo do Weezer ficassem na dúvida. É que My Best Friend, faixa 9 do novo disco do Weezer é bem parecida (até demais) com Além da Razão. Só que a primeira é em si bemol, enquanto a segunda é em dó. Engraçado é que a música da Rádio de Outono já estava pronta desde antes do Weezer pensar em fazer disco novo, mas a galera embaçou tanto pra lançar o disco que eu não duvido que vai ter gente dizendo que Rádio de Outono se inspirou na música do Weezer. Baixem com o botão direito os mp3 e tirem suas próprias conclusões.
weezer - my best friend
rádio de outono - além da razão
williampelomundo@hotmail.com 1:26 AM [+]
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3.5.05
Desculpa, Daft Punk
A razão pela qual eu escrevi esse post aí embaixo foi muito simples: eu tirei meu case de cds do carro pra dar uma organizada. E aí um cd ficou dentro do cd player, justamente o que tava tocando mais ultimamente. Foi Human After All, o novo da dupla francesa Daft Punk. O disco é massa. Vocoder em todas as faixas, baterias eletrônicas tocando batidas de rock e synths que mais parecem guitarras. E as melodias grudam na cabeça como piolho faminto.
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Coldplay lançou uma música nova chamada Speed Of Light. A faixa parece muito com Clocks, sucesso do disco anterior da banda. Aliás, parando pra pensar direitinho, eu tô quase incluindo o Coldplay na minha teoria de que cada banda tem seu momento Somax na carreira. E algumas têm o estilo Somax de ser do primeiro ao último disco. Pra quem não sabe, Somax é um estúdio que tem aqui em Recife, e baseada no fato de que tudo que é gravado lá sai com o mesmo som sempre, existe essa lenda de que lá já existe tudo ligado e microfonado há anos, e que há um funcionário só pra garantir que niguém vai tirar um microfone do lugar ou mexer num pitoco daqueles da mesa de som.
É mais ou menos o que acontece com bandas como Bon Jovi, Aerosmith e, talvez o Coldplay. Entra disco e sai disco, e parece que cada banda dessas tem um estúdio com tudo já pronto lá dentro, esperando só os músicos entrarem pra gravar. O caso do Coldplay é ainda mais engraçado, porque, ao contrário do que acontece com Bon Jovi ou Aerosmith, eu gosto da banda, mas nunca soube a que disco pretence qual música, de tão parecidos que são os sons de cada disco.
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Atualizando o post anterior, eu posso dizer que:
LCD Sounsystem é uma banda divertida e muito bacana, mas são superestimados pela imprensa. Já esse novo do Nine Inch Nails é aquele tipo de disco que o fã precisa assumir uma posição antes de ouvir. Nine Inch Nails sempre revolucionou a cada disco, e esse último parece uma compilação de faixas que não entraram no anterior. Como complemento do The Fragile, é massa. Como sucessor, é um fracasso. Próximos discos no case: o novo do Weezer e o do Bloc Party.
williampelomundo@hotmail.com 11:11 PM [+]
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1.5.05
Top 8 discos que tocam no meu carro há meses (excluindo as demos que ganhei no Abril Pro Rock, os premixes de produções do estúdio e as provas de master)
1. New Order - Waiting For The Siren Call > Último disco dos velhinhos de Madchester. Confesso que ainda terei que ouvir mais algumas vezes pra gostar mais.
2. Interpol - Turn On The Bright Lights > Essa é aquela banda que dizem que parece com Joy Division. Eu já escutei muito esse disco mas nenhuma melodia me pareceu assim muito marcante. Mas o som do disco é massa.
3. Mylo - Destroy Rock'n'roll > Esse cara era tido como a super novidade da música eletrônica e emplacou um hit chicletoso em todas as pistas underground do mundo. Como ele tava pra vir pro Skol Beats pra fazer um live p.a. eu peguei o disco pra ver qual era. Não vi novidade em nenhuma faixa, e o cara usa até uns samples manjados, tipo aquele synth de Betty Davis' Eyes. Na apresentação do Skol Beats ele foi mais além e usou um sample de Jump, do Van Hallen.
4. Chemical Brothers - Push The Button > Acho que esse é o que está há mais tempo no meu carro. É o mais recente mas não é o melhor dos Chemical Brothers. Mas é Chemical Brothers de qualquer jeito.
5. Danger Mouse - The Grey Album > O cara teve a audácia de misturar o Black Album, de Jay-Z com o White Album, dos Beatles. Falaram tanto desse disco que eu resolvi pegar pra ouvir. Não consegui passar da terceira faixa. Talvez eu dê uma segunda chance a ele.
6. Kasabian - Kasabian > Tá aí um disco que eu escuto dia sim, dia não. Essa banda faz uma mistureba de rock e eletrônica que foge da fuleiragem atual. Ainda não será agora que esse disco vai sair do meu carro.
7. Bravery - No Brakes > Essa banda tem um hit tocando na Europa, aí eu peguei o álbum todo pra sacar. É legalzinho mas as faixas me pareceram muito iguais umas às outras. O estilo é rock, com vocal chupado dos Strokes e uns synths legais.
8. Marcelo Birk - Marcelo Birk > Esse é provavelmente o disco mais demente e caótico que eu já ouvi. Tem as coisas mais indescritíveis, quando o assunto é harmonia, arranjo e mixagem. Tem até duas letras diferentes sendo cantadas ao mesmo tempo e no mesmo volume. Muito doido mesmo.
Estão ainda no meu carro mas eu ainda não consegui começar a ouvir: Nine Inch Nails - With Teeth, LCD SoundSystem - Homônimo e Bloc Party - Silent Alarm.
williampelomundo@hotmail.com 2:59 AM [+]
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30.4.05
Por que as pessoas ainda me mandam links como esse?
http://www.avessoclubber.com.br/eventos/maquinas_na_pista/index.asp
williampelomundo@hotmail.com 3:24 PM [+]
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28.4.05
Carai! Nesse momento tá passando um debate no programa da Luciana Gimenez com a amante do pagodeiro Belo. E os debatedores são Sérgio Malandro, Rita Cadillac, Gretchen, Chacrinha Cover e Silvinho, que cantava Ursinho Blau Blau. Imperdível.
williampelomundo@hotmail.com 11:27 PM [+]
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27.4.05
Sociais - por Uilames e Seus Teclados
Dentre as revistas que eu conheço, a Wired é a mais fuderosa, sem sombra de dúvidas. Meio cara, é verdade, mas eu compro. Nunca fui de pirangar com essas coisas. Afinal, tem gente que gasta muita grana com cachaça e mulher. Eu gasto com cachaça, mulher e revista!
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Por esses dias eu assisti a dois filmes. Um eu achava que ia ser legal e foi meia-boca e o outro eu achava que ia ser meia-boca mas foi legal. O primeiro foi A Intérprete, com Nicole Kidman. Ela faz o papel de uma intérprete que nasceu num país fuleiro da África e foi trabalhar nas Nações Unidas, achando que poderia ajudar os países a se entenderem e, assim, promover a paz mundial. Só que ela um dia escuta uns cochichos na língua africana que só ela entende. E nesses cochichos, dois homens falam em assassinar um ditador africano que está para visitar os Estados Unidos. O filme segue bacana até ela descobrir que o regime do tal ditador matou o irmão dela que tinha ficado na África. A partir daí a marmelada come no centro, porque ela mesma resolve apagar o ditador, valendo-se de sua credencial que lhe dá acesso irrestrito ao prédio das Nações Unidas. Sean Penn, que faz o policial encarregado de averiguar a suspeita de assassinato levantada por Nicole Kidman demonstra ter se apaixonado por ela desde a primeira cena. Final do filme: Nicole Kidman com uma arma apontada para a cabeça do ditador (que é a cara do Bira, baixista do Sexteto Onze e Meia) e Sean Penn com uma arma apontada para a cabeça de Nicole Kidman. Aí ele diz: "Se você atirar, ele morre. E a sua vida acaba. E se sua vida acabar, o que será da minha?" Aí ela não atira e é deportada de volta pra África. Daí já dá pra sacar a pastelada que é a cena final.
O outro filme foi um tal de o Outro Nome do Jogo, com John Travolta e Uma Thruman. Até a metade do filme a sensação que dá é que o filme vai ser uma bela porcaria, mas aí as tramas se cruzam e a merda vira boné. Não tem graça nem de contar mais nada sobre o filme. Vale mesmo assistir, só pelo roteiro e pela canastrice.
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A Terceira Edição e a Mombojó terão seus hits trasformados em toque de celular e disponibilizados no site da Claro. As músicas escolhidas foram O Show Da Vida Ideal e Faaca, que são duas produções lá do estúdio, inclusive.
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Por falar em Mombojó, essa semana a gente produziu uma música pra eles que ficou muito doida. Tem duas baterias diferentes tocando ao mesmo tempo e durante toda a música, uma em cada canal. E tem até voz de megafone de coro de macharia, com guitarra faroeste, trombone e trompete! Os tempos estão mudando! E eu estou usando exclamações!
williampelomundo@hotmail.com 10:05 PM [+]
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20.4.05
Vai ser pilantra assim na casa do cacete. Ou em Natal.
Ok, ok. Eu já falei aqui sobre isso, mas continuo achando uma pilantragem da braba!
williampelomundo@hotmail.com 9:30 PM [+]
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18.4.05
Não vai rolar resenha do terceiro dia do Abril Pro Rock aqui. Eu fui, e resisti heroicamente até o show de Leela, mas o cansaço era tanto que me mandei do pavilhão sem ver uma música sequer da Orquestra Manguefônica. E como durante o dia todo eu não consegui prestar atenção direito nas coisas, é melhor deixar quieto e não falar bobagens. Quem me encontrou por lá soube o que eu tava achando de cada show no momento em que eles aconteciam. Mas acho que estou ficando velho. Não pra o rock, diga-se de passagem, mas pra esse negócio de passar três dias em pé, enchendo a pança de cerveja e vendo shows. Pode, inclusive, não ser nada disso que eu estou pensando, mas a desculpa é válida mesmo assim.
williampelomundo@hotmail.com 11:11 PM [+]
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17.4.05
De graça, até injeção na testa
Eu habitualmente não vou ao Abril Pro Rock no dia do metal, que é sempre o sábado. Aliás, um dos grandes lances do Abril é ter reservado o sábado para a pirralhada de camisa preta adoradora do satã. Mas ontem rolou um convite e, como eu tava querendo ver a MQN e a Retrofoguetes, eu acabei indo.
Cheguei lá um pouco antes do show da Dead Fish. Quem tocava no palco dois era a Chaosphere, que tem seu público cativo e faz metal igual a qualquer outra banda de metal: roupa preta, powerchords, cabelos grandes, pernas abertas e voz de Fred Flintstone. Ainda bem que já estava no fim. Na seqüência veio a Dead Fish, que é a queridinha da MTV no momento. Fizeram um show que foi pau dentro do começo ao fim, mas não teve jeito de eu gostar também. Me lembrou muito CPM22 e Detonautas, só que com um pouco mais de testosterona. Quando a Dead Fish acabou, eu pude confirmar uma suspeita que eu tinha desde o intervalo anterior: o maior levante do público quando o locutor anunciava as atrações da noite no telão não era nem de longe para o Sepultura. A casa vinha abaixo mesmo era quando o cara falava o nome do Massacration. Mas ainda ainda teve o show dos baianos da Retrofoguetes, que de tão competentes nem parece que tem só três pessoas no palco. Surf music do capeta mesmo.
Aí veio a hora que todo mundo esperava. Quando anunciaram Massacration no palco 1, o que eu vi foi literalmente um arrastão de camisas pretas correndo para se amontoar em frente ao palco. A essa hora já tinha mais gente no Abril do que no final da noite anterior, e pelo clima da galera eu já tinha entendido que todo mundo estava ali naquele momento pra avacalhar de vez com o rock metal, junto com o Massacration. E foi o que aconteceu. A cada nota e a cada gesto os caras do Massacration ridicularizavam os metaleiros e a cultura metal, e o próprio público desse gênero se encarregava de pedir mais. Nem em show dos Los Hermanos eu vi tamanho elouquecimento do público. O comentário nos bastidores era que o Sepultura ia ter que suar pra botar o povo pra cantar e pular daquele jeito. A aclamação da cara de pau do Massacration pelo público deu-se quando o gordinho roadie de Hermes e Renato subiu e cantou Pira Pirá Pirô no meio de Ra Ruê Ra Ruô.
Quem se deu mal foi a Matanza, que tocou logo após o Massacration. Ficou aquela sensação de que eles eram um Massacration sem graça. Pra completar, o cantor queria fazer voz de mau pra falar com o público, mas ficava parecendo uma imitação de Chacrinha. Foi a primeira vez nesse Abril Pro Rock que eu agradeci pelo pouco tempo que as bandas do palco 2 têm pra tocar. Aliás, eu achava que MQN seria logo depois de Massacration e eu então iria embora cedo e tendo visto tudo que eu queria ver. Mas o pior aconteceu e eu tive que aturar um show da Shaaman. Ruim demais. Tão ruim que ficou a sensação de que o show não acabava nunca. Do meio pro fim, então, eles resolveram tocar música pra metaleiro apaixonado, com muito grito de bruxa e muito teclado. Pé no saco mesmo. Mas a espera compensou, pois a MQN entrou botando quente e a macharia que tava na seca por música porrada logo se amontoou na frente do palco 2. E aí eu fui embora, porque depois só tinha Sepultura mesmo e aquela sensação de "eu já vi isso antes" não tardaria a aparecer.
williampelomundo@hotmail.com 4:03 PM [+]
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16.4.05
São cinco da manhã e a única coisa que eu consigo pensar é: eu tenho que me comportar direitinho pra ir pro céu, porque se o inferno for pelo menos um pouquinho parecido com o banheiro masculino do Abril Pro Rock, então eu estou ferrado. Não lembro de ver o banheiro daquele jeito em nenhuma edição do Abril. Dentro parecia um ônibus lotado, e fora havia sempre uma fileira daqueles que não toparam enfrentar o tumulto e resolveram se aliviar ali mesmo na entrada do banheiro. E o xixi dando no tornozelo.
Eu cheguei no Abril um pouco antes do show de Los Hermanos, e ainda deu pra ver um pouquinho da terceira banda concorrente do Claro Que É Rock. Parece que era Star 61. Ainda vi Zefirina Bomba e Rádio de Outono, esta última extremamente prejudicada pelo som do palco dois (que curiosamente estava legal durante o show das outras bandas). Outra coisa que eu reparei é que eu não acho Los Hermanos lá essas coisas, mas muita gente acha. Muita gente mesmo. Eles estão naquela situação em que, se gravarem um cd só arrotando, os shows continuarão lotados de fãs que tentarão arrotar mais alto que eles. Então o show deles foi exatamente isso. Acho até que eles deram uma de doidos e tocaram músicas que eles habitualmente não tocariam, só pra ver se a galera sossegava o facho. Mas a galera não sossegou e mais uma vez proporcionou um espetáculo de comoção generalizada, digno de um... errr... de um show de Los Hermanos mesmo.
Confesso que não xoxei com o show do Placebo. Muito caretinha demais. Eu também não conhecia tantas músicas assim, mas já xoxei com show de banda que eu nunca tinha nem ouvido falar. No mais, também não achei que tinha muito pirralho, como eu sempre acho todo ano. E estou constatando que, quanto mais sono eu tenho, mais longas ficam as frases que eu escrevo. Pra completar, eu entro no blog de Ju lisboa e encontro esse link, que me fez esquecer o sono e o cansaço e assistir atentamente a ess... zzzzz...
williampelomundo@hotmail.com 5:19 AM [+]
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14.4.05
Para quem quiser saber como é o dia-a-dia lá no meu trabalho, é só acessar o site www.mellotrons.net e ler o minucioso diário de gravação escrito a sete mãos que está sendo publicado lá diariamente. Se você não suporta emoções fortes, não entre lá.
williampelomundo@hotmail.com 9:16 PM [+]
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13.4.05
Abril Pro Brega 2005
Essa é a leitura obrigatória pra quem tem vivido no Recife durante os últimos anos. Os caras do site Recife Rock foram fazer a cobertura do Abril Pro Brega 2005, num clima de de preparação para o Abril Pro Rock. Clique no link e depois parabenize a galera.
http://www.reciferock.com.br/not.php?n=706
williampelomundo@hotmail.com 11:04 AM [+]
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10.4.05
Tem gente que não se emenda mesmo
Um dos caras mais idiotas do Brasil é, sem dúvida, Rafael Ilha. O cara tocava na banda Polegar, pegava a Cristiana Oliveira na época que ela virava onça na novela e foi detido por tentar roubar um real pra comprar crack. Hoje, ele garante que está numa boa, se diz evangélico e é até sócio de uma clínica de desintoxicação. Ao que parece, esse cara vive fazendo merdas cada vez maiores, só pra ver até onde a imagem de bom moço pode limpar a sua barra. Lembro que um dia desses ele comeu pilhas e pentes de plástico durante uma crise de abstinência.
Pois dessa vez o cara se superou: foi detido mais uma vez, dessa vez portando uma arma com o número de série raspado. Coincidentemente, um funcionário da clínica dele havia sido morto com dois tiros momentos antes da prisão.
williampelomundo@hotmail.com 8:11 PM [+]
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6.4.05
Sociais - por Uilhames
A minha avó comprou um par de sandálias Samoa no dia da inauguração das Lojas Americanas em Recife e as usa até hoje.
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O meu irmão se lombra em fazer partidas impossíveis no Fifa Soccer. A de hoje foi seleção de Tonga contra Samoa Ocidental. Daí, aliás, que eu lembrei da história das sandálias da minha avó.
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O DETRAN fez um estudo naquela lombada eletrônica ali do Pina e constatou que, mesmo o limite sendo 60 Km/h, a maioria dos motoristas passa a menos de 40km/h e alguns passam a míseros 11Km/h. Não precisava um estudo pra constatar isso. Eu sempre digo que se o limite fosse 20Km/h ia ter gente descendo do carro e empurrando o veículo até passar pela lombada. Além do mais, a 11Km/h ali no Pina é um convite pra ser abordado por meliantes. É até melhor destravar as portas, abrir os vidros e acender a luz interna, já pra facilitar a vida dos ladrões. Acho que todo motorista devia aprender com o site http://windward.nodalpoint.net/doc/media/liikenne.swf
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Eu já disse várias vezes nesse site que eu não gosto de ser o cara que sempre sabe das coisas antes. Mas quando eu falo, ninguém escuta. Eu vivo dizendo, por exemplo, que sushi não é coisa boa de se comer. Vejam então o que saiu na Folha de São Paulo:
A cidade de São Paulo vive surto de uma infecção adquirida pelo consumo de peixe cru (sushi e sashimi), defumado ou mal-cozido. De março de 2004 a março deste ano, foram registrados 28 casos da difilobotríase, doença transmitida pelo parasita Diphyllobothrium spp --18 das ocorrências foram anotadas neste ano.
De 1998 até 2004, o Estado havia notificado apenas dois casos da doença, ambos em pessoas estrangeiras, que haviam consumido peixe cru fora do país. É a primeira vez que se registram casos autóctones no Brasil. Na América do Sul, há confirmação de casos no Chile, Peru e Argentina.
Os principais sintomas da doença são dor e desconforto abdominal, flatulência e diarréia. Também são relatados vômito, perda de peso e anemia megaloblástica, já que o parasita absorve vitamina B-12 do organismo.
Agora imaginem vocês como deve estar a situação no Tepan...
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De vez enquando eu vejo que o meu esforço em escrever coisas interessantes nesse site é recompensado. É quando alguém vem no msn puxar papo quando eu estou ocupado. Aí eu digo "já leu o meu site?" e mando o endereço. É tiro e queda. A pessoa se atraca com o site e não enche mais!
williampelomundo@hotmail.com 11:06 PM [+]
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4.4.05
Eu sempre recebo mensagens ridículas no Orkut, mas essa superou todas. Vejam a petulância:
subject: Gostaria de um testemunho de vcs :(
message: Poxa pessoal...Fico triste em saber que tenho muitos amigos(as) e nenhum deles até hj, não fez um se quer testemunho pra mim ;(... Gostaria muito de que vcs meus amigos que tanto gosto e confio, fizesse um testimunhal pra minha pessoa no otkut. Grato pela atenção mesmo que não seja espontâneo.
p.s> A única pessoa que fez até agora fui Marina (namorada), e que sem querer eu apaguei.
Um grande abraço a todos.
Só uma coisa dessas pra me fazer rir a uma hora dessas!
williampelomundo@hotmail.com 9:39 PM [+]
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3.4.05
Esse fim de semana foi atípico. Fui ao cinema duas vezes. Não que isso seja lá motivo pra eu me orgulhar, visto que os dois filmes foram meia-boca. O primeiro foi Reencarnação, que é aquele filme sobre o menino de dez anos que diz ser o finado marido de Nicole Kidman e ela acredita. Esse filme nem fede e nem cheira. O menino também não mete medo e o enredo é absurdamente mal costurado. Nicole Kidman faz o mesmíssimo papel que fez em Os Outros, com os mesmo olhares e o mesmo jeito de falar. E se alguém está pensando que esse filme é um suspense, vou logo avisando que não há nem terror psicológico, nem sustos, nem reviravoltas. Ou seja: não há nada. Quer dizer, pra não dizer que nada acontece, em alguns momentos dá pra se ter a sensação de que a história começou e que alguma coisa vai acontecer, mas é só a sensação mesmo.
A história começa com a morte súbita do marido de Nicole Kidman enquanto fazia cooper no Central Park. Essa seqüência do cooper abre o filme e mostra durante uns dez minutos o cara correndo, até ele ter o colapso e morrer. Daí já dá pra ter uma idéia do ritmo do filme. Depois disso, o filme pula uns dez anos pra frente no tempo e mostra Nicole Kidman prestes a se casar com um cara rico. É aí que entra o menino que diz ser a reencarnação do marido. Daí pra frente tudo vira uma palhaçada, porque ela acredita na criança, dá beijo de boca nela, e ainda faz planos de fugir com o menino, esperar ele fazer 21 anos e então se casar com ele. E sabe como o filme termina? No auge da loucura dela, o menino vira e fala "eu não sou o seu marido". Aí ela saca a merda que estava fazendo e vai correndo pedir pro noivo casar-se com ela. E o corno aceita. Quem, em sã consciência, toparia se casar com uma mulher que queria fugir com uma criança de dez anos? Pois o cara casa com Nicole Kidman e a cena final é ela vestida de noiva, chorando enlouquecidamente numa praia e ele chegando pra trazê-la de volta à festa. Se alguém tem tara em Nicole Kidman, assita só pra ver uma das cenas de sexo mais convincentes do cinema contemporâneo.
O segundo filme do fim de semana foi O Lenhador, com Kevin Beacon. Quer saber como o filme acaba? Lá vai: ele vai morar na casa da namorada. Que tipo de filme é esse que termina com uma coisa dessas? A atuação dele é sensacional, mas também é só isso. A impressão que se tem é de que o filme simplesmente não tem final, mas tem gente que não se importa e pode até gostar de O Lenhador. O filme começa com Kevin Beacon saindo da cadeia em liberdade condicional e indo morar na frente de uma escola primária. Só que ele tinha passado doze anos na cadeia justamente por pedofilia. Aí durante o filme ele arruma uma namorada e aborda uma menina num parque, mas resolve que não é mais uma boa pegar pirralhas. E aí ele vê pela janela de casa um cara levar um menino da escola pra dar um rolé. Quando o cara volta com o menino, Kevin Beacon enche o cara de porrada. Aí passa ele se mudando pra a casa da namorada e o filme acaba.
Meus conselhos pra quem ainda quiser ir ao cinema assistir a esses filmes, mesmo depois da minha resenha: nem pensem em ir num sábado à tarde ao cinema do Shopping Boa Vista. A quantidade de gente mal educada é bem acima da média, e, no caso de um filme com o som baixo, praticamente sem música e sem tiros e explosões, como é o caso de Reencarnação, a conversa alheia chama mais atenção do que os diálogos do filme. E pra quem for ver O Lenhador no cinema Box: vá bem acompanhado. O braço da cadeira sai e o filme não prende muito a atenção.
williampelomundo@hotmail.com 10:34 PM [+]
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1.4.05
Os teclados da minha vida (parte 2)
CARISMA CRX-5
Desse incrível aparelho sonoro eu não tenho nenhuma foto e, como era de se esperar, também não há fotos pela internet. Mas eu vou descrever pra vocês entenderem do que se trata. O Carisma CRX-5 não era um teclado. Era um órgão, daqueles de móvel, com dois teclados e uma pedaleira pra a pessoa tocar as linhas de baixo com o pé esquerdo. Na época que eu entrei na escola de música, eu só tinha o já citado CASIO VL-1, que era inadequado para os meus estudos musicais. Como o curso era de órgão, o mais sensato então seria eu comprar um órgão. E como minha família não tinha grana e eu era criança, o Carisma pareceu ser a opção ideal. E foi assim que um dia a porta do meu quarto teve que ser retirada para que o instrumento passasse.
O Carisma CRX-5, no entanto, revelou-se um instrumento muito peculiar, à medida que minahs capacidades como músico iam avançando. Dava pra estudar na boa com o bicho, mas, como todo produto nacional (pelo menos daquela época), o Carisma foi se desfazendo aos poucos. Lembro que os botões pra selecionar os ritmos eram daqueles que quando se aperta um, o outro sai. Pois depois de algum tempo, toda vez que eu trocava de ritmo um botão voava longe. As teclas começaram a apresentar uma estranha folga lateral, e mais posteriormente, começaram a falhar, o que me levava a aumentar cada vez mais a força com que eu tocava. Parte dos problemas que aconteceram com esse órgão foram causados por ele mesmo. É que ele tinha um alto-falante embutido que fazia todo o aparelho vibrar quando se tocava alto, e isso fez com que tudo ficasse frouxo.
A síntese do Carisma era aditiva. Haviam uns sliders que o cidadão puxava e ia adicionando sons de flauta, strings, acordeon e mais uns outros que eu não lembro. Não havia nenhum tipo de filtro, nem efeito, e o envelope era tudo pra baixo e o sustain todo pra cima, mas o que eu sentia mais falta era de uma maneira de controlar individualmente o volume de cada teclado, da pedaleira e do ritmo. Aliás, eu descobri que dava pra apertar mais de um pitoco de ritmo ao mesmo tempo, e aí tocava um ritmo misturado com o outro. Eu então passei a tocar as músicas do curso em ritmos como samba-disco ou rhumba-rock. Evidente que o único que não rolava bem com os outros era a valsa.
Chegou um momento em que tudo que eu queria era me livrar do Carisma CRX-5. Coloquei um anúncio num jormal e depois de uns dias apareceu um cara querendo comprar. Lembro como se fosse hoje daquele trambolho partindo dentro de uma Kombi de lotação em direção a algum interior brabo desses. Aí eu resolvi dar uma mudada e investir em algo mais moderno, mas isso é assunto para o próximo capítulo.
williampelomundo@hotmail.com 9:22 PM [+]
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Elektronik Supersonik
Fuderosamente trash é o clipe de Elektronik Supersonik, da banda Zlad, enviado pelo amigo portuga Manoel Paulo Joaquim Bemfica. Cliquem e assistam:
http://www.molvania.com/images/Elektronik_Supersonik.mpg
williampelomundo@hotmail.com 8:35 PM [+]
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29.3.05
Os teclados da minha vida (parte 1)
CASIO VLTONE VL-1
Esse foi o primeiro teclado que eu tive, lá pelos idos de 1980. Lembro bem que uma vez deu uma praga de cupim na minha casa e eu e toda minha família nos mudamos temporariamente para a casa da minha avó. Lá tinha um amp muito sinistro que era usado pra aplificar o som do cavaquinho do meu tio nas serestas de fim de tarde aos domingos. Aí não deu outra. Ah, como eu infernizei a vida dessas pessoas durante aqueles dias. E não era um infernozinho qualquer não.
Eu não sabia tocar ovos naquela época e o amp tinha reverb! Mas a culpa toda era do tecladinho mesmo. O VL-1 era monofônico, analógico, tinha cinco sons (piano, flute, guitar, violin e fantasy), uma bateria eletrônica crueira com acompanhamentos do tipo samba e rhumba, sequencer de 100 notas e absolutamente nenhum tipo de acompanhamento automático, filtro, MIDI ou efeito. Pra completar, havia uma inútil calculadora embutida no aparelho e as teclas eram tão pequenas que mal dava pra fazer as contas, quanto mais pra tocar.
Mas foi esse teclado o culpado de tudo. A música que eu mais gostava de tocar era Da Da Da, que havia sido gravada com um tecladinho igual. Curiosamente, a CASIO tava numas de misturar dois aparelhos em um, pois além desse teclado-calculadora, tinha também o VL-5, que era teclado e leitor de barras ao mesmo tempo. Claro que isso não deu certo e em 1984 eles pararam de produzir esse tipo de teclado. Mas o meu tá ali bem guardadinho e funcionando perfeitamente, só pro caso de eu precisar encher o saco de alguém de novo.
williampelomundo@hotmail.com 10:17 PM [+]
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Orgulho de ser pernambucano
O governador Jarbas não perdeu a oportunidade de dizer que agora está torcendo pela Miss. Eu quero é novidade.
williampelomundo@hotmail.com 8:30 PM [+]
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Diversitronica ainda existe
Pois é. Isso aí embaixo saiu no site da MTV. Com direito a foto e tudo, que eu não publiquei aqui pra não gastar espaço no servidor. O link pra a reportagem completa é http://www2.mtv.terra.com.br/clube/colunas_n/colunas.gen2.php?txtid=705&x=mtvcolunas.
Eletrônico "puro"
Em todos estes grupos citados, o interessante é ver que a eletrônica não aprisiona, é uma ferramenta utilizada ao dispor de seus membros para produzir música. Boa música. Em alguns casos, música bem brasileira e muito moderna, em outros, algo como uma atualização de ritmos. Mas há também quem prefira produzir seu som mais calcado em um, digamos, som eletrônico puro. É o caso do trio pernambucano Diversitrônica, herdeiros da música computadoriza dos alemães do Kraftwerk. O grupo, formado pelo trio Zé Guilherme, Leo D e William P, ex-integrantes de bandas mais ou menos conhecidas de Recife e produtores de alguns dos principais discos independentes de aristas da cidade, fazem um interessante trabalho apenas com baixo e programações totalmente eletrônicas tiradas de computadores, sintetizadores e teclados. Uma música que parece feita por computadores, sem voz, sem exageros, com sons que remetem a vídeo-games e que funciona tanto em pistas quanto em trilha sonora de filmes de ficção científica.
williampelomundo@hotmail.com 8:21 PM [+]
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28.3.05
Eu já passei por muita coisa nessa vida. Algumas pessoas não acreditam, mas eu já fui mordido por um tubarão, já caí do terceiro andar, já levei uma facada de um torcedor do sport, já peguei febre amarela e malária ao mesmo tempo, entre outras coisas. Pra calar a boca dos que não acreditam em mim, estou postando um vídeo do exato momento em que eu fui atropelado por uma caminhonete. Clique na foto com o botão direito, salve no hd e assista.
williampelomundo@hotmail.com 11:25 PM [+]
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26.3.05
Sociais - por Uilames
Aqui perto de casa tem um mercadinho muito simples, mas que tem preços sem concorrência para alguns produtos. É o mercadinho de dona Margarida. Na verdade o nome dela é alguma coisa tipo Josefa, mas acho que pro negócio prosperar ela preferiu uma nomenclatura mais simpática. Praticamente todos os funcionários do mercadinho de dona Margarida são parentes dela, o que já confere aquele ar de permissividade ao estabelecimento. Pois nos 10 minutos que eu passei lá hoje de manhã eu observei duas práticas que eu nunca tinha visto em outro estabelecimento. Vamos a elas:
Extreme Varejo - Pelo que eu entendi, lá é possível abrir os pacotes e só levar a quantidade que se deseja de determinado produto. Eu vi uma mulher abrir um pacote de quatro unidades de sabão em barra na frente do caixa, e só levar três. O sabão que sobrou ficou lá no plástico, sei lá pra quê.
Visa Electron Self-Service - Acho que não faz muito tempo que eles têm Visa Electron lá no mercadinho. E acho também que não é muita gente que usa esse serviço. Digo isso porque a maquininha é super nova e, quando eu mostrei o cartão, o caixa disse "vai ali e passa". Ou seja: eu mesmo fui lá, passei o cartão, botei o valor, peguei o comprovamente e fui pra casa. Será que ele ainda não operou a maquininha pra saber que eu poderia ter colocado qualquer outro valor?
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Feriado é mesmo uma beleza. Quem esteve comigo por esses dias pode estar achando estranho eu dizer isso, já que tive que trabalhar na quinta e na sexta, quando o máximo que as pessoas trabalham nesse feriado é até o meio-dia da quinta. Mas em que outra época do ano eu poderia dirigir para o trabalho a mais de 100 Km/h, furando sinais vermelhos e com todos os vidros do carro abertos, sem nenhum policial ou trombadinha pra me abordar? Recife vira um lugar muito mais agradável nesses feriados em que todo mundo sai da cidade. Levei cinco minutos de casa pro trabalho, quando em dias normais eu levo uns vinte. Só não precisava estar tão quente. Desse jeito, qualquer ovinho de chocolate, por menor que seja, pode se tornar uma diarréia em potencial. Aliás, esse foi o primeiro anos em muitos que eu não coi carne vermelha na sexta-feira da Paixão. Eu nunca dei muito valor a essas crendices, já que ninguém nunca me deu um motivo concreto pra acreditar. E se contam que Jesus ressuscitou no terceiro dia após a crucificação, porque o feriado não dura até a segunda então?
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Ruth Lemos já deu o que tinha que dar. Morgou total. Agora que a véia dá entrevista em todo lugar dizendo que já registrou o próprio nome e a palavra sanduíche-iche, a coisa perdeu totalmente a graça. Tá até parecendo que ela fez de propósito e conseguiu o que queria. Só falta ela aparecer em algum programa trash desses que passam na hora do almoço e dublar o funk do sanduíche-iche, com direito a bailarinos subnutridos e tudo.
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Era só o que faltava. Tem uma música do Keane na trilha de uma novela da Globo. Isso é um mau sinal.
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Uma coisa que eu aprendi a duras penas nesses meus 22 anos de vida é que sempre o destino arruma um jeito de tirar de mim as coisas que eu mais gosto. É assim com comidas, parentes, seriados de tv, roupas, sapatos e qualquer outra coisa que eu eventualmente venha a gostar. A última que eu ouvi é que a minha bebida favorita, o caldo de cana, está sendo proibido por todo Brasil, por causa daquela galera que morreu de doença de Chagas depois de tomar uma lapada da garapa em Santa Catarina. Coisas da vida...
williampelomundo@hotmail.com 11:27 AM [+]
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21.3.05
Vamos esclarecer
Agora que a poeira do caso Ruth Lemos baixou, vou publicar minhas próprias conclusões, baseado em experimentos científicos. Como já se sabe, existe aquela teoria de que a pobre nutricionista estava com um ponto de escuta no ouvido e que o que ela falava chegava atrasado ao ponto de escuta por causa do tempo que o sinal leva pra ir do microfone até a central da Globo, depois pro satélite e, por fim, chegar de volta aos ouvidos de quem tá falando. Se o volume do áudio for alto o suficiente para que a pessoa que está falando não escute o som que sai da própria boca, mas apenas escute o que chega pelo headphone, aí o estrago realmente pode ser grande. Não é uma coisa fácil de se imaginar assim sem se fazer a experiência na prática. Então, eu resolvi simular a situação lá no estúdio. Botei um atraso razoável no sinal de um microfone, de modo que quem falasse nesse microfone ouviria a própria voz pelo headphone alguns instantes depois. Foi tiro e queda. Por mais que o cidadão se concentre, o mínimo que acontece é a voz sair embolada e as sílabas esticadas. De vez em quando rola mesmo um negócio de você mesmo repetir a última sílaba do que falou. É muito bizarro. Testamos com três pessoas, todas com experiência em gravar de headphones e tal, e o efeito Ruth Lemos se manifestou em todos os casos. Só não deu pra ir muito adiante com a experiência porque todo mundo rolou de rir. Mas o negócio é sinistro mesmo. Se pra quem tá preparado já é complicado, imagina pra uma pessoa nervosa e com propensão à gagueira. Claro que não deixa de ser divertido, seja lá com quem for, mas depois de hoje eu me convenci de que a culpa foi da Globo mesmo. Como sempre, aliás!
williampelomundo@hotmail.com 8:41 PM [+]
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20.3.05
Eu prometo que voltarei a escrever nesse site.
williampelomundo@hotmail.com 4:00 AM [+]
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12.3.05
Músicas que marcaram a minha vida (parte 1)
Existe um lugar
pra você amar
pra você viver
momentos de prazer
Existe um lugar
um ninho de amor
vem descobrir que é bom amar assim
Hotel Jardim
Pior é que eu fui cantar isso pra batizar o namoro de Ju Lisboa e Serginho e ele falou: "Mas que compôs esse jingle foi meu pai!".
williampelomundo@hotmail.com 12:18 PM [+]
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8.3.05
Pra quem ainda não viu, a programação do Abril:
sexta 15 - 21h
Placebo (UK)
Los Hermanos (RJ)
+ 5 bandas do concurso Claro que é Rock
sábado 16 - 17h
Sepultura (BH)
Shaaman (SP)
Dead Fish (ES)
Massacration (SP)
Retrofoguetes (BA)
MQN (GO)
Matanza (RJ)
Chaosphere (PE)
Silent Moon (PE)
domingo 17 - 17h
Orquestra Manguefônica (PE)
DJ Dolores : Aparelhagem (PE)
Mombojó x Arto Lindsay (PE)
Gram (SP)
The Legendary Tiger Man (Portugal)
Leela (RJ)
Superoutro (PE)
Volver (PE)
Daniel Belleza e os Corações em Fúria (SP)
Eu achei bacana. Mas Sepultura de novo?
williampelomundo@hotmail.com 7:26 PM [+]
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7.3.05
Eu gosto mesmo é de esculhambação. É por isso que eu gosto de internet. Antes que comecem a me entender errado, vou logo adiantando que eu não passo o dia no msn nem faço download de putaria (ok, já viz mas não faço mais). O que eu gosto da internet é justamente esse lance de ser terra de ninguém e todo mundo poder fazer o que quer. Quem me conhece há mais tempo deve lembrar que, nos primórdios da internet em Recife eu tinha um informativo que todo mundo recebia por email e ali eu escrevia toda semana sobre todo tipo de coisa, desde gastronomia junkie até cinema alternativo. E eu achava isso do caraleo. Eu escrevia, apertava um botão e todo mundo recebia. Sem custos e sem censura. O pai de Cecília vivia me dizendo pra eu transformar aquilo num site. Mas isso foi antes da quebra da Nasdaq! De qualquer forma, hoje eu envisiono uma perspectiva muito mais fascinante para a internet: a possibilidade de se transmitir som e imagem em tempo real, como a tv ou o rádio, só que sem frescura de concessão ou jabá. Eu comecei a pensar assim quando apareceu essa tendência tecnológica de se fundir todos os aparelhos de uma casa e tudo ficar conectado na internet. Ao contrário dos meios de transmissão normais, a rádio por internet permite que o ouvinte acesse infinitas estações de rádio, tanto majors como independentes, de igual pra igual. Eu mesmo já venho testando isso há algum tempo e posso garantir que é muito divertido.
Funciona da seguinte maneira: eu aqui do meu computador começo a rolar uns mp3 e a falar no microfone. Aí tem um programinha que manda o áudio do meu computador pra um servidor, que por sua vez disponibiliza em tempo real o que eu estou tocando daqui. Então, qualquer pessoa que saiba o meu endereço nesse servidor pode ouvir o que eu estou transmitindo, via internet. Por enquanto os meus ouvintes só podem me ouvir em casa, e através do computador. Mas em lugares desenvolvidos, a internet flutua no ar assim como o sinal de tv ou de rádio. E já há aparelhos de som pra carros e pra casa mesmo que captam esse sinal de internet. Então o cidadão pode ouvir rádios da internet sem precisar de um computador. Isso é uma maravilha. Claro que essa realidade vai demorar a chegar por aqui, mas quando chegar, será a maior avacalhação de todos os tempos. Qualquer um poderá transmitir qualquer coisa e competir pela audiência pau a pau com essas rádios mequetrefes que existem hoje em dia.
E o motivo de eu achar tudo isso tão divertido é o mesmo que me levava a escrever aqueles informativos em 1997 e ainda me leva a escrever nesse blog: a preguiça de ter que contar as coisas interessantes pra cada pessoa que eu encontro ao vivo. Aliás, encontrar o povo não é o problema. Difícil é lembrar dos assuntos depois de trinta latas de cerveja.
williampelomundo@hotmail.com 11:34 PM [+]
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6.3.05
Querem ver uma coisa bizarra?
http://www.starterupsteve.com/swf/myhero.html
williampelomundo@hotmail.com 11:28 PM [+]
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5.3.05
Ruth Lemos não foi a primeira
Vasculhando meus backups de muito antigamente, encontrei esse mp3 que prova que, na época de ouro do rádio, o fantasma de Ruth Lemos já enrolava a língua das pessoas. Cliquem e baixem.
williampelomundo@hotmail.com 2:11 PM [+]
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3.3.05
O fundo do poço chegou
Para enrolar os leitores nessa fase de criatividade defasada, estou empregando um artifício de baixíssimo nível: uma piada. Geralmente eu só acho graça nas piadas que eu mesmo invento e, curiosamente, só quem acha graça nesse tipo de piada sou eu mesmo. Quase nunca recebo piadas no email, e quando recebo, quase nunca leio, mas essa aqui é de uma classe sem igual:
Terminado meu banho, lá estou eu na frente do espelho, comentando com meu marido que acho meus seios pequenos demais. Ao invés do esperado "imagina, não são não", ele me vem com uma sugestão:
"Se quiser aumentar seus seios, então pegue todos os dias um pedaço de papel higiênico e esfregue-o entre eles durante alguns segundos".
Disposta a tentar qualquer coisa, pego um pedaço de papel higiênico, fico na frente do espelho e começo a esfregá-lo entre meus seios.
"Quanto tempo demora para funcionar?" eu pergunto.
"Eles vão aumentar de tamanho ao longo de alguns anos", responde meu marido.
Parei! E perguntei:
"Você realmente acha que esfregar um pedaço de papel higiênico entre meus seios todos os dias vai fazer aumentar meus seios em alguns anos?".
Sem hesitar um segundo ele diz "funcionou para sua bunda, não funcionou?".
williampelomundo@hotmail.com 9:35 PM [+]
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2.3.05
Mais um ano cipa sou
Esse blog está completando um ano de atividades. Aliás, eu nem sei direito se é um ano. Esse negócio de datas não é comigo. De qualquer forma, mesmo com a baixíssima qualidade de meus textos, ele blog conquistou visitantes assíduos que, inclusive, o acessam mais de uma vez por dia em busca de novidades. Alguns desses visitantes cultuam uma relação de amor e ódio com esse que vos escreve. Alguns comments desaforados vieram pra provar que, além de me detestarem, essas pessoas também lêem os meus textos. Foi assim com Eduardo Gatinho, que me xingou com todos os palavrões que sabia só porque eu citei o seu nome junto com o de Nando Cordel num parágrafo sobre o Porto Musical, e foi assim também com um zé mané que veio me xingar só porque eu não gosto de Jay Vaquer (quem?). No mais, tudo que já me escreveram sobre o que eu escrevo foi de bom gosto, às vezes até completando o meu texto ou corrigindo alguma coisa que eu escrevi sem saber (e eu vivo escrevendo sobre coisas que eu não sei). Esse papo todo é pra dizer que: semana passada, uma moça das mais sabidas que eu já conheci, me contou que não lê meu blog de jeito nenhum. Mas não é pela qualidade dos textos (ou pela falta). É porque ela acha as letras muito pequenas. Nunca tinha parado pra reparar isso. Quando fiz o layout do blog, procurei usar cores e tipos que permitissem que o leitor passasse horas lendo o que eu escrevo sem cansar a vista. Então lanço aqui a campanha AJUDE WILLIAM A MELHORAR ESSE BLOG. Podem encher esse post de comments com sugestões de como a visita de vocês a esse blog pode melhorar. Só não vale me mandar aprender a escrever.
williampelomundo@hotmail.com 11:35 PM [+]
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Presépio só tem graça no Natal
Eu sempre aprontei muita presepada. Algumas delas sem a mínima graça pra qualquer pessoa além de mim mesmo. A última aconteceu ontem. Na verdade, tudo começou antes de ontem, quando eu comecei a me preocupar com a maldição do bloqueio criativo de Ruth Lemos. Eu realmente estava achando que não conseguiria escrever mais nada interessante. Foi aí que eu tive a idéia de trocar a data do meu aniversário no Orkut para 1 de março. Ou seja: de um dia pro outro eu apareci como aniversariante no Orkut dos meus amigos. Claro que alguns poucos perceberam e escreveram scraps indignados, mas que foram prontamente apagados para assegurar a credibilidade da farsa. Resultado: 50 scraps me desejando tudo de bom que um aniversariante merece, fora as mensagens no Orkut e os telefonemas. Obrigado mesmo assim a todos que se lembraram de uma data tão importante como o meu falso aniversário. Alias... o último telefonema do dia fez valer a pena toda essa fraude. Deu vontade de fazer aniversário todo mês, inclusive.
williampelomundo@hotmail.com 8:43 PM [+]
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24.2.05
Parece que, assim como morreram os exploradores de catacumbas egípcias ao abrirem o sarcófago do faraó, quem propagou a desgraça de Ruth Lemos -- pelo menos no meu caso -- ficou sem idéias pra escrever sobre novos assuntos. É a maldição maldita de Ruth Lemos, que deve ter ido lá em Irmã Ivana Vidente (aquela dos outdoors) e encomendado uma macumba pra essas pessoas que gastam espaço nos servidores da internet só para que outros passem o dia rolando de rir com o sanduiche-iche.
williampelomundo@hotmail.com 9:36 AM [+]
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22.2.05
A gente ganha pouco mas se diverte
Ontem, num piscar de olhos, estavam membros da Rádio de Outono, Volver e Retrovisores lá no estúdio, enquanto Daniel (o ex-estagiário e agora cliente) gravava seus vocais. Como num passe de mágica, no momento seguinte Daniel estava pelado na sala de gravação, implorando para que alguém devolvesse sua bermuda.
williampelomundo@hotmail.com 10:27 PM [+]
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Agora é oficial, rapaziada. Placebo toca mesmo em Recife, na sexta-feira do Abril Pro Rock. Aliás, o APR tá todo diferente esse ano. A sexta-feira desse ano vai abrigar uma eliminatória do concurso Claro Que É Rock, que vai selecionar uma banda daqui pra concorrer com bandas de outros estados, numa finalíssima em São Paulo. Finalíssima essa que, segundo os boatos, trará uma atração nunca dantes vista por essas terras ao sul da linha do equador. Esse concurso é aberto a qualquer pessoa que tenha uma banda de rock (claro!) e é patrocinado pela Claro (rock!). O resto dos dias do Abril vai ser a mesma coisa de sempre, o que pode significar muito, dependendo das atrações escolhidas.
williampelomundo@hotmail.com 9:52 PM [+]
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21.2.05
Acredite se quiser
É da natureza do ser humano acreditar em qualquer coisa, mesmo nas mais absurdas. Tem gente que acredita que Elvis não morreu, ou que o Big Brother não é uma grande farsa e tudo que acontece ali é espontâneo. Cada um acredita no que quer, mas a maior enganação a que a humanidade se entrega diariamente é, sem dúvida, a astrologia. O que leva as pessoas a acreditarem que a posição dos astros no momento em que nascem determinará os seus futuros? Baseado no mesmo princípio eu poderia criar uma nova crendice baseada na posição de qualquer coisa que tenha uma rota determinada e cíclica. Poderia batizar essa minha nova crendice de jatologia, já que os jatos comerciais sempre voam nas mesmas rotas e nos mesmo horários, assim como os astros no espaço. O melhor da jatologia seriam os signos do zodíaco jatológico. Em vez de Virgem, teríamos Aeromoça. Em vez de Aquário, teríamos Aeroporto.
Falando em signos, cabe aqui mais um argumento contra a astrologia. Imagine que no mundo há mais de seis bilhões de pessoas e apenas doze signos do zodíaco. Então, o horóscopo de quinhentos milhões de pessoas seria mais o menos o mesmo diariamente. Hoje o meu horóscopo disse que vou ter sorte no amor. Eu e mais 499.999.999 pessoas, claro. Ainda bem. Uma previsão dessas não tem graça nenhuma pra uma pessoa só.
williampelomundo@hotmail.com 8:35 PM [+]
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18.2.05
A coluna Pensata (http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult512u222.shtml), de Júlio Ribeiro diz o seguinte:
O adorado grupo de Londres (Placebo) vai mesmo tocar no país em abril, em OITO cidades brasileiras, este espaço apurou. A tão-esperada vinda da banda do dândi Brian Molko vai ganhar confirmação oficial na segunda-feira da semana que vem.
A notícia é MUITO MAIOR. A missão do Placebo no Brasil é percorrer oito cidades brasileiras para encabeçar toda a primeira fase de um festival gigante de rock que a companhia de celulares Claro pretende realizar em setembro, sob o nome Claro Que É Rock. A Claro trabalha para trazer bandas mega como Radiohead, Strokes e Audioslave para agitar a cena brasileira e entrar em choque direto com o festival "irmão" Tim Festival, outro superevento com nome de celular que costuma ocorrer em data bem próxima: outubro ou novembro.
* BANDAS INDIE -- Esta primeira fase, em abril, com o Placebo de grande atração em oito cidades, fará parte de uma seletiva de bandas nacionais que tocarão no festival maior, em setembro, em um palco que será dedicado à música independente.
As cidades por onde passarão o Placebo e novas bandas nacionais de rock são São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Ribeirão Preto.
A informação sobre como ocorrerão as inscrições de bandas nacionais nas seletivas da Claro Que É Rock será dada na semana que vem, quando for feito o anúncio da turnê brasileira do Placebo.
A Claro corre para anunciar também, no pacote, algumas das bandas do festival de setembro. Mas parece que isso vai ficar para depois. A banda australiana Jet, ouvi dizer, está nessa lista.
williampelomundo@hotmail.com 12:06 PM [+]
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17.2.05
Essa saiu no JC
DJ brasileiro recebe multa recorde na Itália por baixar MP3
Publicado em 16.02.2005, às 20h33
Um disc-jockey brasileiro recebeu multa recorde de 1,4 milhão de euros (cerca de R$ 4,7 mi) na Itália por baixar da Internet e utilizar centenas de arquivos MP3 em sua discoteca, informou nesta quarta-feira a polícia financeira italiana.
O disc-jockey, com nome não revelado, trabalhava numa discoteca de Rieti, perto de Roma. Segundo a investigação, ele utilizava 500 CD vídeo-musicais e mais de 2 mil arquivos MP3.
A punição, por violação dos direitos autorais, foi aplicada pela polícia financeira de Rieti, que também confiscou grandes quantidades de videoclipes reproduzidos ilegalmente.
É a maior multa infligida na Europa, segundo a Federação da Indústria Musical Italiana (FIMI), que comemorou o acontecimento.
"Esperamos que isto sirva para dissuadir os que queiram imitá-lo", declarou Enzo Mazza, diretor da FIMI, em comunicado.
O mercado italiano do disco registrou uma baixa em seu volume de negócios de 14% entre 2000 e 2003, caindo a 314 milhões de euros. A queda continuou em 2004 com uma baixa de 8%, precisou um porta-voz da FIMI.
williampelomundo@hotmail.com 9:22 AM [+]
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15.2.05
Um dia a Diversitronica fez uma participação num show da Suvaca diPrata, lá no Mad Pub. Nossa fâ Jojoca Cavalcante estava lá com seu super celular com câmera embutida e registrou um momento daquele show. Sorte minha que eu levei o Kaoss Pad, porque é a única coisa que dá pra ver direito no filminho. Mas pelo áudio dá pra ter uma idéia do que aconteceu.
Clique aqui com o botão direito, salve o arquivo no seu hd e assista. No meu computador o vídeo rolou no Quick Time.
williampelomundo@hotmail.com 10:08 PM [+]
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Sou todo ouvidos
O trabalho é uma coisa que afeta a vida do cidadão de várias maneiras. Principalmente daqueles que têem que trabalhar. Eu sou um desses. Só que o meu trabalho é, por assim dizer, atípico. Digo isso porque ultimamente eu andei comparando minha profissão com algumas outras mais convencionais. E a minha maior constatação foi que às vezes é um saco trabalhar com alguma coisa que poderia ser uma diversão. Vou explicar.
Eu passo o dia no estúdio trabalhando na música dos outros. Quando eu saio de lá, nem me atrevo a ligar o som do carro. Tem que dar um tempo pro ouvido. E casa, então, fica cada vez mais difícil escutar uma musiquinha. Um dentista, por exemplo, não tem esse problema. Ele passa o dia arrancando dentes e tapando buracos. Mas quando chegam em casa, a diversão não é dar um grau na dentadura da família. Com os advogados é a mesma coisa. Passam o dia soltando gente da cadeia, mas quando chegam em casa, nada de habeas corpus pra o caçula. Botam um cdzinho e relaxam.
Eu não tenho vontade nenhuma de escutar música quando saio do trabalho. Até a tv eu mando baixar aqui em casa. A única hora de um dia normal que eu escuto música é enquanto dirijo pro trabalho de manhã, que é uma hora em que eu ainda estou em transe total e tudo vai no automático. Se só ouvir música já é difícil, imagine então passar oito horas no estúdio ouvindo repetitivamente a música dos outros e depois chegar em casa e ligar o computador pra compor coisas pra a sua própria banda. Aí só se der o cão de inspiração mesmo. Sem contar que se eu fosse ouvir todas as novas músicas que eu tenho vontade, aí eu precisaria deixar de trabalhar pra fazer isso. Nem por causa do saco, mas por causa do tempo mesmo.
Mas podia ser bem pior. Imagine o cara que trabalha em filme pornô. Ele passa o dia bimbando com as gostosas e quando chega em casa ainda tem que dar uma assistência na nega véia.
williampelomundo@hotmail.com 9:44 PM [+]
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Sinistro mesmo é fazer xixi no banheiro do Boteco. Olhando-se pela janelinha que dá pra um depósito, pode-se ver umas cadeiras arrumadas exatamente como aquelas da cozinha de Poltergeist. Só que com uma lata de maionese em cima.
williampelomundo@hotmail.com 10:08 AM [+]
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7.2.05
Recife bem que podia ter sido colonizada por japoneses, em vez de portugueses. Assim, todas as brigas que eu sempre vejo durante o Carnaval seriam de kung-fu, o que embelezaria ainda mais essa festa tão bonita.
williampelomundo@hotmail.com 1:22 PM [+]
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6.2.05
Fuderoso esse link. Também disponível na nossa seção de links ali do lado esquerdo.
http://homepage.mac.com/danielturek/PhotoAlbum50.html
williampelomundo@hotmail.com 2:05 PM [+]
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O futuro é um presente do passado
Quem nunca se perguntou como é que se marca a data do Carnaval? Eu tinha uma vaga idéia, mas essa semana eu aprendi que o Carnaval acontece sete semanas antes da Páscoa. E que a Páscoa sempre acontece no domingo seguinte à primeira lua cheia posterior ao equinócio do outono. Ou seja, ainda bem que temos alguém pra nos dizer quando é o Carnaval.
williampelomundo@hotmail.com 1:12 AM [+]
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5.2.05
O Carnaval em Maresias vai ser mesmo o veneno do rato. O clube Sirena botou Tiesto pra tocar hoje e Fatboy Slim pra tocar na terça-feira. Pra quem se animar pra ir, o ingresso de hoje custa 100 paus e o de terça, 200.
williampelomundo@hotmail.com 12:17 PM [+]
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Eu só vou dizer uma coisa: Massacration toca no Abril Pro Rock desse ano.
williampelomundo@hotmail.com 1:22 AM [+]
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3.2.05
Tem mãe que não tem noção mesmo. Hoje eu estava lendo sobre uma briga que rolou no presídio de Igarassu e o nome de um dos presos esfaqueados era Gênesis da Bíblia Francisco da Cunha.
williampelomundo@hotmail.com 9:13 PM [+]
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2.2.05
Sociais por Uilames
Lá no Porto Musical acontece um fenômeno incrível. As "produtoras culturais" recifenses adquirem um carregado sotaque carioca.
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Se alguém ler alguma coisa que Schneider Carpeggianni escrever sobre o Porto Muscial, desconfie. As vezes que eu o vi por lá ele estava no maior ronco durante as palestras.
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Presentes na mesma palestra estavam Eduardo Cury Gatinho, Nando Cordel, o cantor da Razamanás e outras figuras da cena músico-cultural do Recife.
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O vencedor do prêmio Pior Nome de Revista vai para a publicação do Rotary Club, que se chama Brasil Rotário.
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O diretor Anton Corbjin, aquele que só faz coisas com o grão super-estourado e/ou em preto-e-branco, vai dirigir um filme sobre a vida de Ian Curtis, o cantor do Joy Division, que se enforcou aos 23 anos. E eu acabo de escrever a frase mais longa desse site.
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O disco novo do New Order vai se chamar Waiting For The Sirens Call e será lançado no dia 28 de março. Phil Cunningham agora é membro da banda de verdade. E Gillian Gilbert, a tecladista mais animada da música eletrônica cai fora de uma vez.
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E pra terminar, hoje eu fui ao hospital e o cidadão que foi atendido depois de mim se chamava Sueldo de Oliveira Xaxá.
williampelomundo@hotmail.com 6:20 PM [+]
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31.1.05
Certas coisas nessa vida nunca me desapontaram. Dentre todas, uma das que mais têm me dado alegrias é o Chemical Brothers. Digo isso porque os caras acabaram de lançar seu mais recente disco, chamado de Push The Button, mas que poderia muito bem se chamar Don't Need To Push The Eject Button, de tão bom que é. Esse é talvez o disco do Chemical Brothers que mais tem coisa misturada. E vocais também. Quem me conhece sabe que eu não sou muito fã de vocais, mas aqui eles foram usados com sabedoria -- e toneladas de efeitos, claro -- tornando-se assim mais um intrumento na cada vez mais orgânica mistureba eletrônica do Chemical Brothers. Acho até que esse povo que ainda torce o nariz pra música eletrônica vai simpatizar com esse disco. De qualquer forma, esse negócio que eles tomam é do bom.
williampelomundo@hotmail.com 10:02 PM [+]
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Coisas que aprendi assistindo ao Blitz Na Cidade de hoje
- Esse Carnaval em Olinda vai ser mesmo o pipoco. De ontem pra hoje a delegacia de lá registrou 77 ocorrências, sendo 22 só de arrombamento de carros;
- A palavra flagrante devia ser mudada para fragrante, já que é assim que os policiais sempre falam;
- A polícia entrou no barraco de um traficante e achou 22 dolas de maconha dentro do copo do liquidificador. O cara disse que não era pra vender. Era pra fazer uma vitamina.
williampelomundo@hotmail.com 1:08 PM [+]
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Até cubanos
Eu sempre gostei de coisas de trás pra frente. O simples fato de ver um filme ou escutar uma música ao contrário às vezes revela coisas que ninguém nunca notou. Vídeo clipe de trás pra frente, por exemplo, tem um monte, mas sempre alguém chega e faz alguma coisa nova e bacana de trás pra frente. Tava pensando nessas coisas hoje. Aliás, eu estava pensando mesmo era nas diferenças entre se inverter uma cena e uma música. Uma das conclusôes que cheguei foi que cenas de trás pra frente não revelam grandes segredos. O máximo que pode acontecer é alguém "descomer" alguma coisa ou dar saltos incríveis, mas nada que já não se pudesse prever ao se assistir à cena de frente pra trás. Com música é bem diferente. Ao se ouvir alguma coisa em seu sentido normal, é praticamente impossível imaginar como aquilo seria se executado de trás pra frente. E é aí que as coisas incríveis aparecem. Quem nunca ouviu uma daquelas lendas urbanas sobre o disco de rock que ao ser tocado pra trás revelava uma mensagem do capeta? Eu mesmo já rodei vários vinis pra trás, e alguns deles realmente contém coisas bem bizarras. Hoje mesmo resolvi escutar o sucesso Não Se Reprima, do Menudo e tomei um susto. O refrão, quando invertido, fica parecendo "satanás vive"! Já achei umas mensagens dessas até num disco de Roberto Carlos que tem lá no estúdio. O disco é do começo dos anos 80 e diz "esse diabo vai chamar de novo". Deve ser por isso que ele hoje tá nessa de rezar o tempo todo e fazer músca pra Nossa Senhora. Acho que ele fez um pacto com o capeta e agora tá querendo passar a perna no tinhoso. Pior que vai ter que ser a perna esquerda, porque a direita o diabo já levou como adiantamento!
williampelomundo@hotmail.com 1:42 AM [+]
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30.1.05
Arregaçação 2005
O carnaval começou. Pelo menos pra mim. E eis aqui as minhas primeiras conclusões sobre a folia de Momo 2005:
- O cantor da banda Keane está no Recife pra curtir o Carnaval
- A partir de hoje e até o fim do Carnaval fica proibida a venda de picolé de brigadeiro
- Um violão pode sim trastejar em todas as cordas. Aprendi isso vendo Patusco
- Hedonismo deveria se tornar esporte Olímpico
williampelomundo@hotmail.com 1:26 AM [+]
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25.1.05
Alguém aí sabe qual o número que eu devo ligar pra eliminar todos os participantes do Big Brother de uma vez só?
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24.1.05
Acreditem se quiser
Como um fantasma que vem puxar o meu pé de noite, eis que surge esse flyer me informando que a minha banda Máquinas Na Pista, extinta desde agosto de 2003, fará um show em Natal no próximo dia 29. Como pode isso? Ao que parece, esse não é o primeiro show que a minha extinta banda faz em Natal desde que acabou, há um ano e meio. Destaque aqui para o bom gosto e a elegância do flyer, fazendo jus à fcara de pau que é anunciar uma banda já conhecida do público e colocar outra pra tocar. Aliás, o flyer é tão tosco que, se não fosse por meu pai estar em Natal e ter visto essa desgraça com os próprios olhos, eu certamente acharia que se tratava de uma piada antecipada de primeiro de abril.
williampelomundo@hotmail.com 9:49 PM [+]
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22.1.05
Personalidade da semana
Este é Daniel Sultanum. Ele largou uma promissora carreira na publicidade para tentar a vida como produtor. Para isso, ele já deu um passo muito importante: ele tornou-se estagiário no estúdio Mr. Mouse. Ele é o melhor estagiário que já apareceu por lá. Nesta primeira semana no estágio, Daniel varreu o chão, acendeu o incenso, limpou a lata de lixo e saiu pra comprar coxinha todos os dias. Quando não está fazendo essas coisas, Daniel observa atentamente o trabalho de produção de um disco e também ensaia com a sua banda, a Retrovisores. Continue assim, Daniel!
williampelomundo@hotmail.com 12:01 AM [+]
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20.1.05
Mais uma grande atração confirmada para o Rec Beat 2005. Na segunda de Carnaval tem Leo e William como djs a partir da meia-noite.
williampelomundo@hotmail.com 9:49 PM [+]
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17.1.05
Esses caras que fizeram Matrix deviam aprender com o pessoal da Companhia do Salame a fazer trilogia que preste. Vejam só esse novo clipe, dessa vez com os Changeman.
http://img27.exs.cx/my.php?loc=img27&image=changebandlow71vr.swf
williampelomundo@hotmail.com 10:55 PM [+]
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Recife é um ovo. De codorna, inclusive. De modo que, se você não conhece alguém, pelo menos alguma coisa você já ouviu falar sobre esse alguém. Essa teoria faz mais sentido ainda se aplicada a grupos sociais específicos, como o grupo das pessoas envolvidas com música em Recife, no qual eu me incluo. Por causa disso, eu já deixei de escrever muita coisa nesse site porque sei que o povo leva tudo pro lado pessoal e aí acaba ficando um clima chato. E vai ser assim ainda durante muito tempo. Mas tenho que confessar que sábado passado eu quase que mando essa minha decisão pro saco, tudo por causa de um dos shows mais medonhos que eu já vi na minha vida. Quem me conhece deve saber do que eu estou falando. O artista em questão me proporcionou momentos que, no começo, foram até bem engraçados, mas depois a coisa começou a ficar bizarra e eu tive muito medo. Mais tentado a publicar uma resenha desse show eu fiquei depois do título incrível sugerido por Ju Lisboa. Mas isso vai ter que ficar pra um outro momento.
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O primeiro candidato ao prêmio de título de cd demo mais escroto já está na praça. É Jhonny Hooker, que batizou sua primeira demo de The Blink Of The Whore's Pussy, ou, em bom português, A Piscada Da Buceta Da Puta. Mal posso esperar pra ouvir. Sério.
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Estúdio Mr. Mouse emplacando uma dobradinha na eleicão de melhor disco de 2004, feita pelo Correio Braziliense. Em oitavo lugar, Astronautas com Electro-Cidade, e em primeiro lugar, Mombojó com o seu Nadadenovo. Mas eu gostei mesmo foi de ver que a revista Dynamite fez uma eleição semelhante e a Astronautas ficou em quarto lugar, na frente de Capital Inicial e Ira!
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Era só o que faltava. Da Maia agora tem um blog. O link já está ali ao lado na seção de blogs
williampelomundo@hotmail.com 9:02 PM [+]
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14.1.05
Eu não sou desses caras que sempre têm razão sobre qualquer coisa. Mas tenho que admitir que tem coisas que eu realmente acerto sempre. É assim com Friends, por exemplo. Sempre achei abominável, mas toda vez que estou zapeando e encontro esse seriado passando eu dou uma paradinha só pra confirmar que eu estou certo e o resto do mundo está errado. Hoje mesmo, assisti a 15 segundos de um episódio qualquer, no qual uma das Friends dizia acreditar que um gato era sua mãe. Alguém pode me explicar que graça tem isso?
williampelomundo@hotmail.com 6:59 PM [+]
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13.1.05
GALDMDM (parte 5) - Djavan
Esse cara é o Moisés dos ladrões. Ele que, há muitos anos, subiu no Monte das Oliveiras e trouxe as tábuas com o repertório que torra o saco de qualquer pessoa que vá a uma praça de alimentação ou a um barzinho. E a ladronice aqui é completa: ele também faz músicas sem o menor sentido mas que as pessoas gostam de saber cantar e até se emocionam com elas. Vejam essa por exemplo:
Açaí
Guardiã
Zum de besouro
Um imã
Branca é a tez da manhã
O que porra é isso? Com o passar dos anos, a coisa foi piorando. Vejam essa:
Te devoraria tal Caetano
A Leonardo di Caprio
É um milagre
Tudo o que Deus criou
Pensando em você
Fez a via-láctea
Fez os dinossauros
E por aí vai. Com se já não bastassem as rádios e as novelas, ainda tem os cantores de barzinho que agem como arautos dessa música dos infernos, intercalando uma música de Djavan a cada outra de outro ladrão. É por ter contaminado muitas gerações de músicos, novelas e rádios com músicas tão idiotas que Djavan pode ser considerado um GALDMDM!
williampelomundo@hotmail.com 4:54 PM [+]
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9.1.05
Fui pra Indonésia e levei um caldo
Para a felicidade de muitos e a tristeza de alguns, estou de volta ao comando deste blog, depois de uma semana de férias inesquecíveis na Indonésia. Lá tem um negócio chamado Tsunami que quase me lascou, mas agora estou são e salvo em solo Recifense novamente. Aí está a única foto dessas minhas férias que se salvou. Um feliz ano novo a todos!
williampelomundo@hotmail.com 4:17 PM [+]
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5.1.05
Nada de posts por enquanto.
williampelomundo@hotmail.com 7:12 PM [+]
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27.12.04
Graças a Da Maia o mistério da intérprete do hit Uma Garota do Cacete finalmente se desfez. O nome da moça(?) é Marli. O site dela não diz muito mais que isso, mas lá você pode baixar todos os sucessos do novo disco dela, que, por sinal, é uma coletânea com os melhores momentos da carreira e se chama A Árvore Ginecológica. Isso nos faz crer que ela já estava aí há um tempão e a gente só descobriu agora. Antes tarde do que nunca. Marli agora já tem o seu lugar de detaque na nossa seção de links, ali ao lado. Vão lá e vejam com seus próprios olhos que gracinha que a moça é.
williampelomundo@hotmail.com 11:08 AM [+]
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26.12.04
PAREM TUDO
Se existe um gênero musical que consegue sempre se superar, esse gênero é o trash. Tá duvidando? Pois escutem o sucesso Uma Garota Do Cacete e vejam que eu estou certo. Aliás, se alguém souber quem canta isso, por favor me diga que eu agradecerei muito.
williampelomundo@hotmail.com 11:48 PM [+]
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24.12.04
Mais uma prova de que japonês e português são línguas irmãs.
http://judsonmaria.com.br/blog/images/uploads/jaspion1yp.swf
williampelomundo@hotmail.com 9:43 PM [+]
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Se tem uma coisa que eu não gosto é de gente que resolve, depois de muitos anos, refazer alguma coisa que já fez antes e faz muito pior. Tipo Lulu Santos. Não que eu goste das músicas dele, mas ele tem esse hábito de a cada show mudar completamente os arranjos de seus "clássicos". Isso pra mim é sintoma de quem não consegue fazer mais nada que preste e, ao mesmo tempo, não tem vergonha na cara pra sumir. Comecei a reparar nisso por causa de George Lucas. Eu era muito fâ dos filmes originais de Star Wars, até o momento em que ele resolveu "dar um grau" na trilogia e fazer coisas que ele sempre quis mas não havia tecnologia à altura na época. Ficou uma bosta. Sou muito mais os originais. Com E.T. foi a mesma coisa. Pra quê trocar as pistolas por walk-talkies? Se é pra relançar o filme e ganhar uns trocados, que seja como fizeram com O Exorcista: cenas a mais (muito boas, por sinal) e áudio remasterizado. Lembrei desse assunto algumas vezes nos últimos dias por causa da volta à mídia da banda Roupa Nova. Os caras caíram no lugar comum de fazer arranjos genéricos-de-churrascaria-e-praça-de-alimentação para seus super sucessos. Ficou uma bela bosta. Eu mesmo, que curtia Roupa Nova das antigas, fiquei bem decepcionado. Assim como fiquei com Star Wars.
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Eu nunca morei em nenhuma outra cidade brasileira além de Recife, mas acho que posso dizer que o nosso trânsito está indo de mal a pior. E não é pelo volume de carros ou pelos buracos nas ruas. É por causa dos novos meios de transporte que vêm dividindo as vias com os carros, ônibus e motos. Talvez seja só pelos caminhos que eu faço, mas não dá pra negar que o número de carroças daquelas de catadores de lixo aumentou nos últimos tempos. E eles têm aquele hábito de parar em qualquer lugar pra catar lixo e obstruir uma faixa inteira da rua. Como geralmente é a faixa de ônibus, só resta aos coletivos trafegarem e até pararem na faixa do meio. E aí tome fila de carro parado no meio da rua. Além das carroças, as ruas também têm sido invadidas pelas bicicletas que trasportam água mineral. Como se já não bastasse o fato de estarem carregando até 200 quilos em água dentro daqueles botijões azuis, os manés ainda dirigem as bicicletas pelos trajetos mais cômodos e curtos pra eles, mesmo que isso implique em pegar a contra-mão numa curva descendo um viaduto pela direita. Acho que a prefeitura devia seguir o meu exemplo como prefeito de Sim City e criar viadutos sobre a cidade. Eles desafogam o trânsito e até fazem sombra!
williampelomundo@hotmail.com 5:02 PM [+]
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22.12.04
Mais um link insano na nossa seção de links. Um cara resolveu catar palavras em músicas em inglês e montar um dicionário on-line chamado Let Them Sing It For You. Indo nesse site, você escreve qualquer frase em inglês, o programa cata no dicionário on-line cada palavra que você escreveu e toca pra você. Então, se você escrever "I love you", por exemplo, ele vai pegar o I de uma música, o love de outra e o you de outra. É o pipoco porque as músicas são bem conhecidas. Vá na seção de links e clique em Let Them Sing It For You.
williampelomundo@hotmail.com 12:57 AM [+]
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21.12.04
Era só o que faltava
A partir do dia 31 a Rádio Cidade desaparece de uma vez do mapa. Na freqüência de 95,9Mhz vai entrar a rádio Jovem Pan, em rede nacional. Mesmo com toda a precariedade técnica, a Rádio Cidade vai fazer muita falta em Recife, já que a partir de agora, a banda que quiser ter sua música tocando no rádio vai ter que pagar jabá na concorrência. A música independente leva mais uma rasteira, como se já não bastasse a falta de espaço para o que se produz aqui. Aliás, espaço até que tem, só que o povo preenche com outras coisas de apelo mais popular e de qualidade duvidosa.
williampelomundo@hotmail.com 1:32 PM [+]
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19.12.04
Ladrão mesmo é o pianista de Roberto Carlos, que leva só a carcaça do piano branco pra fazer chinfra no especial de fim de ano, mas dentro tudo não passa de um teclado. É como colar um adesivo da DW no bumbo de uma bateira Gope. Destaque para o momento em que Roberto Carlos sentou-se ao piano pra fingir que tocava uma música para a finada esposa, mas se esqueceu de mover os dedos pelo teclado. E ainda assim o piano tocou!
williampelomundo@hotmail.com 2:07 PM [+]
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18.12.04
GALDMDM (parte 4) - Emmerson Nogueira
Esse sim é um ladrão profissional. O cara teve a audácia de levar para um cd aquela estética musical medonha que assola o mundo moderno nas praças de alimentação dos shoppings e nos bares de dor de cotovelo: a voz e violão. Outro dia eu estava até desconfiado de que existe um tipo de sindicato dos músicos de barzinho e praças de alimentação (SMBPA), que regula o repertório da galera, para que todos só cantem as mesmas coisas.
Pois Emmerson Nogueira, ou Nojeira, para os íntimos, resolveu gravar pérolas do pop mundial sob a cartilha da SMBPA e se deu bem. E aí tome música com tom transposto, acordes que desaparecem e muito, mas muito reverb. O cara já gravou cinco discos, todos destroçando músicas do cancioneiro de motel, de luau de praia ou daquelas revistinhas de músicas cifradas.
No site do cara ainda tem uma promoção que dá como prêmio o direito(?) de se tornar roadie de Emmerson Nojeira por um dia. Vejam só que petulância. É por isso que Emmerson Nojeira, além de legítimo representante da classe de músicos treinados para acabar com sua refeição, é também um Grande Artista Ladrão do Mundo da Música.
williampelomundo@hotmail.com 5:37 PM [+]
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17.12.04
Agora que todo mundo já sabe cantar a música do Jaspion em português, vamos dar uma olhada na letra original:
Jaspion - Chou Wakusei Sentou Hokan Daileon
by Jaspion
Oo Galaxy Oo Galaxy
Oo kagayaku atsuki yuushi
Koori no wakusei Magma no wakusei
Tobikoete
Jaaku no takurami nigashi wa shinai zo
Engine Full Power
Yume to bouken oimotome
Otoko hitori no dapi wo yuku
Daileon Daileon
Chou Wakusei Sentou Hokan Daileon
Oo Galaxy Oo Galaxy
Oo heiwa wo tsugeru tsubasa
Hagane no wakusei Garasu no wakusei
Kirinukete
Seigi no chikara wo Shirasete yarun da
Cosmic Flash
Ai to yuuki wo mune ni hime
Asu no jiyuu wo mamorinuku
Daileon Daileon
Chou Wakusei Sentou Hokan Daileon
Yume to bouken oimotome
Otoko hitori no dapi wo yuku
Daileon Daileon
Chou Wakusei Sentou Hokan Daileon
williampelomundo@hotmail.com 9:09 PM [+]
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E-olha-as-fotos-lá, lá lá lá lá, lá lá, lá lá lá lááá, lá lá lá lá lá lááá...
williampelomundo@hotmail.com 8:31 PM [+]
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14.12.04
É hora de votar
O link pra você votar na Diversitronica para banda revelação no site Recife Rock é http://www.reciferock.com.br/premio2004.php
williampelomundo@hotmail.com 10:59 PM [+]
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Essa é a coisa mais fuderosa que já me mandaram. Obrigado ao amigo Ênio, da Mellotrons!
http://www.interactiveminds.com.br/daileon.swf
williampelomundo@hotmail.com 9:41 PM [+]
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No comercial de Natal da Celpe, o homem-bolinha-de-bingo toca um xilofone ao contrário!
williampelomundo@hotmail.com 12:40 PM [+]
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A frase mais marcante dessa terça
"... com uma boa e excelente equipe técnica..."
De João Paulo, prefeito do Recife, na vinheta de homenagem aos 36 anos da Tv Universitária.
williampelomundo@hotmail.com 12:20 PM [+]
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13.12.04
A frase mais marcante do fim de semana
"Isso aí já é Roberto Carlos, véi?"
De um cara com jeito de surfista de Olinda, no momento em que a Academia da Berlinda estava tocando o sucesso Mexe Mexe, do cantor Acisão(!), referindo-se ao show da Del Rey, que ainda estava por vir.
williampelomundo@hotmail.com 11:47 AM [+]
Meta o pau:
Mais um ano se vai e a galera do site Recife Rock nos presenteia com mais um Prêmio Recife Rock. O esquema é o mesmo: você vai no site www.reciferock.com.br e vota nas suas bandas preferidas, que concorrem em diferentes categorias. Eis a lista dos indicados:
Banda do Ano
Mellotrons
Mombojó
Rádio de Outono
Superoutro
Volver
Disco do Ano
A Roda - A Roda
Superoutro - Autópsia de Um Sonho
Suvaca diPrata - Corega Check
Astronautas - Electro-Cidade
Mombojó - Nadadenovo
Demo/EP
Terra Prima - Life Carries On
Mellotrons - Mellotrons EP
Parafusa - No Asfalto
Rádio de Outono - Demo EP
Volver - Volver
Banda Revelação
Diversitronica
Jhonny Hooker
N.Emo
Retrôvisores
Terra Prima
Música do Ano
Astronautas - Cidade Cinza
Mombojó - Deixe-se Acreditar
Mellotrons - Evening
Parafusa - Tudo Bem, Tudo Bem
Volver - Você Que Pediu
Vídeo Clipe
Vamoz! - Beside
Astronautas - Cidade Cinza
Suvaca diPrata - Dia D
Bonsucesso Samba Clube - Pensei Se Há
Otto - Pra Ser Só Minha Mulher
Internet
Astronautas
Mombojó
Rádio de Outono
Suvaca diPrata
The Playboys
williampelomundo@hotmail.com 11:39 AM [+]
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11.12.04
O Armazém 14 é realmente um lugar desgraçado pra se fazer festas. O lugar é tão escuro que tudo que se vê lá dentro são os vultos das pessoas. Fica impossível reconhecer alguém. Pra complicar ainda mais, todas as paredes são pintadas de preto. A iluminação do palco é estrategicamente posicionada pra piscar lá no fundo da retina de quem quer ver o show. Aí ou você olha pra baixo ou usa óculos escuros. Sem falar, é claro, do calor. Apesar de ter aquela porta imensa aberta pro mar, dentro do Armazém 14 o calor é o que chama logo a atenção. Por fim, as dimensões do lugar tornam praticamente impossível qualquer som ficar legal ali dentro. Os PAs dessa cidade já são o que são, e naquele lugar, então tudo fica pior. Ou é um super PA, como aquele da Trashdance, ou é som confuso a noite toda.
Eu não ia nem me prolongar mais nesse assunto, mas escrever sobre isso me fez lembrar de uma vez em que alguém estava dizendo que o público não nota nenhuma dessas deficiências das festas de Recife, porque sai de casa pra se divertir de qualquer jeito. Eu acho que o público nota tudo. Ele só não sabe apontar especificamente o que estava errado. E aí, acaba caindo tudo nas costas da banda. Se o preço da entrada é caro, se o lugar é quente, se o som falhou durante o show, a banda é que está mostrando a cara ali em cima do palco. E, às vezes, por mais que se esforce, uma banda não consegue fazer um show que supere todas essas desgraças.
williampelomundo@hotmail.com 2:07 PM [+]
Meta o pau:
10.12.04
O link para o site de Ronei, o cantor mais fuderoso de todos os tempos, já está ali ao lado no setor de links!
williampelomundo@hotmail.com 7:49 PM [+]
Meta o pau:
A banda Astronautas gravou lá no estúdio uma vez e o baixista e o guitarrista saíram da banda. Refeitos do baque e com nova formação, voltaram lá no estúdio pra gravar mais um disco. Aí o baterista deixou a banda. O tempo passou e chegou a Terceira Edição pra fazer o cd lá no estúdio. Não deu outra: o baixista, que já tinha saído uma vez da banda, resolveu dar o lavrando de uma vez. Agora foi a vez da Rádio de Outono. Gravaram um disco sensacional lá no estúdio e aí pimba: o baixista caiu fora. Ainda bem que a gente não teve nada a ver com os motivos que geraram a partida dessas pessoas. E ainda bem que todas as substituições foram bem saudáveis para as da bandas.
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Ao contrário da atual safra da MPB, a música trash continua nos presenteando com grandes momentos de criatividade e originalidade. O artista incrível da vez antende pelo nome de Ronei e até agora eu só escutei uma música uma música dele, mas foi suficiente pra saber que ali está um dos novos expoentes da música trash. Vou ver se descubro o site do cara pra botar aqui. Por enquanto, cliquem com o botão direito, salvem no hd e curtam o sucesso Solidão.
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A coisa mais idiota que eu já ouvi no rádio atende pelo nome de Transamérica Social News. É uma vinhetinha que passa entre os comerciais da rádio, e que traz uma mulher com sotaque nordestino carregadíssimo, lendo frases do tipo "Muitos vips marcarão presença no camarote do show de Maria Rita no Chevrolet Hall". E acaba por aí.
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Mais um lançamento espetacular da música independente de Recife. Dessa vez é a banda Parafusa que nos brinda com Meio-Dia Na Rua Da Harmonia, seu primeiro cd. As demos que eles lançaram antes já davam uma idéia de onde a coisa ia chegar, mas esse cd foi bem mais além. Já a venda nas melhores casas do ramo.
williampelomundo@hotmail.com 12:33 PM [+]
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9.12.04
Se alguém se interessar, adicionei o fotolog da Rádio de Outono à nossa lista de links. Eles escreveram um diário detalhado narrando a produção do primeiro cd deles lá no estúdio, que terminou justamente hoje.
williampelomundo@hotmail.com 11:11 PM [+]
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6.12.04
A poesia de Deus
Esse outro panfleto eu também recebi de um fanático. Engraçado que tudo termina em "ão" . Vai ver que é pra rimar com religião. De qualquer forma, a partir de agora eu vou olhar meio atravessado pra quem usar essa rima.
williampelomundo@hotmail.com 8:07 PM [+]
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5.12.04
Cada país com seu islã
Esse panfleto eu recebi ontem lá no Recife Antigo. Destaquei as frases que mais me marcaram.
williampelomundo@hotmail.com 2:04 PM [+]
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4.12.04
Vamos continuar votando no PT. Eles pelo menos não escondem as merdas que fazem.
Vejam o que saiu no JC:
"Eu gosto desse posicionamento do PT, de fazer eventos que todos possam ir, mas o planejamento foi errado. Esta grana toda não deveria ter sido gasta com artistas que não precisam de patrocínio para conseguir espaço para se apresentar", conclui Felipe S. A mesma opinião tem Fábio Trummer, vocalista da banda Eddie: "É desestimulante ver que, num evento no Pátio de São Pedro, por exemplo, o artista local ganha R$ 1,5 mil, enquanto se gasta 320 vezes mais com uma atração que não vai acrescentar coisa alguma à cultura do Estado", opina o vocalista. Saindo da polêmica que envolve a captação de recursos e se concentrando na questão cultural, o cantor afirma que esse mesmo dinheiro poderia ter sido investido no fortalecimento do mercado musical da cidade...
O DJ Renato L, membro do Conselho Municipal de Cultura, afirmou que o dinheiro investido na apresentação de Sandy & Júnior é "mais da metade do que a Prefeitura liberou esse ano para a Lei de Incentivo à Cultura."
williampelomundo@hotmail.com 12:34 PM [+]
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28.11.04
As fotos do último show da Diversitronica estão aqui.
williampelomundo@hotmail.com 5:35 PM [+]
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Negócio é o seguinte: as músicas de Babau do Pandeiro saíram do ar. Por isso que os links não funcionavam mais. Se eu encontrar algum lugar com muito espaço eu coloco tudo no ar. Quem tiver no Orkut pode se juntar à comunidade de Babau e ficar por dentro de qualquer novidade. Por enquanto, o mundo estará privado da genialidade de Babau na internet.
williampelomundo@hotmail.com 1:59 AM [+]
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27.11.04
Parabéns pra Volver
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
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24.11.04
GALDMDM (parte 4) - Sandy & Júnior, Britney Spears e Madonna
Artistas diferentes, unidos pela mesma ladronagem: não cantam ao vivo nem a pau. Se cantassem, seria um desastre. Primeiro porque não devem saber cantar direito mesmo. Segundo porque é humanamente impossível cantar e fazer todas aquelas piruetas que a coreografia exige. Todos sabem que um show que tem coreografia não devia ser visto por ninguém. Dublado, então... Já vi uma apresentação de Madonna na Colômbia em que uma fã subiu no palco, agarrou-se com ela e, quando o segurança puxou, aquele microfonezinho de Madonna voou longe. E a voz continuou a cantar como se nada tivesse acontecido. Já vi também Sandy & Junior cantando ao vivo no Faustão, acompanhados apenas por um violão, supostamente tocado por Junior. Só que mais atrás tinha um cara com um violão igual, tocando, enquanto Junior fazia só o migué. Esse expediente de dublar voz e instrumento é usado largamente por artistas ao redor do mundo, e é para esse tipo de gente que eu dedico a coluna GALDMDM de hoje!
williampelomundo@hotmail.com 10:42 PM [+]
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Ja ajeitei os links de Babau do Pandeiro.
williampelomundo@hotmail.com 12:30 AM [+]
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22.11.04
Maconha do Paraguai
Tribo de Jah gravou uma versãõ em português de Money, do Pink Floyd. Virou "Grana". Uma idéia dessas por si só já não daria em alguma coisa que preste, mas tocar Pink Floyd em ritmo de reggae inevitavelmente remete o ouvinte ao fabuloso disco The Dub Side Of The Moon. E aí as comparações, além de inevitáveis, sepultam de uma vez por todas a versão da Tribo de Jah.
williampelomundo@hotmail.com 7:57 PM [+]
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21.11.04
Má Educação é basicamente um filme sobre boiolice. Aliás, praticamente todo mundo que aparece no decorrer do filme é boiola. Tem também muitas cenas de pessoas lendo cartas, muita locução em off e muita musiquinha, devidamente dubladas por boiolas. E um filme que tem tudo isso acaba não chegando a lugar algum. O ponto alto é a última cena, quando a legenda se desloca para a esquerda, de modo que todas as frases começam a aparecer só do meio pro fim. Mas acho que ninguém se importou com isso. O mais importante naquela hora era o tão ansiosamente aguardado momento dos créditos.
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Você se achava o fodão quando fazia 40.000 pontos em River Raid? Ou quando conseguia jogar 20 fases de Pac Man? Então vá em Twin Galaxies e veja o que é jogar videogame direito. Esse site é dedicado a estudar e registrar os maiores records em videogame do mundo. E eles também promovem competições como o Arcade Ironman, onde o jogador que conseguir jogar filperama por mais de 100 horas com apenas uma moeda ganha US$ 10.000,00. O detalhe é que pra ir ao banheiro, por exemplo, o jogador tem que acumular vidas extras suficientes para abandonar a máquina, correr pro banheiro e voltar pra cotinuar o jogo, com algumas vidas a menos, é claro. Ah, e o recordista de Pac Man se chama Billy Mitchell. O cara conseguiu jogar todas as 256 fases em seis horas, comendo todos os quadradinhos e todos os fantasminhas, sem perder nenhum, e tudo isso com a primeira vida.
williampelomundo@hotmail.com 2:32 AM [+]
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19.11.04
GALDMDM (parte 3) - Marcelinho da Lua
Olhando para essa foto aí do Marcelinho da Lua, parece que ele é cego e esbarrou no equipamento, jogando discos pra um lado e a radiola pro outro. Mas ele não é cego. Se fosse, seria bem mais fácil de entender por que ele toca tão mal. Tudo bem que o cara fez umas versões drum'n'bass de umas boosa-novas aí -- eu já ouvi isso antes -- mas, na hora de botar a pista pra dançar como dj é que a coisa fica feia. Pelo menos foi isso que aconteceu quando ele tocou aqui em Recife. Não vou ficar enchendo o saco aqui apontando o que ele fez de ruim no set, mas quem viu a propaganda que fizeram dele, saiu de casa esperando muito mais. Ficar fazendo de conta que está tudo bem enquanto a mixagem vira samba é muito feio, e foi por passar a noite fazendo isso que Marcelinho da Lua tournou-se também um GALDMDM!
williampelomundo@hotmail.com 11:57 PM [+]
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GALDMDM (parte 2) - Richard Clayderman
Esse é um cara que sabe roubar com estilo. A fórmula era muito simples: tocar fuleiragens fantasiadas de música clássica, com arranjos de churrascaria. E, obviamente, o populacho aorava. Ainda por cima, o cara tinha aquele jeitão de galã oxigenado. É fato que ele nunca se apresentou ao vivo, nem gravou nenhuma faixa só ao piano. Tem sempre uma bandinha ali pra dar uma tapeada. Uma vez perguntaram a Clayderman se ele já havia feito alguma coisa que fosse de encontro à imagem de bom moço dele. A resposta: "Quando eu faço cooper eu fico suado. Vou correndo pra casa pra ninguém me ver daquele jeito". Ainda bem que ele agora sossegou e está nos poupando de coisas bizarras como "Richard Clayderman Toca O Melhor Do Funk Carioca".
williampelomundo@hotmail.com 11:51 PM [+]
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É na quinta mas é de primeira
As quintas-feiras na HYPE estão cada vez mais concorridas. E na próxima, dia 25, teremos uma noite toda especial. É show da Diversitronica com discotecagem exclusiva do Dj Ladrão. Quem não for será proibido de acessar esse site!
williampelomundo@hotmail.com 11:55 AM [+]
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Esqueci de dizer...
Vocês podem sugerir artistas para a seção GALDMDM nos comments aqui desse post.
williampelomundo@hotmail.com 11:52 AM [+]
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17.11.04
A recente visita do dj carioca Marcelinho da Lua ao Recife me deu uma idéia de uma nova série de artigos aqui no site. Ela vai se chamar Grandes Artistas Ladrões Do Mundo Da Música ou, simplesmente, GALDMDM para ficar mais fácil. Pra quem não sabe, artista ladrão é aquele que enrola o povão com um sorriso no rosto, mesmo sabendo que, no fundo, tudo é armação. Não vamos falar aqui dos pilantras musicais manjados, como o Milli Vanilli ou Paula Abdul. Nem vamos perder tempo falando dos djs mequetrefes de Recife. Esses já foram espinafrados o suficiente. Aqui o foco é nos artistas que ainda dão muito caldo, mesmo roubando descaradamente. E, ninguém melhor para inaugurar esse tema do que...
GALDMDM (parte 1) - Jean Michel Jarre
Jean Michel Jarre é um músico francês que gostava de fazer mega concertos em grandes metrópoles e, com isso, chamar a atenção do mundo para algum tema. Foi assim durante anos. Cada novo concerto de Jean Michel Jarre dava o que falar durantes muito tempo, principalmente lá na escola de música onde eu estudava. Era tudo muito apoteótico, com todos aqueles fogos, luzes, telões e corais. Mas os momentos que deixaram Jarre mais conhecido mundialmente são justamente os que ele pratica a ladronagem mais descaradamente. Quem é que não se lembra daquele teclado de teclas gigantes e que se acendiam quando ele metia a mão? Eu, que já estudava música nessa época, achava muito estranho ter que meter aa mão toda numa tecla só pra sair som. E pra dar acorde? Mais ladronagem que isso, só mesmo aquela harpa laser que ele tocava interrompendo os raios com uma luva de diamantes. Tudo bem que o cara foi pioneiro no uso de sintetizadores e tal, mas criar todas aquelas coisas achando que alguém ia engolir foi muita cara de pau. É por isso que Jean Michel Jarre é um dos GALDMDM!
williampelomundo@hotmail.com 11:33 PM [+]
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16.11.04
Vou logo avisando
Quinta-feira tem mais um evento daqueles que o pessoal do Coquetel Molotov tá promovendo na H.Y.P.E. E eu estarei lá, junto com Leonardo e nossos laptops pra fazer um sonzinho pra a galera dançar, antes e depois do show da Parafusa. Na quinta seguinte, que deve ser dia 25, estarei lá novamente, só que dessa vez no palco, com a Diversitrônica. A balada é cedinho e dá pra todo mundo trabalhar na sexta de manhã. Vão.
williampelomundo@hotmail.com 12:44 AM [+]
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14.11.04
A pergunta que não quer calar
Pra quê trazer um dj ruim do Rio de Janeiro se já temos tantos djs ruins aqui em Recife? De hoje em diante, Marcelinho da Lua será para sempre conhecido como Ladrãozinho da Lua. Como sempre, alguns dirão que ele foi prejudicado pelo som, que realmente deixou muito a desejar, e pelo público do Recife, que tem o péssimo hábito de ir embora imediatamente após o show da banda. Mas deve ter sido melhor assim pra ele. Menos gente vendo aquele set ruim significa menos gente pra falar mal.
williampelomundo@hotmail.com 2:29 PM [+]
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6.11.04
O pagodeiro Belo -- que de belo não tem nada -- tomou no papeiro de uma vez. Foi condenado a oito anos de cadeia por causa daquela brincadeira de confundir fuzil com tênis Nike. Ao saber da setença, Belo prontamente teve uma idéia genial: se auto emparedou em sua própria casa. Mas a polícia desconfiou da parede falsa e, quando derrubaram, lá estava Belo, mais amarelo que o próprio cabelo. Foi economizar no advogado e se deu mal. Devia ter contratado os advogados de Alexandre Pires e Edmundo, que hoje estão à solta gastando dinheiro e comendo mulher, mesmo tendo matado gente no trânsito enquanto dirigiam breacos e em alta velocidade.
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Os Esquecidos é um filme bacana de se ver. Tem teorias conspiratórias, suspense bem construído e bons sustos. Prende tanto a atenção que o espectador quase esquece que pagou R$ 12 pra assistir a uma cópia ruim num cinema mofado, cheio de muriçocas e com som abaixo de qualquer nota. Mas o final é uma grande peidada na farofa hollywoodiana, daquelas do tipo "o orçamento estourou, então acaba com esse filme agora".
williampelomundo@hotmail.com 2:21 AM [+]
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4.11.04
A fuleiragem não tem hora pra parar
Depois de Chrissie Hynde, a ex-cantora do Pretenders que vem ao Recife com o filho de Caetano fazer covers do Pretenders, fiquei sabendo hoje que dj italiano Benni Benassi deve se apresentar por aqui no começo de dezembro. Tudo bem que o cara fez Satisfaction, hit do house-electro que há dois anos toca em absolutamente toda balada recifense. Mas também é só isso. A música é bacana, mas eu já vi o cara tocando e ele não tem nada de mais. E olhe que eu nem me importo se o cara toca só com cds. Pra mim, o que importa mesmo é o resultado, mas para aqueles que ainda acham que vinil é tudo, ver Benni Benassi pode ser uma decepção ainda maior.
williampelomundo@hotmail.com 10:54 PM [+]
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3.11.04
Essa é quentíssima!
O disco novo de Babau Do Pandeiro está disponível em http://paginas.terra.com.br/arte/babaudopandeiro/babauvol3.zip. Eu já escutei algumas faixas e posso garantir que o tempo apenas amadureceu a música de Babau. Até o momento, a minha preferida é Mulher Ciumenta Da Cara De Jumenta.
williampelomundo@hotmail.com 1:37 PM [+]
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1.11.04
A fuleiragi começou e não tem hora pra acabar. Inventaram o Soulseek pra Mac. Baixe também o seu em www.fejta.com/solarseek/.
williampelomundo@hotmail.com 6:59 PM [+]
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27.10.04
E lá estou eu no site Recife Rock novamente. Dessa vez, dando conselhos (!) para a molecada que tá preparando um cd demo, aproveitando o ganho do festival Microfonia.
http://www.reciferock.com.br/not.php?n=578
williampelomundo@hotmail.com 2:42 AM [+]
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26.10.04
Atendendo a pedidos, a música nova da Diversitronica está no site da Tramavirtual.
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A minha banda preferida de hoje é The Killers.
williampelomundo@hotmail.com 9:52 AM [+]
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23.10.04
Meia palavra não basta
O cara que for se basear nas resenhas do site pernambuco.com pra escolher um filme no cinema tá lascado. Vejam alguns exemplos de como dá pra perder a vontade de ir ao cinema rapidinho:
COM A BOLA TODA | Para manter a academia de ginástica, grupo de amigos compete em torneio de queimada.
O DIÁRIO DA PRINCESA 2 | A princesa encara a chance de se casar.
IRMÃS GÊMEAS | A história de duas irmãs separadas aos 6 anos de idade e criadas em condições totalmente diferentes.
O HOMEM QUE AMAVA AS MULHERES | Bertrand, o homem dedicado ao amor das mulheres
MÚSICA E FANTASIA | Cineasta tem a idéia de usar música clássica em seu filme.
williampelomundo@hotmail.com 3:08 PM [+]
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20.10.04
Mais uma resenha do show da Diversitronica, agora no site Giro Cultural.
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A piada é velha mais ainda tem graça. Clique e veja se você também saiu mal na foto.
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Saiu uma resenha com direito a fotos e tudo do show da Diversitronica + Vamoz! + Dj Ladrão no site do Recife Rock. Leia aqui.
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A gentil fotógrafa Carol Godoy nos presenteia com mais de 100 fotos do show da Diversitronica + Vamoz! + Dj Ladrão. Clique aqui para ver.
williampelomundo@hotmail.com 11:38 AM [+]
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18.10.04
Ainda bem que Ju Lisboa só faz aniversário uma vez por ano.
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É como eu já disse: não há nada tão ruim que não possa ficar pior. Chrissie Hynde vem tocar em Recife com a banda de Moreno Veloso.
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Acho que antes da década de 60 só existiam a tônica, a quarta e a quinta.
williampelomundo@hotmail.com 12:40 AM [+]
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17.10.04
A Trashdance é um sucesso
Está provado: a Trashdance virou uma festa profissa e com infra de fazer inveja a qualquer organizador de festas recifenses. Quem foi ao Armazén 14 sábado passado viu um estrutura digna da dimensão que a festa está tomando. Som excelente, lugar grande e -- até certa hora da noite -- ventilado, iluminação, decoração e tudo mais. O clima durante a noite toda foi pula-pula e mãos no ar a cada hit que Balaio e Da Maia tocavam. Os caras entendem tudo de podreira e ainda inauguraram uma nova tendência que eu nunca havia visto antes: intervalos comerciais pelo meio da noite, entre uma música e outra.
E assim a festa foi seguindo, até o ponto em que o Armazém 14 ficou lotado. Lotado de um jeito que eu nunca tinha visto antes, incluindo aquela área ali fora onde a galera vai fumar unzinho. Tinha todo tipo de gente, e isso pode ser tomado como um termômetro de popularidade de uma festa. Quando aqueles playboys prego que só vão pra áreas vip aparecem nessas festas, é sinal de que a coisa tá ficando gigante. E tá mesmo. A próxima Trashdance vai ter que ser num lugar tipo po Ancoradouro, porque na hora do show de Luiz Halley não havia chance de alguém se movimentar dentro do armazém.
Tomar cerveja tornou-se, então uma tarefa que podia acabar com a noite de qualquer um que estivesse se divertindo. O Burburinho, que estava cuidando do bar, foi responsável pela via-crucis desnecessária a que todos tinham que se submeter. Primeiro tinha-se que comprar uma ficha, na qual o funcionário do bar escrevia manualmente o seu pedido e rubricava. Então, se você comprasse dez cervejas, tinha que ficar olhando o cara escrever a palavra cerveja em dez fichinhas e depois assinar em todas elas. Isso fez com que a fila pra comprar fichas fosse do balcão do bar até a pista de dança. E pra pegar a cerveja então, só se você estivesse disposto a bater e apanhar, dado o tumulto que se instaurou no balcão e a indiferença dos funcionários do Burburinho, que ficavam calmamente cortando limão ou organizando as fichas numa caixa de papelão.
Tirando esses atropelos, que são comuns aos eventos que crescem descontroladamente da noite pro dia, um ingresso para a Trashdance é investimento com retorno garantido.
williampelomundo@hotmail.com 2:29 PM [+]
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16.10.04
Entrevista com Dj Ladrão
Dj Ladrão antes de botar o povo pra dançar
Um fenômeno musical vem acontecendo em Recife de uns tempos pra cá. É a explosão dos djs. Qualquer motorista que ande com seu case de cdrs dentro do carro pode ser chamado de dj. É claro que no meio de tanta gente querendo aparecer na night uns tinham que se destacar mais que os outros. Seja pelo visual ou seja pela quantidade de amigos influentes, cada um quer ser o dj do momento. Mas, quando o quesito é talento, o buraco é mais embaixo e apenas uns poucos podem realmente ser chamados de dj. E entre esses poucos há um novo nome, que vem tomando de assalto as pickups recifenses. Seu nome é Dj Ladrão. Ele sempre anima a galera antes e depois dos show da banda Vamoz! e sexta-feira passada não foi diferente. Depois de muito insistirmos, conseguimos bater um papo com esse novo rei das pistas bombadas. É esse papo que você lê a seguir:
Primeiramente, conte-nos como foi que você começou sua carreira.
Comecei como todo dj hoje em dia começa: colocando cds no som do meu carro e abrindo as portas pra meus amigos ouvirem. Quando o cd terminava eu ia lá e trocava por outro. Foi assim que eu aprendi como rolar som nas festinhas dos meus amigos.
Você fica nervoso quando encara uma pista cheia?
No começo eu ficava muito. Mas aí eu aprendi com uns amigos dj que é sempre bom andar com um cd mixado do começo ao fim, porque se ficar nervoso é só apertar o play e fingir que é você que tá trocando as músicas. Outra coisa que eu fazia quando era principiante era levar um papel com uma sequencia de músicas anotadas. Aí era só ir olhando qual a próxima música e dar play no cd. Tocar assim, escolhendo na hora que música botar, é muito difícil. Não é todo mundo que se garante.
E quais são as suas fontes de pesquisa musical?
Pesquisa? Eu toco as mesmas músicas toda noite. Se eu não tocar, o povo não me contrata. Ninguém quer ir pra uma festa e só escutar novidades. O povo quer ficar breaco e escutar músicas conhecidas. Então eu faço isso, que dá menos trabalho e eu toco em mais festas.
Quais os seus equipamentos preferidos pra tocar?
Um cd player qualquer tá bom. E basta um só mesmo. Eu vejo por aí tanta gente que se atrapalha com dois cds pra tocar que se só tivesse um seria mais fácil. Quando acaba uma música eu tiro um cd e boto o outro. O povo parece que não se importa muito com o silêncio entre as músicas, porque um monte de dj faz isso e ainda assim eles estão aí tocando em toda festa.
E quais os seu planos para o futuro?
Estou estudando a possibilidade de não ir mais às festas tocar. Eu boto só um cd e vou embora. A minha presença não faz a mínima diferença já que eu só toco as mesmas músicas mesmo. E se eu não for, ainda tem a vantagem de eu não parar as músicas no meio por acidente como eu sempre faço.
Só mais uma pergunta: por que seu nome é Dj Ladrão?
Porque eu roubo o lugar dos djs de verdade e ainda ganho uma graninha pra fazer isso!
williampelomundo@hotmail.com 6:20 PM [+]
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Venho aqui agradecer a todos os parentes e amigos que estiveram presentes ontem no primeiro show da Diversitronica. Agradeço também à Vamoz! e ao Dj Ladrão pelo set incrível que ele fez antes do nosso show e pela entrevista que concedeu a esse site.
williampelomundo@hotmail.com 6:09 PM [+]
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15.10.04
Esses caras do site Recife Rock também são muito gentis.
http://www.reciferock.com.br/not.php?n=552
williampelomundo@hotmail.com 10:14 AM [+]
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13.10.04
Tem gente que não tem o que fazer. E são esses que fazem as coisas mais legais.
http://www.lebonze.co.uk/v2/flash/wallwalk.htm
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Nossos amigos do site Giro Cultural mais uma vez escreveram uma matéria muito bacana sobre alguma coisa que eu faço. Dessa vez foi sobre a minha banda Diversitronica. Vejam lá.
http://giro4.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=2396044&canal=174
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É claro que isso ia acontecer. O show do Pretenders foi adiado e agora anunciaram que vai ter show só de Chrissie Hynde. Ou seja, a véia deve vir só com um violão pra enrolar os bestas. Ou então, conforme eu já havia profetizado nesse mesmo blog, ela vai trazer uns músicos genéricos da night paulistana para acompanhá-la em versões igualmente genéricas de seus clássicos. Tem coisas que realmente não devem ser consumidas após a data de validade. Sem contar que na mesma noite ainda vai ter Charlie Brown Jr. e Pitty, num festival que ainda trará no dia seguinte as intragáveis bandas Capital Inicial e Babado Novo. É muita porcaria pra um fim de semana só. Por falar em porcaria...
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Hugo Montarroyos, do site Recife Rock mandou muito bem na resenha do show da Mombojó no Projeto Seis e Meia:
É impossível não estabelecer algumas comparações entre a última edição do VMB e o fenômeno protagonizado por Mombojó e Jards Macalé no ¿Projeto Seis e Meia¿. Se a festa da MTV foi marcada por representar tudo que existe de mais capenga, falido, chato, desnecessário e horroroso da atual produção pop nacional, o ¿Seis e Meia¿ conseguiu mostrar o outro lado da moeda; juntou o expoente da pós-modernidade representada pelo Mombojó aliado ao ícone da vanguarda brasileira, Jards Macalé. Só a existência dos dois derruba todos os produtos empurrados goela abaixo pela MTV e suas gravadoras de meia tigela que fabricam artistas de talento no mínimo duvidoso(...)
williampelomundo@hotmail.com 9:01 PM [+]
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8.10.04
William também é cultura
Saiu hoje no site Giro Cutural uma coisa sobre animação que fala do desenho As Aventuras Do Menino Não. Vão lá e leiam!
http://giro4.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=2377678&canal=173
williampelomundo@hotmail.com 6:47 PM [+]
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6.10.04
Coisas que eu odeio (parte 2)
DENNY OLLIVEIRA E COISAS DO GÊNERO
Denny Olliveira é o novo contratado da Tv Jornal. Ele tinha um programa em outra emissora, através do qual ajudou a instaurar o circo de horrores da música brega do Pará em Recife. Quando perguntado sobre como seria seu novo programa na nova emissora, ele orgulhou-se de agora também dirigir o programa e poder controlar pessoalmente o que vai ao ar. Resultado: continua tudo a mesma coisa. Concurso de calouros com o incrível maestro(?) Cristiano, atrações de gosto bem duvidoso e toda aquela simpatia de apresentador de circo do interior.
Pior que ter isso diariamente na sua tv é saber que Denny Olliveira não está sozinho na empreitada pelo baixo nível televisivo. Seus concorrentes também apelam para os mesmos expedientes. Acho que nem no Pará essas bandas de brega são tão populares. Acho também que esses caras têm que ter muito ovo pra apresentar essas baixarias com aquele sorriso gigante no rosto.
É claro que há exceções. O programa de Samir Abou Hana, apesar de ser bem tosco, ainda presta algum tipo de utilidade pública. O de Roger não se vende e nem abre as pernas para as baixarias, mesmo que isso torne a periodicidade do programa incerta. Então não tem porque fazer um programa 100% trash, nem muito menos copiar quadros e atrações trash de outros programas.
Mas é aquele lance de pegar o caminho mais curto. Como não existe nada tão ruim que não possa ficar pior, o jeito é ir se preparando para a próxima atração que vai apresentar tudo de ruim que já apresentaram, mas o povão ainda gosta.
williampelomundo@hotmail.com 7:55 PM [+]
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O que é bom dura pouco
Matt Groening anunciou ontem que vai parar de fazer episódios de Os Simpsons em 2009. Quem lê a Bíblia saber que essa é uma das profecias que anunciam o Apocalipse.
williampelomundo@hotmail.com 10:07 AM [+]
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5.10.04
Coisas que eu odeio (parte 1)
AS PESSOAS QUE USAM CAIXAS-ELETRÔNICOS
É sempre a mesma coisa. Toda vez que eu vou ao caixa eletrônico tem sempre alguém na minha frente incapaz de operar uma simples calculadora e que leva dez vezes mais tempo pra realizar qualquer operação, por mais simples que seja. Hoje, por exemplo, havia uma pessoa na minha frente e mais um gordinho usando o caixa. "Dez minutos e já estou com a grana na mão" pensei. Ledo engano.
O gordinho tentou seis vezes tirar dinheiro. Sempre que chegava na tela da senha ele ficava imóvel até o caixa dar a mensagem de tempo esgotado. E assim ele repetia todo o processo, sempre balançando a cabeça negativamente a cada tentativa frustrada. Dezessete minutos depois, ele sai e entra um moleque com caderno embaixo do braço. Este também queria tirar dinheiro, só que de um jeito muito peculiar. Ele sacou R$ 90,00, em quatro operações de R$ 20,00 e uma de R$ 10,00. A minha teoria é que, quando ele viu na tela aquelas opções de valores de saque, nenhuma dizia R$ 90,00 e não leu a que dizia outros valores. Aí ele fracionou o valor que queria de acordo com as opções que a máquina mostrava. E assim se foram mais onze minutos do meu almoço.
Coisas desse tipo acontecem sempre que vou ao caixa eletrônico, principalmente quando há algum velhinho na fila. E sempre -- eu disse sempre -- há alguém que sai do caixa eletrônico frustrado e comenta com as pessoas da fila "não tá saindo dinheiro". Aí eu entro, boto o cartão, a senha e saio com o dinheiro. Já mandei um email pro meu banco sugerindo que, ao se entregar um cartão eletrônico ao cliente, um teste muito simples fosse aplicado para averiguar a destreza da pessoa no manuseio de aparelhos elétricos. Se não passasse no teste, o cliente não teria o direito de usar o caixa eletrônico e sacaria dinheiro nos caixas de banco mesmo, onde há uma pessoa que certamente sabe apertar botões. Até sugeri o teste: o cliente teria 15 segundos pra ligar uma tv usando o controle remoto. Só isso. E, mesmo sendo tão simples, esse teste atestaria que 90% das pessoas ainda não estão preparadas para usar um caixa eletrônico.
williampelomundo@hotmail.com 7:37 PM [+]
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3.10.04
Neblina no topo da pirâmide
Dia desses chegou um convite para ver o Moby no Rio, num evento para os VIPs dos VIPs. Obrigado pela lembrança, mas dispenso o privilégio. Ué, perguntariam alguns, não seria legal poder estar junto a essa casta exclusiva numa festa a que praticamente ninguém no país tem acesso? Eu deveria estar muito feliz e agradecido de ser um dos eleitos.
Mas não. Essas coisas me deixam é chateado, muitas vezes puto. Que mania é essa de trazer artistas que um monte de gente quer ver só para um seleto grupo? Derreto meu vinil raro do Moby de 91 em praça pública se mais da metade da festa em questão estiver ligada em qualquer tipo de música eletrônica ou DJ. Segundo disse a promoter carioca Marilena Cury para a coluna social da Folha na porta da festa: "Moby, para mim, sempre foi a Dick".
E a vinda de Moby, um dos maiores nomes da eletrônica dos anos 90, que deveria estar coberta por algum texto musical-jornalístico, acabou restrita à coluna social da Folha. O set? Não me faça rir. Em meio a Dolabelas e Sebás esse é um detalhe bobo. Fica-se sabendo apenas que o DJ entrou rodeado por seguranças, está depressivo desde o 11/9 e ficou na sala VIP.
Depois tem o Tiga, um nome que lotaria uma boa festa, que freqüentadores do (finado) Susi, Loca, D-Edge, Love e Level gostariam de dançar. Mas esquece, ele vem para uma festa de marca de cigarros, só para um maliing exclusivo. Compartilhando do mesmo entojo elitista estão aquelas "ótimas" festas do Hotel Unique. Ah, claro, algumas dessas são abertas ao público, basta ter o cafofo cobrado na porta para entrar -- sempre preços totalmente condizentes com a realidade socio-econômica do Brasil. Um amigo foi ver algum gringo no Unique dia desses e saiu depois de vinte minutos: a quantidade de pessoas com camisa social e "pullover" jogado por cima dos ombros espantou o coitado, com sua surrada camiseta do Underground Resistance.
E o sonarsounds? Pode ter sido um festival excelente, mas não escapou da síndrome do exclusivismo, não, cobrando preços salgadíssimos. Enquanto isso, a tradicional cota generosa de VIPs certamente deve ter chegado a todas as personalidades e sobrenomes que "importam".
Tem dois problemas que eu vejo que estão no centro dessas coisas. O primeiro é que música e DJs nesses eventos não são mais que brinquedinhos chiques para impressionar os convidados, os tais "formadores de opinião" (a julgar pela indumentária e postura não ficaria surpreso se descobrisse que todos têm a mesma opinião) e fazê-los desejar mais a marca promotora do evento. Não sou contra patrocínio, não, que injetem dinheiro na cena. Mas que entendam que ela só é o que é por ser feita de gente de todo o tipo, de povo, especialmente da enorme massa de anônimos do qual nunca se ouviu falar. O espírito eletrônico é democrático, inclusivo, não o deturpem com esses convescotes jecas onde o destaque nunca é o DJ ou a música, mas a presença de "iluminados" tipo Rodrigo Santoro e Alicinha Cavalcanti.
De novo essa tecla, mas vamos lá... se dependesse do almofadinha de Audi do Unique até hoje estaríamos ouvindo Phil Collins e Mariah Carey. Agora, a galera que foi suar a camisa nas pistas, fazendo da música eletrônica um projeto viável (e agora desejável mercadologicamente) nesse país, tá barrada desses eventos "diferenciados" se não conhecer as pessoas certas.
Chegamos então no outro problema. A maioria da elite local não acredita em democratizar informação e coisas legais. Não é só dinheiro e riquezas que são mal distribuídas no Brasil, informação e cultura também. Revistas legais, livros bons, equipamentos, computadores e softwares de última são caríssimos por serem importados, significando que só uma minoria pode (o novo Apple G5 começa custando 1300 dólares nos EUA; o salário mínimo lá é 1500... preciso falar mais?). Acrescente aí também DJs e shows, alguns cujo ingresso nem o dinheiro pode comprar.
E assim se perpetua a mesma panela que segue vivendo na sua ilha da fantasia "moderna" e glamurosa cercada pela escória desdentada e semi-analfabeta. Ironicamente, agora parte do mundinho quer dançar o funk do morro. Pois não seria legal se o morador do Cantagalo ou do M'Boi Mirim também pudesse conhecer o Kid Koala ou o Tiga?
Camilo Rocha
Camilo Rocha é DJ, produtor musical, jornalista e festeiro profissional.
williampelomundo@hotmail.com 12:40 PM [+]
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30.9.04
Eu só queria votar de vez em quando
Eu hoje estava reparando que mais da metade do caminho entre a minha casa e o trabalho está com asfalto novo. Lugares que eu achava que nunca seriam recapedos agora estão uma maravilha. Me contaram também que coisas boas estão acontecendo nas áreas pobres da cidade. Isso me convenceu que valeria a pena termos eleições pra prefeito todo ano. Tudo bem que a cidade fica toda emporcalhada, mas tudo tem o seu preço. E convenhamos, o horário político gratuito que passa na tv é bem engraçado. E cada candidato poderia se reeleger infinitamente. Ou seja, se for um bom prefeito, fica mais um ano.
Só ia ser um saco ter que votar todo ano. Eu mesmo fui alocado numa zona eleitoral que fica num colégio de estado bem trash que está localizado numa região da cidade onde as pessoas desconhecem a existência de desodorante. Ou pelo menos as que votam lá. Toda eleição eu tenho que perder parte do meu domingo em pé num corredor escuro, abafado e úmido só pra votar.
Quando implementassem esse meu projeto de eleição anual de prefeito podiam também acabar com o voto obrigatório. Eu sempre achei que quem elege as almas sebosas é justamente quem não tá nem aí e volta em qualquer um. Se só votasse quem entende das coisas o panorama político certamente seria outro.
williampelomundo@hotmail.com 8:50 PM [+]
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25.9.04
Sao Paulo e mesmo uma cidadezinha do caralho. Quando voce pensa que ja ta bom demais ter Brian Wilson e Kraftwerk em novembro, vem a Nokia e anuncia Chemical Brothers fazendo live set no dia 20 de outubro. Desse jeito nao tem quem aguente o vai e volta. E melhor ficar logo la de uma vez!
williampelomundo@hotmail.com 7:30 PM [+]
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top 5 coisas que pensei enquanto cortava o cabelo
1. A radio Nova Brasil FM so toca a pior fase da mpb, que e justamente aquela quando todo mundo usava bateria eletronica, DX7 e toneladas de reverbs
2. Deve ser uma merda quando o cara ta cortando o cabelo com maquina e falta luz
3. A abertura do programa Sopa Diario e realmente muito bacana. A trilha e meia boca, mas a animaçao e show de bola
4. Como e que a Mulher Maravilha conseguia achar o jato invisivel dela se ele era invisivel?
5. Como e que a banda Nois 4 vai gravar o cd numa festa no aeroporto com tantos avioes passando e fazendo aquele barulho danado?
williampelomundo@hotmail.com 7:13 PM [+]
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Bourne To Be Wild
A Supremacia Bourne é a continuação de A Indentidade Bourne, só que bem pior. O filme tem tudo que qualquer outra produção milionária do gênero tem, desde perseguições em várias cidades famosas do mundo até música nova de Moby que se parece com qualquer música de Moby. Pra completar, o diretor resolveu trocar o steady cam por um touro mecãnico. As cenas de ação, que seriam as únicas partes capazes de prender a atenção do expectador, acabam virando uma mistura de filme de 007 com A Bruxa De Blair. E a cena melosa do final quando Bourne descobre quem realmente é soa como um remendo para um filme que não sabia como acabar.
williampelomundo@hotmail.com 12:54 AM [+]
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24.9.04
Lendo umas coisas num desses sites de fotos de baladas eu cheguei a uma conclusão que me guiará para o resto de minha vida: falar mal do que já é muito ruim é igual a dar chute em cachorro morto. O cachorro não vai levantar nunca. E por falar em resto de vida, às vésperas de completar trinta anos, resolvi fazer um teste de longevidade que tinha na última revista Veja. Deu que eu vou morrer com 56 anos. Vou começar a me cuidar mais, porque eu já não vi o homem pisar na Lua, então não vou morrer antes do homem pisar em Marte nem a pau.
Parece que dia 15 tem show da Diversitronica com a Vamoz na Ultra. Não imagino como isso será possível, visto que a data já tá em cima, o estúdio tá entupido de trabalho, nossos horários não batem com o de Zé, ainda temos que terminar uma música e preparar todas as versões pro show. Que manda fazer música eletrônica? Eu já devia ter aprendido que sempre quem toma no papeiro é quem programa.
williampelomundo@hotmail.com 8:38 PM [+]
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22.9.04
Amenidades
Parece que ja fazem de sacanagem. Hoje um cara chegou la no estudio pra acertar as datas da gravaçao da banda dele, e assim que ele viu o megafone da gente ele disse que queria gravar com aquilo! E olhe que ele nem le esse blog. E esse periodo de molho e sono desregulado me fez descobrir o quanto o tema de abertura do programa de Didi na Globo e uma chupaçao do tema dos Simpsons. E ate no mesmo tom e no mesmo andamento. Por falar nisso, todo jingle de vereador que escuto e uma versao de alguma musica famosa. Obviamente que ninguem desses caras ta pagando direitos autorais, o que e uma grande filhadaputice. Hoje escutei um que era versao de Laura Pausini em ritmo de brega do Para. O jingle de Silvio Costa filho e uma versao de Felipe Dylon e por ai vai.
Alguem ai viu a foto da perereca de Luana Piovani? Lembro bem de quando Itamar Franco apareceu de maos dadas com aquela modelo e atriz sem calcinha. Na epoca nao havia internet como ha hoje e eu tive que me contentar com uma tarja na perereca da moça. Ja com Piovani foi diferente. Bastou uma rapida busca na internet e la estava a perereca loira sorrindo para a camera. Coitada dessa menina. Tanto tempo nesse meio e ainda sai de casa sem calcinha! E o U2 vai tocar no casamento de Ronaldinho! Eu tava achando que ia ser o maior pagodao. Acho mesmo que ele nem nunca soube o que e U2. Fico feliz em saber que o U2 tambem toca em festinhas de casamento. Eles ate devem fazer um repertorio so com as romanticas, tipo aquele tributo ao U2 que a Sous faz.
williampelomundo@hotmail.com 10:26 PM [+]
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20.9.04
Top 5 coisas que qualquer banda que grava la no estudio quer botar nas musicas
1. Voz de radio, telefone ou megafone
2. Solo de guitarra de tras pra frente
3. Barulho de agulha no vinil ou estalos de vinil
4. Galera grande cantando o refrao de alguma musica
5. Alguma coisinha eletronica, mesmo que a musica seja uma valsa
williampelomundo@hotmail.com 5:09 PM [+]
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O que importa e a beleza interior
Hoje e segunda-feira. Tive uma dor de barriga que começou quinta passada. Tomei remedio e nada. Ai veio sexta-feira e a dor de barriga estava la. Sabado fui ate na praia, tomei cerveja e nada da dor de barriga ir embora. Resolvi dar uma passadinha no hospital depois da praia pra tomar alguma coisa que fizesse a dor passar e eu poder ir a festinha no Forte do Brum. Duas horas depois eu ja estava no quarto do hospital, depois de uma cirurgia para retirada do meu apendice. Estou bacana agora, mas me sinto como se tivesse levado uma peixeirada no bucho.
williampelomundo@hotmail.com 4:51 PM [+]
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16.9.04
O Brasil e seus genios
O artista do momento e Babau do Pandeiro. O cara vai ganhar em breve uma seçao so dele na parte de trash music. Ele e esse sujeito ai da foto, e em suas musicas, todas em ritmo de frevo e executadas num daqueles teclados automaticos, ele instiga o ouvinte a tocar fogo numa cabra, tomar Coca-Cola no Baile Municipal e dar agua a uma galinha. Fiquei ate impressionado quando descobri que as musicas que baixei ja sao do disco Babau do Pandeiro Volume 3. Tudo bem que, vindo de um acara desses, ate que nao seria tao estranho batizar o primeiro disco da carreira como Volume 3, mas prefiro acreditar que ha muito mais da obra de Babau do Pandeiro que eu ainda nao ouvi. Clique na foto e baixe os sucessos.
williampelomundo@hotmail.com 10:41 AM [+]
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10.9.04
Eu ja achava Amarelo Manga um filme bem ruinzinho mesmo, e agora depois de ver a cena de Claudio Assis gritando baixarias quando Hector Babenco foi receber o troféu de melhor diretor do Grande Prêmio TAM do Cinema Brasileiro, por "Carandiru" foi demais. O cara era a bicha louca chapada em pessoa. Esperneou, berrou, chamou Hector Babenco de imbecil filho da puta e ainda mandou a plateia tomar no cu, se foder e ir presa. Na minha opiniao de quem nao sabe muita coisa, eu sempre achei Carandiru infinitamente melhor que Amarelo manga.
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VENDE-SE UM RIM EM PERFEITO ESTADO. TRATAR COM PROPRIETARIO DESSE SITE ATRAVES DE EMAIL. MOTIVO DA VENDA: KRAFTWERK NO TIM FESTIVAL.
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Comecei a tirar o atraso. Cinematografico, diga-se de passagem. Assisti aquele filme da Sophia Copolla, o Lost In Translation. Que fotografia espetacular. Tambem e so isso. No mais, e apenas um filminho feito por mulher para mulheres. Como eu desconfiava que era mesmo.
williampelomundo@hotmail.com 12:25 AM [+]
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6.9.04
Top 10 propostas incríveis do candidato a vereador Vitor Zalma, número 10171
1. Construção de um parque temático ali onde fica a antiga fábrica Tacaruna, que vai se chamar Reino Encantado da Nação Zumbi
2. Volta do Recifolia, dessa vez sendo realizado no Burburinho
3. Limite mínimo de 90% de mulheres bonitas nas praias do Recife
4. Revitalização do canal da Agamenon Magalhães, com instalação de trampolins e banheiros
5. Proibição de gordas com biquini em vias públicas
6. Inversão dos rios Capibaribe e Beberibe, dando novo fluxo ao mau cheiro da cidade
7. Construção de uma via paralela à avenida Boa Viagem, que passaria sobre os arrecifes
8. Feriado municipal toda segunda-feira para que a população possa curtir na paz a festa cubana no Alto do Céu aos domingos
9. Construção de um caranguejo gigante ao lado do obelisco de Brennand
10. Instituição da carona compulsória
williampelomundo@hotmail.com 11:07 AM [+]
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3.9.04
Atolado ate o gogo
Estou quase me sentindo em Londres novamente. Consegui ligar o mac na velox, e ai essa janelinha de escrever os posts pro blog nao aceita acentos. Antes que venham tirar onda, eu sei muito bem acentuar em mac. Para as dezenas de pessoas que me escrevem diariamente perguntando se estou vivo ou se meu leitor desafeto ja me eliminou, a razao do meu sumico e a mesa de sempre: trabalho e gripe ao mesmo tempo. Estou atolado no estudio e todo entupido, mas acho que hoje terei forcas pra ir ao show da Mombojo.
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Eu nunca andei de moto. Minha unica experiencia motorizada sobre duas rodas foi na mobilete de Carlois, e so serviu pra atestar uma das teorias mais antigas que ja elaborei: moto tem duas rodas e foi feita pra cair. Nao adianta discutir, porque um dia ela ganha. Por causa disso Tom Capone agora ta pra produzir o disco solo de Marcelo Frommer. Essas coisas de morrer de repente sao foda, e eu so tinha conversado com o cara uma vez na vida. Mas com tanto malandro armado andando de moto por ai morre logo Tom Capone. Vai entender essas escrotices da vida...
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A empregada da minha casa comprou uma coletanea piratosa chamada As Melhores Do Tunel do Tempo volume 18, compilada por um tal de dj Luciano Silva. O disco traz 28 super sucessos do brega jurassico pre-Reginaldo Rossi. Foi nesse disco que eu descobri que quem canta o sucesso Cofrinho de Amor e um cara chamado Elino Juliao. Vale a pena catar mais coisas desse cara. Em breve coloco essa musica na nossa sessao de Trash Music.
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O disco dos Astronautas chegou finalmente. Ta muito bonito, mas faltou uma informacao no encarte: pitch=+36 e time stretch=200%. Isso e mais que suficiente pra quem ficou curioso.
williampelomundo@hotmail.com 9:49 PM [+]
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30.8.04
Boca maldita
Foi só eu escrever sobre traduções de músicas gringas que um exemplo apareceu da forma mais trash possível. Liguei a tv na novela das sete e escutei Don't Get Me Wrong, do Pretenders em português. Virou Não Me Entenda Mal e o instrumental é pior do que música de videokê. É de dar diarréia até em que não tem cu.
williampelomundo@hotmail.com 8:11 PM [+]
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29.8.04
Eu apostava no Esperanto!
Esse negócio de traduzir letra de música ao pé da letra é a maior roubada. Mas tem gente que realmente se lombra com isso. Agora mesmo está passando no canal Multishow aquele batidíssimo show do Fatboy Slim em Brighton, que inspirou tantas pessoas a ser dj. Só que o Multishow bota legenda em tudo. Aí fica aquele clima de tradução romântica da rádio Caetés.
Essa barreira da língua é uma coisa que eu acho que nunca vai ser superada. Se aquelas músicas fossem realmente em português, tenho certeza de que ninguém ia curtir. Digo isso porque eu fui numas baladas gringas onde sempre rolavam uns houses franceses com vocal em português, e pra quem tava entendendo o que estava sendo cantado, aquilo soava como uma piada.
Mais escroto era ver a gringaiada cantando as músicas em português, num tipo de embromation ao contrário. Lembro de ter visto um disco que tinha uma música chamada Calinda. Quando fui escutar, o que a música dizia na verdade era "sua boca é linda", mas como ninguém sabia português mesmo, todo mundo enrolava e cantava, assim como a galera canta qualquer música em inglês aqui, mesmo sem saber de nada!
williampelomundo@hotmail.com 4:16 PM [+]
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Ok. Não tenho mais paciência para certas coisas. A partir de agora, só amenidades. As coisas não vão mudar mesmo. E quem encher o saco ganha delete!
williampelomundo@hotmail.com 3:47 PM [+]
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21.8.04
O lado ruim pode ser o lado bom
Nunca gostei de política. Sempre achei que todos os políticos fossem iguais e tivessem o mesmo objetivo: enrolar o povão e ganhar muito dinheiro. Ao contrário do que pode-se deduzir, eu gosto do horário eleitoral gratuito que está sendo exibido atualmente na tv. Gosto mais ainda quando é o dia dos cadidatos a vereador dizerem suas propostas. Aí que as figuras mais bizarras aparecem.
Uma visita ao site do Tribunal Superior Eleitoral e descobri que, só em Recife, há 774 candidatos a vereador, que concorrem a apenas 36 vagas na Câmara. Como o horário político tem apenas dois blocos de meia-hora por dia cada vereador, em tese, só teria tempo para dizer o próprio nome ou o próprio número. Sorte que não é assim, senão perderíamos as pérolas da ignorância que fazem do horário político um programa tão divertido.
A lista de nomes dos candidatos publicada pelo TRE no Diário Oficial dá uma dimensão da bizarrice que poderá ser encontrado na propaganda política desse ano. Eis os meus preferidos:
- Ceça Cabeleireira
- Rafa do Lava Jato
- Jane do Perfume
- DJ Pereba
- Menudo do Video Game
- José Laércio, O Blindado
- Belinha Só Love
- Boby Gel
- Neco Promoções
- Meu Jovem
- Silvestre Queijo de Coalha
- Daniel Camioneiro (sic)
- Jesus
- Pelé
- Tieta
- Tiririca
- Manoel Infermeiro (sic)
- Zé Pão Doce
Assim fica muito difícil escolher o candidato que merece o meu voto. Se bem que, pra facilitar um pouco as coisas, alguns desses candidatos podem ter suas candidaturas impugnadas. Qualquer cidadão que tiver alguma coisa contra qualquer candidato pode fazer uma denúncia. Se a coisa for de rocha mesmo, a candidatura do cara vai pro saco.
Aliás, deve ter sido isso que aconteceu com os meus dois candidatos a prefeito preferidos. O primeiro foi Popai, candidato que concorria pelo PT do B. O partido dele resolveu entrar na coligação que está apoiando João Paulo e ele acabou dançando. O outro foi o Conde, que além de cantor da banda Só Brega também era candidato a prefeito, pelo PHS. Soube que a candidatura dele também foi impugnada. Talvez porque, segundo a empregada da minha casa, que é vizinha dele, ele seja conhecido por bater em mulher, apreciar uma branquinha a cada refeição, nunca ter sido casado e ainda assim ter onze herdeiros diretos.
Mais profissional que esse Conde, só mesmo Mussum, que não é candidato (talvez porque já tenha morrido), mas se fosse, certamente teria o meu voto.
williampelomundo@hotmail.com 9:20 PM [+]
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Top 5 coisas que tornam qualquer filme assistível, mesmo que este seja estrelado por Nicholas Cage e Robin Williams
1. Naves espaciais
2. Paradoxo temporal
3. Emulator ou Arp
4. Mulher pelada
5. Edição cronologicamente desordenada
williampelomundo@hotmail.com 3:12 PM [+]
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Resumo da semana
Esse negócio de ter blog é meio escroto. Primeiro porque você escreve coisas e acha que alguém se interessa em ler. Segundo porque às vezes você não tem absolutamente nada a dizer e sabe que sempre tem gente entrando no seu blog atrás de coisa nova. Como já esgotei a minha capacidade de criar top 10 e top 5, vou fazer um resumo da semana, já que esse é o período que estou sem escrever aqui.
SEGUNDA: Depois de dar meu cartão pra Luiz Halley, recebi uma ligação do próprio, me propondo montar uma banda com ele;
TERÇA: Comecei a ler um livro, coisa que eu não fazia há alguns anos. E olhe que isso é um feito inédito, já que: 1) esse livro tem mais de 400 páginas; 2) nesse livro não aparecem as palavras synth, gig ou LFO; 3) só vim descobrir que a história pode acabar em lambança depois de já ter lido 95% das páginas;
QUARTA: Fiz uma coisa que eu não fazia há muito tempo e descobri que, assim como nadar e andar de bicicleta, há outras coisas na vida que não necessitam prática constante;
QUINTA: Teve show do Badminton no Mad Pub e eu não fui. Depois de passar muito tempo achando que devia ter ido, a balada da sexta me provou que não adiantaria de nada estar lá;
SEXTA: Show dos Astronautas no Armazém 14. Acabei de chegar de lá e, apesar de breaco, concluí que: 1) certas coisas nunca vão pra frente; 2) outras também não; 3) as que vão é você que tem que empurrar porque sozinhas elas não saem do lugar;
SÁBADO: Só vai ser sábado mesmo depois que eu acordar. Como de praxe, o meu desjejum será Neosaldina. Vou acordar com a sensação de que não adianta ser canalha com quem já sabe que você não é. Não cola.
williampelomundo@hotmail.com 4:30 AM [+]
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16.8.04
Não estou sozinho
E não é que eu achei uma resenha do show da Eddie e da Mundo Livre que dizia:
(...)O problema todo foi ter que agüentar o repertório "caldo da galinha azul sassaricante" de DJ Lala K até o começo da apresentação do Eddie, que começou já depois das duas da matina(...)
williampelomundo@hotmail.com 10:22 AM [+]
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15.8.04
Luiz Halley existe!
Acima de qualquer expectativa foi a festinha que eu fui no Espaço Usina, ontem à noite. Com o sugestivo título de Pimenta No Orkut Dos Outros É Refresco, a festa tirou de casa (e de outras festas com atrações mais tradicionais) centenas de pessoas, que pareciam estar se divertindo ao som do melhor do pior da música mundial. O cara que tava rolando som demonstrou ser uma autoridade no assunto e fez a pista bombar a noite toda com sucessos que você achava que jamais escutaria novamente. Mas o ápice da noite foi, sem dúvida, a apresentação de Luiz Halley, aquele que é recordista de downloads na nossa sessão de trash music. Ele está com um disco novo, chamado Rio de Jan, mas eu e o resto do público da festa ainda não conhecíamos nenhuma das músicas novas. As músicas que todos esperavam eram mesmo Edileuza, Cães e Rães e Nega Cabeça, que foram cantadas por todos num momento de grande comoção. Luiz Halley chegou vestido de maratonista, com direito a tocha olímpica e tudo, e deixou o palco carregado nos ombros dos fãs ensandescidos. Só acho que da próxima vez deviam arrumar um palco pro pobre do Luiz Halley cantar, já que ele não deve ter nem um metro e meio de altura.
williampelomundo@hotmail.com 4:52 PM [+]
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10.8.04
A culpa é sempre dos pais
Ouvindo o disco de Maria Rita, Leonardo e eu concodamos numa única coisa: ela só é o que é porque a mãe era quem era. A voz dela é apenas parecidinha com a de Elis - falta o vibrato - e um disco morninho e linear como aquele não deve ser difícil de fazer. Os músicos são bons, sim, mas eu tenho certeza que se outra cantora gravasse um disco igualzinho e não fosse filha de uma cantora famosa a coisa não teria chegado onde chegou. E convenhamos, há umas faixas bem manjadinhas ali.
williampelomundo@hotmail.com 10:10 PM [+]
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9.8.04
Vivendo e aprendendo
Às vésperas de completar 30 anos, estou prestes a resolver um grande enigma da humanidade que me acompanha desde tenra idade: como acabam os jogos de Atari. Instalei um emulador de Atari que roda lindo no meu laptop e que me permite salvar o jogo em qualquer momento. Desde esse dia, tenho passado meus momentos ociosos jogando River Raid e Pitfall, mas até o momento não há nem sinal de um final. O que acontece - e é o que eu desconfiava que acontecia - é que o jogo vai ficando cada vez mais difícil de jogar. River Raid, por exemplo, não muda em nada, exceto pelo fato de que só há um negocinho de combustível a cada dois trechos daqueles entre as pontes. O que significa que aquela manha de jogar com o avìão devagarzinho já não funciona mais, já que o avião consome a mesma quantidade de combustível voando rápido ou devagar. Pitfall então, está muito mais difícil. Apesar de ter um tempo fixo de 20 minutos por partida, a quantidade de troncos de árvore que vêm rolando ao mesmo tempo em que o chão se abre tá me tirando a paciência. Tentei aplicar o mesmo método com Pacman, mas depois da 12ª fase, não dá tempo de fugir pra nenhum lado que os fantasminhas já dào uma encostada.
williampelomundo@hotmail.com 10:09 PM [+]
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Fui e não gostei
Hoje eu conheci o que deve ser o lugar mais insuportável de todo o Recife: o bar Conselheiro. O lugar é uma grande vitrine, dentro da qual as pessoas que querem ser vistas circulam de um lado pro outro se empurrando e se acotovelando por entre as mesas. Mesmo nesse ambiente caótico, todas as pessoas ali presentes pareciam muito felizes com seus passinhos de dança e suas doses de bebida. Os rapazes marombados cheiravam lança perfume alegremente enquanto as garotas exibiam os artifícios cosméticos que as tornam mais desejáveis. A música é r'n'b ultra pop, desnecessariamente alta, já que não há espaço pra ninguém dançar mesmo. E o atendimento, então, é uma droga, graças à má vontade dos garçons e à falta de espaço para eles circularem. Só há um ponto positivo em lugares como o Conselheiro: manter aquele público longe dos lugares legais.
williampelomundo@hotmail.com 12:46 AM [+]
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7.8.04
Disque L para ladronagem
Acho que todo mundo tá sabendo que vai ter show dos Pretenders aqui em Recife, no próximo dia 2 de setembro. Ao contrário do anunciado e cancelado show do Pet Shop Boys, acho que esse rola sem problemas. Afinal, Crissie Hynde até comprou um apartamento em São Paulo, tamanha a freqüência com que ela vem ao Brasil. Aí, ela já estando por aqui, tudo fica mais fácil. Acho até que vai rolar alguma ladronagem do tipo só vir ela mesmo da formação original dos Pretenders e o resto da banda ser de músicos de barzinho de São Paulo. De qualquer forma, eu vou.
williampelomundo@hotmail.com 9:39 PM [+]
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6.8.04
Vai roubar a mãe!
Uma vez eu fiz a assinatura da minha revista preferida, que se chama Future Music. Essa revista é meio cara e, como é publicada na Inglaterra, o preço assinatura fica especialmente salgado pra quem mora a 10.000 Km de distância e recebe em reais. Para vocês terem uma idéia, eu quando morava em Londres pagava menos de 5 libras em cada exemplar, o que em dinheiro de hoje dá uns R$ 27,00. Assinando essa revista, o exemplar chegava à minha porta aqui em Recife por uns R$ 37,00. Mas a assinatura acabou e eu fiquei pirangando pra renovar. Imaginem que hoje eu vi essa revista pra vender lá na Livraria Cultura. Sabe quanto? R$ 69,00! Não costumo chiar com o preço de livros e revistas, já que eu acabo sempre morrendo nos importados mesmo, mas 70 paus numa revista que não custaria nem 40 se eu assinasse é uma avacalhação. O impressionante é que o preço de outras revistas lá na Livraria Cultura é bem justo, considerando-se a defasagem da nossa moeda e os custos de transporte e tal. Mas vai roubar a tua mãe, Livraria Cultura.
williampelomundo@hotmail.com 8:23 PM [+]
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A cidade ferve
O lugar onde você fica mais por dentro do que tá acontecendo na cidade é o banheiro do Anjo Solto. É tanta informação colada nas paredes que dá quase pra esquecer o que você foi fazer ali dentro. Duas long necks e eu fiquei sabendo que no dia 14, lá no Usina, tem show de Luiz Halley e Wando Cover. Mais outra long neck e vi que no mesmo dia ainda tem mais uma edição da festa Deejays de Padaria, ali perto do Downtown, com os mesmos djs de sempre, talvez mudando um ou outro. Depois de mais duas long necks eu vi um terceiro cartaz que anunciava uma festa, mas aí já tava tudo embaralhado mesmo e não deu pra lembrar de nada. Só lembro que era vermelho.
williampelomundo@hotmail.com 9:52 AM [+]
Meta o pau:
5.8.04
Desfodeu
Agora são 9h15 da manhã da quinta-feira. Meus amigos do Orkut reapareceram. Ufa! Pensei que eu tinha feito alguma cagada e eles haviam resolvido me abandonar, todos de uma vez.
williampelomundo@hotmail.com 9:14 AM [+]
Meta o pau:
4.8.04
Fodeu a tabaca
Agora são 23h44 do dia 4 de agosto e acabo de ver que todos os meus amigos do Orkut desapareceram!
williampelomundo@hotmail.com 11:43 PM [+]
Meta o pau:
A urucubaca passou
Depois de muito tempo se ver um filme que preste, finalmente me deparei com um dilema à porta do cinema. Aliás, tudo foi muito confuso. Fazia muito tempo que eu não precisava escolher um filme na frente do cinema, tão ruins eram as opcões que me aguardavam nas últimas vezes que fui. Mas ontem havia uns três ou quatro filmes que eu assistiria na boa. Um único nome me fez decidir sem pensar duas vezes: Michel Gondry. O cara é o diretor dos meus videoclipes preferidos, e eu já estava curioso pra saber como era o filme que ele estava dirigindo. Assim, optei por assistir Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças.
O filme é tão bom que eu nem me importei com o som ruim ou com todas as manchas e fios de cabelo que pipocam freneticamente durante a exibição. O filme conta a história de um cara que descobre que a mina que ele namorava fez um tratamento para apagar da memória todas as lembranças que tinha com ele. Ele fica tão puto que resolve se submeter ao mesmo tratamento. Só que, durante a apagação, ele resolve que não quer mais esquecer da moça. E aí o filme fica melhor ainda. O cara sai como um doido fugindo com a mina de memória em memória pra ver se ela escapa do processo de limpeza cerebral. Eu antigamente costumava contar o filme até o fim, mas nesse aqui o fim nem importa tanto assim.
Aliás, quem se submete a esse tratamento de apagação de memória não se lembra, obviamente, que passou por esse processo. Senão seria muito doido. O cara saberia que teve a mente apagada mas não saberia o que apagaram. Já me senti assim uma época dessas que eu misturava uísque com Red Bull. Mas se o uísque com Red Bull não tivesse apagado as coisas que apagou, eu certamente faria um tratamento desses aí do filme.
williampelomundo@hotmail.com 11:42 PM [+]
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3.8.04
Roletrando
A palavra do momento é "nada".
williampelomundo@hotmail.com 1:21 PM [+]
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25.7.04
Mais um post que não interessa a quase ninguém
Para que você entenda esse post, é preciso antes que eu explique umas coisas. BPM é uma sigla que significa beats per minute e indica o número de batidas que há numa música a cada minuto de sua duração. MP3 é um formato de compactação de arquivos de áudio que permite que eles fiquem relativamente pequenos e ainda assim preservem a qualidade original. Traktor é um programa para djs que permite misturar um mp3 com o outro como se fossem dois vinis. As pessoas capazes de misturar uma música no ritmo certo com a outra conseguem manter as pistas de dança cheias por horas a fio e são chamadas de bons djs. Aqueles que misturam qualquer coisa com coisa nenhuma e fica parecendo uma batucada sem sentido são os péssimos djs.
O ponto é que eu achei uns cds de mp3 com um monte de porcaria que eu tinha gravado. Aí coloquei esses mp3 no laptop e mandei o Traktor organizar os arquivos por ordem de bpm. Assim, as músicas com velocidades semelhantes ficariam juntas umas das outras, indicando que poderiam ser misturadas no ritmo e fazer a alegria das pistas de dança.
Aí é que vem a parte mais engraçada (pelo menos pra mim). Através desse processo, descobri que dá pra misturar Billie Jean, de Michael Jackson com Vem Fazer Glu Glu, de Sérgio Malandro. Ou misturar Pump Up The Jam, do Technotronic com Sandra Rosa Madalena, de Sidney Magal. Outras que ficaram muito boas misturadas foram No Hospital, de Amado Batista com Love Missile F1-11 do Sigue Sigue Sputnik e Vá Pra Cadeia, de Carlos Alexandre com Clocks do Coldplay.
williampelomundo@hotmail.com 1:33 AM [+]
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22.7.04
Luiz Halley que se cuide
Já está no ar a música nova da Diversitronica. Ela se chama Softcore Modules e é uma música para se ouvir agarradinho. Tá no site da Trama Virtual, para quem se interessar.
williampelomundo@hotmail.com 11:15 PM [+]
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21.7.04
As coisas que prestam, prestam muito
Depois de rir e me impressionar com as (in)capacidades musicais de Luiz Halley, resolvi escutar um disco de uma banda que eu achei no Soulseek e que se chama Keane. Na primeira nota já dá pra sacar que eles são lá do Reino Unido, o que já é mai de meio caminho andado pra uma banda de rock ser boa. Mais sensacional ainda é que a banda só tem baixo, piano, uns teclados loucos e voz. E é rock. Aliás, para quê cordas? Para ter que ficar afinando o tempo todo? Se bem que piano tem corda e que meu Micromoog desafinava, mas deixa pra lá. O que importa é que a banda é sensacional e, em certos momentos, lembra outras bandas legais, como Echo & The Bunnyman, Coldplay, Travis...
williampelomundo@hotmail.com 11:59 AM [+]
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O sentido das coisas
Uma das coisas mais certas que eu aprendi com a minha extinta banda Máquinas Na Pista é que não há nada no mundo tão ruim que não possa ficar ainda pior. Para as coisas melhorarem sempre é preciso um esforço decomunal, mas para piorarem, basta você dar uma relaxada e deixar rolar. E essa máxima se aplica a diversos setores da minha vida, incluindo a música. A cada dia que se passa eu tenho mais certeza de que sempre existirá algo muito pior do que eu já considero o pior.
Terça passada, antes do ensaio, coloquei as mãos no que é, sem dúvida, um dos piores cds que já ouvi na minha vida. Sorte que é daqueles que, de tão ruim, são geniais, Estou falando da obra de Luiz Halley, um cantor da noite de Olinda que musicou suas poesias e lançou o cd Pássaro Olinbento. Não me perguntem o que é Olinbento porque no cd não há explicação.
Aliás, tudo no cd do cara é inexplicável. Como eu estou cada vez pior no que se refere ao emprego dos adjetivos, prefiro colocar no ar três das melhores obras de Luiz Halley, para que você, leitor, tire suas próprias conclusões.
Então vá à nossa sessão de links ou lá no topo da página e clique em Luiz Halley para entender o que estou dizendo.
williampelomundo@hotmail.com 9:44 AM [+]
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18.7.04
Acima de 4Khz já era
Eu gosto de música eletrônica. Isso é fato. E ontem fui ao Recife Beats, claro. Recife Beats acontece todo ano e, por bem ou por mal, traz uma galera boa pra tocar aqui. Quem vai a um negócio desses achando que vai se divertir com todos os djs do começo ao fim pode sair bem frustrado, ou então toma uma bala e acha tudo uma maravilha. A verdade é que o som não estava lá essas coisas - como sempre - e a luz era uma piada - como sempre - mas um line-up que traz Renato Cohen, Anderson Noise e Maumau, todos bem inspirados, já salva grande parte da noite.
Quando cheguei lá, por volta de uma da manhã, a impressão que tive foi de que havia uma promoção de férias no Mirabilândia, onde a garotada brincava no parque à tarde e iria ao Recife Beats com o mesmo passaporte à noite. Realmente vi uma pirralhada danada, mas isso tá virando lugar comum nesse tipo de evento. Muitas músicas boas, algumas até bem manjadas mas tocadas na hora certa e um povo meio estranho, com cara de primeira vez foram as coisas que mais me chamaram a atenção.
A julgar pelo tamanho que o evento está tomando e os nomes que estão vindo todo ano, um pouco mais de infra-estrutura não iria mal. Mas eu cheguei achando nada e me diverti pra burro. De cara. Estou meio surdo, é verdade. Mas até que domingo é um dia legal pra se ficar surdo.
williampelomundo@hotmail.com 3:28 PM [+]
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15.7.04
De muito bom gosto o trabalho desevolvido por Felipe Badminton, que lista o perfil dos grandes idiotas da humanidade. O cara só dá dentro e passa a ficha de gente como Silvinho Blau-blau e Rafael Ilha. Vá até a nossa sessão de links e clique em Guitar Grinder para ter acesso a esse indispensável tratado da cultura pop.
williampelomundo@hotmail.com 1:05 PM [+]
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13.7.04
Ainda não vai ser agora que conseguirei escrever um novo texto. Pelo menos um que interesse a alguém que não passe o dia dentro de um estúdio.
williampelomundo@hotmail.com 9:39 PM [+]
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9.7.04
Mas amei vocêêêê
Vou contar aqui uma coisa que andei observando. Na MTV há um programa chamado Disk MTV, que teoricamente exibe os clipes mais pedidos através de telefonemas ou emails. Imagino que um clipe entra nesse programa depois de aparecer em algum outro lugar e aí o povo se toca e pede. Então, é de se estranhar que um clipe de um artista que ninguém sabe quem é e que está lançando a sua primeira música entre numa parada dessas já na frente dos outros clipes que já estavam no chart.
Uma semana dessas aí eu liguei a tv do estúdio no Disk MTV. Era segunda-feira, e, depois de uma penca de artistas já assíduos freqüentadores da emissora, apareceu um clipe estreando em sexta posição. Era Jay Vaquer. Quem? Jay Vaquer! Eu não sabia nada sobre esse cara. Só que ele estreou um clipe na sexta posição, o que significa que -- em tese -- as pessoas votaram no clipe dele, mesmo sem nem saber quem era. No clipe ele se apresenta como uma mistura de Jack White e Jesus Cristo. Faz cara de maluco sarcástico e repete dezenas de vezes a frase "mais amei vocêêêê". Nos dias seguintes ele pulou para terceiro e depois primeiro lugar na parada da MTV.
Estou desconfiado que ali rolou um jabá do brabo!
williampelomundo@hotmail.com 8:34 AM [+]
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Sem muita conversa mole
A nova música do projeto Diversitronica já está no ar no site da Trama Virtual. A melodia atende pelo nome de Cicarelli e é uma música para se ouvir a dois e dançar agarradinho.
williampelomundo@hotmail.com 8:22 AM [+]
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5.7.04
Ken Park é o caralho
Dando continuidade à minha maré de má sorte cinematográfica, fui ao cinema da fundação assistir a Ken Park. Dois motivos me fizeram assistir a esse filme. Primeiro, eu gostei de Kids na época que foi lançado, mas não sei se teria gostado hoje em dia. Segundo, me contaram que a putaria comia solta no filme, o que torna qualquer filme passível de ser assistido.
Bem, a putaria é meia-boca, a história -- se é que há alguma -- não tem nem pé nem cabeça e há personagens que poderiam sumir do filme que não faria nenhuma diferença. Fica evidente que o diretor usou todas as suas armas pra chocar a audiência, desde a família americana trash com o pai desempregado, pseudo-machão e cachaceiro, a mãe grávida cachaceira e tabagista e o filho maconheiro, skatista e meio gay até closes de um adolescente batendo punheta. Ou a seqüência final, quando a filha de um fanático religioso trepa explicitamente com dois maloqueiros, enquanto uma voz em off fala umas besteiras.
Talvez o filme tenha sido alternativo demais pra eu entender. Ou talvez seja uma droga mesmo.
williampelomundo@hotmail.com 10:46 PM [+]
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3.7.04
Diversitronica
É isso mesmo. Diversitronica é o nome da minha nova banda, da qual também participam Zé e Leonardo. O primeiro sucesso já está disponível no site Trama Virtual. Mesmo que você não esteja interessado na música, vale a pena dar uma passadinha lá só pela linda foto que ornamenta a nossa página. Amanhã eu coloco o mp3 aqui também.
williampelomundo@hotmail.com 10:40 PM [+]
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2.7.04
Pelé é o caralho
Fui ver o documentário sobre Pelé. É uma bosta. A edição até que tem umas coisas interessantes, mas no geral, é uma merda mesmo. Não tem nenhum valor como documentário. É só um monte de gente babando o ovo dele enquanto passa uma cacetada de gols na tela. Tem também uma recriação de um gol através de computação gráfica que, de tão mal feita, é quase um jogo de atari. Vida londa aos gols de Pelé. O resto pode jogar fora que não interessa a ninguém mesmo!
williampelomundo@hotmail.com 8:33 AM [+]
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1.7.04
Dessa vez é de rocha
Prometo que vou parar de falar de As 14 Mais. Mas é que tanta gente lê esse site e pergunta sobre as músicas que eu resolvi botar logo no ar os maiores sucessos de As 14 Mais. É só ir ali em cima ou em nossa sessão de links e clicar em As 14 Mais. Aí outra janela se abrirá e você poderá escolher as músicas que deseja ouvir.
williampelomundo@hotmail.com 12:23 AM [+]
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26.6.04
Top 5 coisas absurdas que eu pensava quando era criança
1. Eu achava que a expressão "centro da cidade" vinha do fato de lá pelas lojas do centro da cidade haver uma vitrine com um centro desses de botar na sala de casa;
2. Eu achava que todo o cabelo das pessoas já existia enrolado dentro de cabeça e ia saindo com o passar do tempo. Eu não achava que os pentelhos ficavam dentro do saco porque nessa éopca eu não tinha pentelhos;
3. Eu achava que a expressão "lua cheia" existia porque a lua era cheia de alguma coisa. E na minha cabeça essas coisas eram tesouros daqueles que os reis tinham nos contos de fada;
4. Eu sempre entendia as letras das músicas do jeito que eu escutava, sem ligar pra o fato de as palavras existirem ou não. Então a mulher que aparece em Atire O Pau No Gato se chamava dona Chica de Mirô, já que a música era "dona Chica-ca, de mirô-se-se, com o berrô...". E eu nem imaginava o que danado era berrô. Mas isso não importava;
5. Eu achava que os ônibus elétricos andavam pendurados nos fios.
williampelomundo@hotmail.com 4:01 PM [+]
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25.6.04
Alguma coisa está bem errada
Aprendi na escola que a matemática é uma verdade absoluta e universal. E que menos com menos dá mais. Ontem tive a prova irrefutável de que que, além da matemática não ser uma verdade absoluta, menos com menos pode dar menos ainda.
Ontem resolvi ir ao cinema ver Tróia. Esse é o primeiro menos da equação, pois o filme é uma droga. O filme foi exibido no cinema Recife 2, e esse é o outro menos da equação. A cópia era uma bosta, cheia de bolinhas pretas piscando freneticamente por toda a tela, a fita não parava de tremer e o som, que supostamente deveria estar bem distribuído pela sala, era baixo e só vinha da frente. Se com todas essas cagadas técnicas um filme bom se tornaria difícil de ser assistido, o que dizer de Tróia?
A história é aquela que todo mundo já sabe, só que o filme não passa de mais um caça-níqueis hollywoodiano. Tem todo o tipo de cena besta que se pode esperar de um filme desses, as seqüências de batalha não prendem a atenção e ainda tem aqueles takes de close com a imagem em câmera lenta quando Brad Pitt fala alguma coisa importante.
Pior que isso só mesmo passar as três horas de filme ao lado de uma mulher que sussurrou todas as legendas para o companheiro, comentou o filme com frases do tipo "vige, esse cara só fez merda o filme todo" e ficou frustrada porque Brad Pitt morre no final, como se ninguém soubesse que isso aconteceria. Queria saber se ela também esperava que Cristo terminasse vivo no filme de Mel Gibson.
williampelomundo@hotmail.com 2:32 PM [+]
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21.6.04
Telecurso 1º Grau
Ainda tem gente que me pergunta o que é Segunda Azul ou como faz pra ouvir. Então, aí vai uma rápida explicação para acabar de vez com as dúvidas:
1. Segunda Azul nada mais é que uma versão em português de Blue Monday, do New Order, que eu fiz com Leo e Zé Guilherme para atestar a teoria que diz que nenhuma música, por melhor que seja, resiste a uma tradução;
2. Para escutar Segunda Azul, é só clicar com o BOTÃO DIREITO no link SEGUNDA AZUL que tem lá em cima do site e escolher SALVAR DESTINO COMO. Se você usa Mac, então você é inteligente o suficiente para saber o que fazer;
3. Se o link não funcionar, tente mais tarde. O provedor no qual o arquivo MP3 está hospedado é meio fuleiro. Em breve estarei testando um provedor mais confiável;
4. O mesmo processo pode ser aplicado pelas pessoas que ainda não conseguiram assistir ao desenho animado As Aventuras do Menino Chamado Não. Óbvio que aí você tem que clicar em As Aventuras do Menino Chamado Não, mas o resto de processo é igual.
williampelomundo@hotmail.com 10:47 PM [+]
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20.6.04
williampelomundo@hotmail.com 11:28 PM [+]
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1+1=1
Gosto muito quando algum ser superior junta duas coisas boas e cria alguma coisa ainda melhor. Foi assim com várias coisas que gosto mas não lembro agora. Ontem eu descobri que um cara juntou o clássico jogo Street Fighter com o seriado Chaves e criou o impagável Street Chaves. Já baixei e roda beleza até no mais antigo dos pcs. No jogo, você escolhe um personagem da vila do Chaves e sai dando porrada em todo mundo, nos cenários clássicos do seriado. O cara ainda criou o sucesso Super Magro World, onde Seu Madruga aparece dando uma de Super Mario naquele mundo engraçado de tartaruguinhas e dinossaurozinhos. É só ir lá nos links e clicar em Street Chaves.
williampelomundo@hotmail.com 10:57 PM [+]
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Um pouco mais sobre As 14 Mais
Não gosto de escrever coisas que só algumas pessoas entendem e outras ficam viajando. Mas isso acontece de vez em quando e quando vejo, já foi. O último top 5 foi um exemplo disso. Só quem já foi lá no estúdio é que sabe o que danado é As 14 Mais. Alguns podem até deduzir o que seja, mas nunca terão uma visão à altura do que realmente é.
As 14 Mais é um disco lançado ainda em vinil lá pelo comecinho dos anos 70, por uma gravadora lá da Rua do Hospício chamada NBC Discos. Naquela época, os discos de vinil eram produzidos aqui mesmo em Recife, o que tornava possível o lançamento de vários LPs de artistas locais sem a dependência de uma gravadora maior. Assim, é possível encontrar nos sebos de vinil várias pérolas da música local daquela época, e As 14 Mais é uma delas.
Trazendo 14 faixas de artistas recifenses, As 14 Mais prima pela falta de afinação, entrosamento, técnica ou qualquer outro predicado que torne um produto ao menos aceitável. Alguns cantores até que se salvam, mas a maioria é mesmo ruim de doer. Isso tudo, junto com a variedade de ritmos e temas, faz de As 14 Mais um disco impressionantemente ruim e ao mesmo tempo engraçado.
Ouvi dizer que o técnico que gravou esse disco trabalha hoje no Conservatório. E que um dos cantores é vizinho de um sanfoneiro que apareceu lá no estúdio um dia desses. Queria saber que outros incríveis títulos teria o catálogo da extinta NBC Discos. Já que estou sem espaço pra colocar As 14 Mais em mp3, sugiro que quem estiver interessado entre em contato com um distribuidor autorizado de As 14 Mais. Eu sou um deles, Zé Guilherme é outro, Zaion também...
williampelomundo@hotmail.com 10:55 PM [+]
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Top 5 razões que fazem de As 14 Mais um disco indispensável
1. Ninguém sabe cantar, mas também ninguém parece se importar com isso
2. Ninguém sabe tocar, mas isso é irrelevante
3. Os piores cantores são justamente os que cantam em mais de uma faixa do disco
4. Os cantores e músicos certamente só se conheceram quando a luz do rec já tava acesa
5. Por quê cantar em inglês se você nem ao menos sabe falar português?
williampelomundo@hotmail.com 10:54 PM [+]
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Top 5 artistas bizarros com quem já dividi palco
Palhaço Chocolate
Kelly Key
Banda Beijo
Uma sapateadora de Fortaleza
O faxineiro da academia Performance
williampelomundo@hotmail.com 10:49 PM [+]
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Top 5 coisas que eu já vi botarem num mictório para amenizar o cheiro de urina
1. Naftalina
2. Limão
3. Gelo
4. Aquelas rosquinhas que ficam penduradas na beira da privada
5. Carvão
williampelomundo@hotmail.com 10:48 PM [+]
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A culpa é minha
Pelo menos uma coisa eu tenho em comum com o nosso presidente. Também aprecio um uisquinho de vez em quando. Na maioria dos registros em vídeo da minha finada banda eu sempre apareço com o copo na mão. Até desenvolvi uma técnica que me permitia tocar com a mão direita e deixar a esquerda livre pra segurar o copo. Não vejo problema em aparecer em público bebendo, nem mesmo para o presidente. Lembrei desse assunto ao descobrir que, na última edição do programa humorístico Saturday Night Live, que vai ao ar nos Estados Unidos pela rede NBC, o nosso presidente pinguço foi alvo de quase três minutos de piadas. O pior é que todas foram engraçadas.
No já famoso quadro Weekend Update, o comediante Jimmy Fellon apareceu com um copo de uísque na mão listando as coisas que você deve fazer se for o presidente do Brasil. A lista incluía beber três garrafas de uísque por dia, fichar estrangeiros para que eles não roubem sua cachaça e expulsar do país quem te denunciar para o A.A. Fellon terminou o seu monólogo dizendo que mesmo que você perca algumas eleições, "keep walking", numa clara alusão ao slogan do meu uísque preferido.
williampelomundo@hotmail.com 10:46 PM [+]
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Top 5 frases que você ouve antes de morrer
1. Atravessa agora que dá
2. Pode trocar a temperatura do chuveiro enquanto toma banho
3. Fica tranqüilo que ele não morde
4. Nunca pensei que fosse tão fácil fazer sushi
5. Carteira, relógio e celular
williampelomundo@hotmail.com 10:39 PM [+]
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Here is Jhonny
Os caras da Angry Aliens mais uma vez se superaram. Depois da sensacional versão de O Exorcista, reencenada por coelhinhos e em apenas 30 segundos, eles agora lançaram a versão de O Iluminado, no mesmo formato e com os mesmos atores. Vá na nossa sessão de links e visite o site da Angry Alien.
williampelomundo@hotmail.com 10:39 PM [+]
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Todo mundo animado
Atendendo a milhares de pedidos, estou colocando no ar o primeiro e único episódio do desenho animado que eu fiz e que se chama As Aventuras Do Menino Chamado Não. Não é todo mundo que vai entender a piada, mas vale a pena fazer o download do filme e assistir. O formato é MOV, então é bom que o seu computador tenha Quicktime, senão não vai rolar. Vá agora mesmo na nossa sessão de links, clique em As Aventuras Do Menino Chamado Não e veja a obra-prima da animação, que tem apenas um minuto e meio, mas consumiu uns dois meses de trabalho.
williampelomundo@hotmail.com 10:38 PM [+]
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Otto roots
Se você gosta das coisas que Otto faz, então você tem que conhecer Daminhão Experiença. Esse sujeito é um rastafari cantor que vive pelas ruas do Rio de Janeiro. Ao contrário de Otto, que se faz de doido, Daminhão Experiença é doido mesmo, e aí a música dele acaba soando mais autêntica. Vá na nossa seção de links e clique em Daminhão Experiença para ter contato com a vida e a obra desse músico de rua carioca.
williampelomundo@hotmail.com 10:26 PM [+]
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Censo 2004
É impressionante a quantidade de gente que têm a palavra rola como sobrenome em Fortaleza. É só procurar por rola no Bob Flash e ver quantas fotos aparecem.
williampelomundo@hotmail.com 10:25 PM [+]
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Uma câmera na mão e nenhuma idéia na cabeça
Será que eu só me lembro das coisas ruins que vejo ou a produção publicitária local tá de mal a pior? Alguém aí já viu um vt de uma concessionária Ford chamada America, onde aparece um cara com uma almofada embaixo da roupa e uma barba pintada com hidrocor tentanto se passar pelo personagem São Nunca, dos comerciais nacionais da Ford? E aquele outro da Rádio Recife, que mostra um casal recém-casado chegando à lua-de-mel, aí o cara deita ao lado da mulher, que pega um rádio e liga na Rádio Recife? Trash total. Sempre achei que má publicidade é uma das formas de pilantragem mais descaradas, porque resume-se a gastar um dinheiro que não é seu. Ou a convencer uma pessoa a jogar dinheiro fora. Seja como for, ultimamente estou sentindo falta daqueles comercias das Casas Zé Araújo. Ali sim era dinheiro bem empregado. Quem viu, se lembra até hoje.
williampelomundo@hotmail.com 10:23 PM [+]
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Pra quê pensar se temos computadores?
Continuando a minha árdua saga em busca de um nome para a minha nova banda, descobri que na internet há diversos tipos de geradores de nomes. Todos funcionam mais ou menos da mesma forma, e o que os diferenciam é a temática sob a qual o nome será gerado. O primeiro que eu achei foi o Smurf Name Generator. Não que eu esteja procurando um nome de Smurf, mas fui lá ver qual era. Depois de colocar meu nome e meu sobrenome, o site disse que o meu nome de Smurf era "Heterossexual Smurf". Ok, é um nome legal, mas como eu não achei nenhuma relação sintática com as letras do meu nome, testei também com o nome do nosso estimado prefeito João Paulo e saiu Futzy Smurf. Quem souber o que isso significa, favor postar um comentário no final desse texto.
Aplicando o mesmo processo em outros sites, descobri que o meu nome de hobbit é Camellia Overhill of Rushy, o meu nome jedi é Paiwi Ferec e o meu nome de cyborg é W.I.L.L.I.A.M.: Wireless Intelligent Lifeform Limited to Infiltration and Accurate Mathematics. Há um site onde você coloca o seu nome de branco e ele te dá um nome de africano (no meu caso, Sheetswa), um que te dá um nome de gansta (Heavy Nutz da Mule Robba) e até site que dá o nome de fada (Petal Icedancer).
Já os geradores de nome de banda não me deram nenhuma opção que agradasse. Eram só palavras desconexas apanhadas aleatoriamente num dicionário qualquer. Amanhã eu vou sair perguntando às pessoas que moram nas ruas se elas têm alguma sugestão.
williampelomundo@hotmail.com 10:22 PM [+]
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Top 10 artistas que faziam muito sucesso em Londres e bem que podiam fazer muito sucesso aqui também
1. The Strokes
2. Goldfrapp
3. Sigur Ros
4. Radiohead
5. Feeder
6. Snow Patrol
7. Franz Ferdinand
8. Jet
9. Muse
10. White Stripes
williampelomundo@hotmail.com 10:21 PM [+]
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Top 10 artistas que faziam muito sucesso em Londres e que eu detestaria ver fazendo muito sucesso no Brasil
1. The Darkness
2. Kevin Little
3. Sean Paul
4. Kellis
5. Atomic Kitten
6. Fatman Scoop
7. Black Eyed Pea
8. Outkast
9. Sugababes
10. Kylie Minogue
williampelomundo@hotmail.com 10:18 PM [+]
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Embuste eletrônico
Por Guilherme Coube
A apresentação de John Carter e Fatboy Slim, em março, nas areias do Rio foi uma caricatura de como anda a música eletrônica no Brasil. Alheios ao que saía das caixas de som, 150 mil mortais se acotovelavam para conseguir um brinde da marca patrocinadora. Enquanto isso, uma área vip com 4 mil convidados vestindo camisetas laranjas roubou a parte nobre da pista. Para eles, o evento era o máximo. Entre eles estavam aqueles que se dizem formadores de opinião e pais de uma suposta cena. Cena? Se houvesse cena, a produção nacional seria efervescente, o público seria exigente e a imprensa saberia informar e criticar. E isso não acontece. O que faz então essa gente que respira música eletrônica e que diz levar tudo muito a sério? Além de bater ponto em colunas sociais e trocar seus reinos por um convite vip, essa gente (que poderia ajudar) só atrapalha. Protegidos pela impenetrável áurea de desbravadores, nossos bandeirantes da eletrônica se acomodaram em suas popularidades de bairro e compactuaram com a transformação da música eletrônica em um fenômeno mercadológico no Brasil.
A pista brasileira é musicalmente imatura e desinformada. O ecstasy, as roupas e o comportamento chegaram ao Brasil muito antes e com muito mais força que a música e seu significado. Basta ver o que é realmente consumido por essa tribo: celulares, energéticos, pirulitos e jeans. Música, informação e crítica originais, zero. Empresas de bens de consumo identificaram aí uma oportunidade e criaram um nicho de mercado: gente jovem, moderna, atraída por coisas coloridas. O estereótipo foi inventado segundo conveniências comerciais e não assimilado como subproduto de um movimento cultural. Diferente, por exemplo, do hip hop, gênero que já tinha produção e público interessado bem antes de se espalhar pelo Brasil e ser traduzido em códigos de conduta e de consumo. Assim a música eletrônica cresceu por aqui: como fenômeno mercadológico, e não como gênero musical que tenta transmitir uma visão de mundo (objetivo de toda expressão artística, não?). Vá a uma pista qualquer de música eletrônica e pergunte o que as pessoas estão fazendo ali. A música será sempre a cerejinha no bolo. A impressão que fica, apavorante, é que tudo está configurado num ciclo vicioso. A produção rarefeita não chama a atenção da mídia preconceituosa que não informa o público inerte. Este não consegue entender que, além da festa, a música também é importante. A produção não é impulsionada e voltamos ao começo... O mais razoável é que a ruptura desse ciclo aconteça a partir dos ditos formadores de opinião, os baluartes da querida cena. Essas pessoas, além de sobrenomes e rostos conhecidos, têm credibilidade junto às empresas dispostas a investir em ¨plataformas inovadoras de entretenimento¨. Por isso podem ajudar a música eletrônica a descolar-se da espiral esquizofrênica em que se meteu.
Das tentativas mais relevantes de se entender ou explicar qualquer coisa, temos apenas dois livros com enfoques específicos (um sobre a os bastidores da baladinha paulistana e outro sobre a cultura do DJ no Brasil). A imprensa nacional ainda não comprou a música eletrônica. As coberturas são ocas e não raro ficam só no desdobramento preguiçoso de releases. A crítica simplesmente não existe. Em uma palavra: a música eletrônica está ameaçada de nunca passar de uma onda frívola de comportamento e consumo no Brasil. A música, sabemos, é uma arte plástica. Modelável, passível de improvisos e apreciável simultaneamente à sua criação. E, por andar de mãos dadas com a tecnologia, a música eletrônica elevou as possibilidades de deformação, de improviso e de mistura ao infinito. Devido a sua natureza rica e mutante, deve ser levada mais a sério no Brasil por quem (acha que) ouve, (acha que) produz e (acha que) informa. Ou as festas continuarão sendo meros movimentos de manada. Claro, cada vez mais cheias e com todos os ingredientes para um bom divertimento juvenil: decibéis, cervejinha, garotas rebolando e estupefacientes a rodo. Mas que tenhamos, então, a honestidade de aceitar: não há ¨cena¨ alguma. E, até hoje, tudo não passou de uma farsa com jeitão de shopping center.
williampelomundo@hotmail.com 10:16 PM [+]
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Direito de uns, dever de todos
Acho que todo mundo tem o direito de ser brega, ou até mesmo burro. É tudo uma questão de ponto de vista. Pelo mesmo raciocínio, eu tenho o direito de achar qualquer um brega ou burro. Todo mundo sabe que os rapazes do KLB são bregas. Agora, depois da entrevista deles que li na revista Zero, tive certeza de que eles também são bem burros.
Depois de dizer que curtiam rock pesado, o repórter tocou uma faixa do White Stripes e os caras mandaram ¨isso é uma mistura de John Lennon com Bon Jovi¨. Mais adiantes, depois de dizerem que conhecem tudo dos Beatles, o repórter tocou toda a introdução de Across The universe e os caras acharam que era Almir Sater. Veja outras barbaridades que eles disseram quando ouviram trechos de outras músicas conhecidas:
METALLICA - ¨ST. ANGER¨
Leandro: (10 segundos de música) ¨Está começando a invocar¨ (risos).
Bruno: ¨Red Hot? Todo mundo canta igual a eles. É o Anthony Kiedis? Linkin Park?¨.
NIRVANA - ¨YOU KNOW YOU'RE RIGHT¨
Bruno: (instantaneamente) ¨Ah, esse aí é legal. Rock melódico¨.
Leandro: "Red Hot, U2"
Kiko: (42 segundos depois) ¨Nirvana? A melhor música deles é Nothing Else Matters (sic)¨.
RACIONAIS MC'S - ¨VIVÃO E VIVENDO¨
Kiko: (38 segundos depois) ¨CPM22?¨.
Leandro: ¨É o Xis?¨.
Bruno: ¨É aquele 'eu vi gnomo'?¨.
Leandro: ¨É D2?¨.
BEE GEES - ¨NEW YORK MINING DISASTER 1941¨
Leandro: (Instantaneamente) ¨Bee Gees¨.
ZERO: ¨Vocês conhecem todas do Bee Gees?¨.
KLB: ¨Todas¨ (começam a cantar juntos a música).
Kiko: ¨Há duas bandas que não tem como você enganar a gente: Beatles e Bee Gees¨.
williampelomundo@hotmail.com 10:13 PM [+]
Meta o pau:
De ressaca e fedendo a cigarro
Hoje eu estava vendo a confusão que está esse negócio de aprovar uma lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas depois das 11 da noite. Acho que, já que o negócio é copiar leis que deram certo em outros lugares, seria bom se observar com mais atenção o que aconteceu nos lugares onde ela foi implantada. As autoridades alegam que a proibição tem como objetivo diminuir a quantidade de brigas, acidentes e outras coisas que acontecem com maior freqüência quando o sujeito está breaco. Eu posso garantir uma coisa, por experiência própria: o único resultado prático de uma lei dessas é fazer com que as brigas e acidentes aconteçam mais cedo. A redução de acidentes de trânsito em países desenvolvidos, por exemplo, deu-se apenas porque não dava mais tempo de as pessoas -- que usam transporte público para ir ao trabalho -- voltarem pra casa pra pegar o carro e sair pra night. As pessoas passaram a sair do trabalho direto pra tomar cana e a quantidade de confusões por causa da cachaça só passou a acontecer mais cedo.
E aí eu fiquei pensando nessa outra lei que proíbe a propaganda de cigarros. Não adianta de nada. Quem fuma sabe o que está fazendo. Acho mais fácil uma pessoa não saber o que está fazendo quando vota do que quando fuma. Um método interessante e de minha própria autoria pra diminuir o número de fumantes no mundo seria obrigar as fábricas de cigarro a aumentarem os teores de alcatrão e nicotina nos seus produtos. Em vez de cigarro light ou cigarro free, teríamos cigarro heavy ou cigarro punk. Além de acabar logo com a saúde dos fumantes que ainda insistissem em fumar, os cigarros punk obviamente teriam que ser mais caros, o que já também diminuiria o seu consumo junto às camadas mais lisas da população.
Mas eu quero mesmo é que todo mundo fume bastante e encha a cara de cachaça. Aliás, acho até um desaforo o governo querer atrapalhar a vida dos fabricantes de bebida e cigarro. As marcas de bebida e cigarro são as que mais apóiam eventos culturais no nosso país. Se o governo não incentiva, então deixe os outros incentivarem. Teoricamente, quanto mais gente bebendo e fumando, mais eventos como o Free Jazz Festival, o Hollywood Rock, o Skol Beats, Spirit e Hip Rock, o Bavaria Vibes, o Kaiser Music e tantos outros. Fiquei puto quando o governo proibiu marcas de cigarro de patrocinarem eventos culturais. Acho que ninguém desistiu de fumar só porque não viu a marca do cigarro na propagando da tv. Eu não fumo, mas cumpro o meu dever social bebendo.
williampelomundo@hotmail.com 10:11 PM [+]
Meta o pau:
Top 5 discos de todos os tempos. Não necessariamente nessa ordem.
Sigue Sigue Sputnik - Flaunt It: Esse foi o primeiro disco que me deixou de queixo caído. Lá pelo meio dos anos 80 eu só escutava Smiths e The Cure. Aí veio o Sigue Sigue com dois bateristas, baixo eletrônico, trechos de filme no meio das músicas e muito delay de um jeito que nunca fora usado antes. Geralmente as coisas que eu mais gosto são aquelas que me fazem passar muito tempo pensando em como fizeram aquilo. E esse disco é um grande exemplo disso. Além do mais, tem o encarte do LP, todo poluído de propagandas e coisas escritas em japonês.
New Order - Substance 1987: Dizem que esse disco foi feito a pedido de David Bowie, que queria umas versões mais longas das músicas do New Order pra ouvir no carro. Seja lá como for, eu sempre guardei esse vinil duplo a sete chaves, mesmo sabendo que a versão importada era um vinil triplo. Aqui tem músicas dos primeiros discos do New Order em versões super plus. Algumas faixas eu conheci primeiro nesse disco pra depois ir atrás das originais. Hoje em dia o cd vale mais a pena, já que traz também as músicas do terceiro vinil, que não foi lançado no Brasil.
Radiohead - Ok Computer: Mais um daquela teoria do "como é que eles fizeram isso?". Se bem que eu não entendi o disco nas primeiras vezes que eu o ouvi. E antes o Radiohead só tinha lançado o fraquinho Pablo Honey e o normalzinho The Bends, que eu conhecia mas não achava que fosse passar muito daquilo. Aí vem o Ok Computer com todos os seus detalhes técnicos e harmonias bacanas. E então o Radiohead virou a melhor banda de rock do mundo.
Depeche Mode - Violator: Esse disco eu comprei em cd antes mesmo de ter cd player. Eu já conhecia os anteriores Music For The Masses e o 101, que é ao vivo e que me apresentou às músicas mais antigas do Depeche Mode. Mas esse Violator é outro papo. Novos sons incríveis, letras e melodias sensacionais. Outro dia eu estava escutando e a ficha caiu de que esse disco já vai fazer 15 anos!
Kraftwerk - The Man Machine: Uma vez eu era meio pirralho e escutei The Model, aí fui na loja e comprei esse lp. Foi o primeiro vinil que eu comprei de rocha. Antes eu já tinha comprado uns compactos trash, mas album mesmo, foi o The Man Machine. E foi esse disco que inaugurou a teoria do "como é que eles fizeram isso?". Até hoje eu ainda não tenho algumas respostas pra esse disco.
williampelomundo@hotmail.com 10:08 PM [+]
Meta o pau:
Não pensem que sou nerd
Resolvi pela primeira vez escrever sobre o assunto que eu mais gosto no mundo, depois de mulher, claro: a música. Aliás, o processo de fazer música. Explico: durante todo esse tempo em que decidi viver da música, eu vinha acumulando quilos de instrumentos na mesma proporção em que adquiria conhecimentos sobre o assunto. As gigs que eu fiz sem roadie me faziam repensar essa minha decisão de ser tecladista modernoso que usa coisa analógica, sampler e vocoder. E o peso dos instrumentos era só o começo. Imagina ligar áudio, midi e energia de dois teclados, mais os módulos, e ainda os efeitos, o microfone do vocoder, o zip drive no sampler...
Hoje as coisas são muito diferentes. Tudo que preciso pra fazer música e pra tocar nas gigs cabe na minha mochila e dá pra levar como bagagem de mão no avião. Tudo graças aos softwares espetaculares e aos computadores cada vez menores, mais baratos e mais poderosos. O cérebro do meu setup agora é o meu Powerbook G4, da Apple.
Nele eu rodo de softsynths como o Reason até o espetacular Traktor 2.5. Mesmo com todo o poder de processamento e com toda a memória RAM, eu uso uma interface M-Audio Audiophile Firewire, que além de ter 4 inputs, 6 outputs e MIDI in e out, também faz o processamento de áudio externamente, liberando o processador do Powerbook para outras tarefas.
Para controlar tudo que rola no laptop, eu uso um midi controller da Novation chamado Remote 25. Apesar de só ter duas oitavas, o Remote 25 tem 8 sliders, 16 knobs, 24 botões e um touchpad. Cada coisa dessas pode mandar qualquer tipo de sinal via midi para o seu software. É controle total.
E no fim de tudo eu ainda uso o Korg Kaoss Pad 2 processando o áudio que sai do laptop, com efeitos perfeitamente sincados com o bpm da música. É muito mais flexibilidade e muito menos peso que o meu setup anterior.
williampelomundo@hotmail.com 10:02 PM [+]
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